26 setembro 2014

um monopólio do Estado

À falta de reconhecimento social, e de quem se preocupe com ela e governe para ela (só um regime político comunitário o fará, nunca o regime sectário de democracia partidária), a figura da mãe de família tornou-se uma figura em vias de extinção.

E, então, Aqui d'El Rei, que não nascem crianças no país.

Como é que haviam de nascer, se ninguém liga ou considera socialmente a pessoa principal que os faz nascer?

Para resolver o problema forma-se uma comissão.

A originalidade desta comissão vai consistir em imitar aquilo que os outros países - cujo regime político e social nós imitamos - já praticam há décadas.

Trata-se de criar incentivos, sobretudo de natureza financeira, para que os casais tenham filhos.

É uma prostituição do homem, e mais ainda da mulher.

E a prostituição acabará por ser um monopólio do Estado.

E que filhos sairão daqui - filhos em que o Estado passou a ocupar o lugar de Deus?

8 comentários:

Vivendi disse...

.."Quem quiser resolver um problema, nomeia uma pessoa, se quiser adiá-lo, nomeia uma comissão"...

António Oliveira Salazar

Diogo disse...

Caro Pedro,

É certo que, com o emprego feminino, com o fim da família alargada (em que avós, pais, tios e primos viviam todos próximos durante toda a vida), com os divórcios por dá cá aquela palha, a família nuclear tem-se vindo a reduzir.

A família precisa novamente de estabilidade (sobretudo financeira). E talvez precise de coimas pesadas para o divórcio (quando já há filhos) à primeira discussão. Os pais têm de começar a fazer contas à vida. Algumas discussões não significam obrigatoriamente o fim de uma relação. Sobretudo quando há filhos à mistura. O divórcio tem de ser fortemente penalizado. Só casa quem quer...

Vivendi disse...

E o que se incentiva na Alemanha de hoje?

German ethics council calls for incest between siblings to be legalised by Government

http://www.independent.co.uk/news/world/europe/german-ethics-council-calls-for-incest-between-siblings-to-be-legalised-by-government-9753506.html

Anónimo disse...

O problema, Arroja, o problema é tu nunca teres ido ao cu da tua mulher.

marina disse...

A bem dizer os únicos que vão na conversa dos incentivos financeiros são os recebedores líquidos de impostos.... Logo , as crianças que vão nascer são as que já nascem com esse tipo de" políticas de natalidade ": beneficiários de rsi :).

Anónimo disse...

Um casal precisa de sossego para poder ter filhos.
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A partir do momento que a mulher é elemento essencial ou tão essencial para o sustento financeiro do lar, não há sossego para pensar em filhos.
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Na modernidade corre-se por dois caminhos e nenhum deles vai em direcção aquele que convoca a alegria de ter mais filhos.
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1º O filho aparece cada vez mais tarde na vida dos casais.
São três as razões:
a) a carreira profissional (no sentido de realização)
b) viver a vida (viajar, almoçaradas, amigos etc)
c) Insegurança no futuro. Não depender exclusivamento do rendimento do marido. A morte do marido ou o divórcio são elementos de insegurança na mulher candidata a mãe.
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2º O filho é gerado um única vez em na esmagadora maioria dos casos e na casa dos trinta e tal anos.
A razão é:
a) Constrangimentos financeiros.
b) Disponibilidade.
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Alguns governos têm vindo a tomar medidas que colmatam a 2º al. a), mas não vão ao fundo da questão. O sossego.
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Em Africa esta gente não tem massa, nem apoios, e geram chusmas de filhos. Descontando em parte a natureza assanhada deste pessoal que tem filhos com várias mulheres, a mulher africana tem mais segurança se tiver filhos do que se os não tiver. São os filhos que lhe vão proporcionar sustento na velhice. Além disso por cada pai sacado é pensão de alimentos que recebem.
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O meu motorista, casado, depois de fazer o terceiro filho na terceira moça, disse-me a respeito de pensões de alimentos: xii doutô si não pagá pensão à mulé faiz escandalu na empresa. Nem pensar em deixar di pagá. À minha mãe diz para não tê outras mulé. Diz para eu usá o sabão, mais elas num largam doutô.
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Rb

Rui Alves disse...

A quebra da natalidade reflecte uma doença grave no tecido social português. Incentivos e comissões atacam os sintomas sem sequer auscultarem o paciente.

Neyhlup Josand disse...

Cada vez há mais pessoas a trabalhar por turnos, com casais a conviver menos, trabalhando cada vez mais horas, oficiais e não oficiais

Não há expectativas de melhoria de vida nas gerações capazes de procriar.

O desemprego entre os novos é cada vez maior, ou seja, uns trabalham por dois, outros não fazem nada e concorrem À Casa dos Degredos.

Tudo isso aliado à cultura do hedonismo, ao medo da dor do parto, à perda da independência que um filho lhes traz e à vontade de dar a educação perfeita aos filhos, tornando impossível custear isso...

O que nos traz a riqueza está a tirar-nos a vontade de ter filhos!