09 setembro 2014

"Mises e a defesa da família

Via espectadorinteressado.blogspot.pt/

"Minha tradução do texto de Llewellyn H. Rockwell, Jr., Mises on the Family, que muito fica a dever àquela outra levada a cabo por Leandro Roque
G. K. Chesterton dizia que a família era uma instituição anarquista. Queria ele dizer que a sua formação não depende de nenhuma acção do estado. A sua existência flui das realidades fixadas na natureza do homem, com a forma aperfeiçoada pelo desenvolvimento de normas sexuais e pelo avanço da civilização.

Esta observação é consistente com a brilhante discussão sobre a família que Ludwig von Mises levou a cabo na sua obra-prima Socialism [link], publicada pela primeira vez em 1922. Por que razão Mises abordou a família e o casamento num livro de economia que refutava o socialismo? Ele compreendeu - ao contrário do que sucede com muitos economistas de hoje - que os opositores da sociedade livre têm uma ampla agenda que normalmente começa com um ataque a esta absolutamente crucial instituição burguesa.


"De há muito que propostas para transformar a relação entre os sexos andam de mãos dadas com planos para a socialização dos meios de produção", observa Mises. "O casamento é para desaparecer juntamente com a propriedade privada... O socialismo promete não apenas o bem-estar - riqueza para todos - mas também a felicidade universal no amor."

Mises observou que Woman and Socialism[link], de August Bebel [um dos fundadores do SPD alemão], um hino ao amor livre publicado em 1892, foi o panfleto esquerdista mais lido do seu tempo. Este elo de ligação do socialismo à promiscuidade tinha um propósito táctico. Acaso não se acreditasse na fantasia da prosperidade surgida de um passe de mágica, pelo menos poderia haver a esperança numa libertação da responsabilidade sexual e da maturidade.

Os socialistas propunham um mundo no qual não haveria impedimentos sociais ao prazer pessoal ilimitado, em que a família e a monogamia seriam os primeiros obstáculos a derrubar. Poderia este plano funcionar? Sem hipótese, sustentou Mises: o programa socialista para o amor livre é tão impossível quanto o seu programa económico. Ambos contrariam as restrições inerentes ao mundo real."

17 comentários:

tric disse...

eu lembro-me muito bem que os "myses" na Austria quase provocaram um Cisma com o Vaticano...os "Myses" fizeram a vida negra ao Papa Bento XVI...ainda por cima num tempo em que a Cristandade Tradicionalista Mediterranica está a ser atacada nas duas margens...

tric disse...

O que é o que o Myses diz acerca da perseguição que a Cristandade do Mediterranico (Tradicionalista ) está a sofrer...pelo menos a Nossa Senhora de Fátima sempre enviou uma mensagem directa sobre os tempos actuais...a "Cristandade Nordica" aliou-se ao Sauditas+Qatar+Turcos no ataque à Cristandade Mediterranica! Mossul...Nineveth...Syria ...Lebanon...Portugal...Grecia...Cyprus...

tric disse...

Russia...

Pedro Sá disse...

Primeiro para isso seria preciso provar que a família é uma criação burguesa. Ponto.

Anónimo disse...

É um espécie de kulto ao kerido lider.
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Eu entendo o culto ao lider nas religiões. É perfeitamente racional. Afinal de contas são lideres alegadamente enviados por Deus.
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Mas fico desconfiado quando se cultuam pessoas do tipo Lenine, Mises, Hitler, Mao, Kim, Keynes, Salazar...
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Cheira-me a rato.
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E depis, bem, e depois é vê-los a ver socialismo por trás de qualquer fiqueira.
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Rb

tric disse...

"Mas fico desconfiado quando se cultuam pessoas do tipo Lenine, Mises, Hitler, Mao, Kim, Keynes, Salazar..."
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associar Salazar a Lenine, Mises, Hitler, Mao, Kim e Keynes!!?? você deve ser "judeu"...

zazie disse...

E é. Dos fantásticos que fazem essas associações imbecis como escardalhada gosta.

":OP

zazie disse...

Só não se entende porque é que ele não incluiu o Ariel Sharon, com tantos massacres no cv e preferiu o nosso pacífico Salazar.

Anónimo disse...

Não os associo uns aos outros, oh tric, excepto na capacidade que todos eles têm ou tiveram em fidelizar clientelas e formarem autênticas religiões/legiões de acefalos fieis incondicionais.
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Experimente opor-se a certas coisas que um dos keridos lideres tenha feito ou pensado. Caem-lhe logo em cima os guerreiros do senhor.
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Os 'Ḥashshāshīn' tinham métodos semelhantes, se bem que fumavam umas ganzas antes de cada investida. Até o Saladino os temia.
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Voçê deve ser um 'Ḥashshāshīn'...
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http://pt.wikipedia.org/wiki/Ordem_dos_Assassinos
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Rb

Anónimo disse...

O Ariel não tem fieis seguidores à altura de outros. Se tivesse, eu incluia-o com todo o prazer.
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Rb

Anónimo disse...

Mas se quiseres posso incluir mais dois judeus na lista de keridos lideres: Hayek e Marx.
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Rb

zazie disse...

Que fieis seguidores tem o Salazar e que crimes de totalitarismo cometeu, para o colocares ao lado do Mao e do Kim?

zazie disse...

O Salazar nem ideologia tinha, para poder ter seguidores.

Nerm franquismo tivemos.

Tu falas que nem um palerma comuna.


Seguidores têm as vedetas pop, já agora.

E nem o Mises teve. Isto é inventado agora por falta de teóricos.

zazie disse...

Que legiões de segidores teve o Salazar?

Nada.
Teve povo a aclamar pelo que de bom fez.

Livrou-nos da guerra, salvou as finanças, meteu ordem no poder que vivia em golpes e tiroteio permanente, pacificou, modernizou e teve o dom de entender os portugueses sem precisar de ser populista.

Que merda tem isto a ver com legiões de seguidores de assassinos?

Anónimo disse...

Não o coloco ao lado de ninguém.
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Longe de mim fazer tal coisa porque aprecio o homem em variadissimas vertentes.
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E não se trata de cometer crimes. Refiro-me ao outro lado da demanda. Os seguidores. Tratasse apenas dde constactar que existe uma chusmas de gentes que idolatram certos lideres como se fossem quasi divinais.
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Rb

Anónimo disse...

A argumentação de Stirner explora e estende os limites da crítica... a seguidores de ideologias populares, tais como nacionalismo, estadismo, liberalismo, socialismo, comunismo e humanismo.
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Rb

zazie disse...

Leste o Stirner?


eehhehe

O Stirner é maluco mas deitou tudo abaixo na perspectiva do mito da Liberdade.