09 agosto 2014

os liberais andam com síndrome pré-menstrual


Os liberais – no sentido clássico – andam com um sério caso de síndrome pré-menstrual e não tarda que comecem a sangrar. Disparam em todas as direções, cultivam os ataques ad hominem e esquecem os princípios fundamentais do liberalismo: Laissez faire.
Fico com esta impressão da leitura dos blogues onde “panditam” e donde disparam da cintura contra todas as figuras que se atravessam nos visionários desígnios da coligação. O Costa, claro, é o alvo favorito.
Como os ataques ad hominem têm um cunho pessoal, as razões destes ataques têm também de ter algo de pessoal e, portanto, não procurarei as suas razões em Mises, Rothbard ou Rand, mas em Freud.
PPC chegou ao governo com uma aura de liberal e um mandato para “desconstruir” os “conceitos fatais” que nos levaram à bancarrota. Isto, e mais a Troika, alimentou a expectativa de que agora é que era, de que finalmente íamos poder respirar mais livremente. E eu, confesso, também acreditei que assim era.
A realidade, porém, foi um enorme balde de água fria que se tornou gélida quando o ultra-neoliberal Gaspar procedeu ao ultra-enorme aumento de impostos e se percebeu que entre a coligação e a oposição não havia diferença significativa – era o centrão no seu melhor a sugar o País até um próximo resgate.
Esta enorme frustração gerou raiva e ódio que agora se manifesta nos tais ataques pessoais a quem “não deixa o governo trabalhar”. Esquecendo que o governo não trabalha para nos libertar, o governo trabalha para nos escravizar – numa visão liberal.
Os liberais irão começar a sangrar se Costa chegar a primeiro-ministro. Será custoso – como é sempre o primeiro dia – mas também restaurador porque poderemos voltar a sonhar com uma primavera pós-socialista. Em vez de ficarmos para aqui a pegar com tudo e com todos, só porque sim.
À hemorragia seguir-se-ão  dias de ação e de “esperanças” e serão derramadas as sementes de um futuro melhor.

3 comentários:

Anónimo disse...

À série destes ridículos comentários que tens feito, falta apenas o pequeníssimo pormenor, coisa sem importância nenhuma, de que o costa (que o Pacheco carrega às costas e que tu achas "divertido"), além disto: http://www.youtube.com/watch?v=8FPLhDFaylc , está na corrida para re-editar tudo o que fez o corrupto com nome de filósofo e que isso acabou e acabará, em bancarrota.
Pequeníssimo pormenor. Já da outra vez ficaram muito contentes por se ir embora o Santana (que só para lá foi porque o lacaio ex-durão lhes vendeu o cargo para que tinha sido eleito) e isso acabou em bancarrota. Pequeníssimo pormenor. E sem importância, porque a próxima será a quarta e portanto, tal como esta última, já não será um terrível evento de excepção, apenas um acontecimento periódico, uma coisa assim como o Inverno.
Não vás tomar os comprimidos, não.

Anónimo disse...

O liberalismo não é para se levar à letra. Não pode um estado-nação ser 100% liberal. Vai mesmo contra a própria essencia de estado-nação.
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Da mesma forma que não pode ser 100% socialista (daí o fracasso das experiencias).
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O que se pode é ser um bocadinho mais ou menos liberal. O mesmo é dizer que se pode ser mais ou menos socialista.
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Os menos socialistas tocam nas barbas dos menos liberais e podem chamar-se de liberais sociais.
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Eu vou à bola com os liberais quando eles se concentram nas questões do mérito, da liberdade e responsabilidade, mas saio ao intervalo quando eles acham que a igualdade de oportunidade de quem nasce são inevitabilidades da natureza das coisas e que os estados não devem cuidar de garantir a toda a alma que nasça, onde quer que nasça, o acesso a coisinhas basilares para o desenvolvimento de um ser humano, como seja a educação e a saúde, ainda que nos patamares minimos de dignidade.
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De resto, enfim, pugnar pela liberdade de acção e responsabilidade parece-me bem.
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Concentrando-me em duas sociedades desenvolvidas em termos gerais, dizer que a sociedade mais desenvolvida economicamente do planeta é os EUA onde o peso do estado com impostos anda na casa dos 38%.
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Porém as sociedades mais desenvolvidas socialmente são as escandinavas onde o peso do estado em impostos é de mais de 55%.
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Se compararmos as duas sociedades em termos macro verificamos sucesso global nas duas com maior visibilidade nos EUA porque é uma economia mais pujante, se bem que mais endividada. Se compararmos as duas sociedades em termos micro verificamos maior sucesso nos escandinavos onde os indices de boa vida da populaça em geral são muito maiores e melhores do que as dos gringos que têm extremos bastante acentuados.
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Em suma, medir um país pelo peso dos impostos do estado não é coisa útil. O que é útil medir é que beneficio advém para a sociedade os impostos recolhidos.
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Se os impostos recolhidos forem devolvidos à sociedade em forma de megalomanias, trapaças, parcerias convenientes, obras inuteis etc, é uma má aplicação dos impostos (Portugal, Russia, Grecia etc); mas se for devolvido à sociedade numa forma que faça desenvolver as suas gentes e de forma homogenea, então é bem aplicado.
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Rb

Euro2cent disse...

> e serão derramadas as sementes

Retórica avariada.