23 julho 2014

o socialismo e a social-democracia

A social-democracia é pior do que o socialismo puro e duro. Cheguei a esta conclusão depois de comparar a ação dos governos do PS com os do PSD.
Os socialistas não acreditam no socialismo, consideram-no uma fase intermédia no caminho para uma sociedade sem classes. Consideram que os mais desfavorecidos, sem educação gratuita, sem SNS e sem apoios sociais, não sairiam da cêpa torta.
Os sociais-democratas não alimentam a utopia da sociedade sem classes, para eles é como se tivéssemos chegado ao Fim-da-História. Tratam então de melhorar o sistema soviético da educação, o sistema soviético da saúde e da segurança social. Como? Empresarializando.
Enquanto um socialista cria empregos na função pública por “caridade”, um pouco à Salazar, o social-democrata quer pôr o funcionário público a trabalhar como se estivesse no privado, muitas vezes por uma “esmola”.
Com os socialista no poder, os portugueses ficam “pobretes mas alegretes”. Trabalham 100 dias por ano – deixem-me ser optimista – gozam as suas pontes no Algarve e reformam-se ao 50 anos. Com os sociais-democratas trabalham como os americanos e ganham como os marroquinos.
Os sociais-democratas não libertam a sociedade do peso do Estado, de modo a criar riqueza e a melhorar o nível de vida colectivo. Pelo contrário escravizam o cidadão e condenam-no à mera sobrevivência, quase sem direitos cívicos (direito à propriedade, por exemplo).
Comparando estas duas experiências, eu julgo que a maioria dos portugueses fica melhor com os socialistas.

9 comentários:

Anónimo disse...

Seria o seu raciocionio verdadeiro se os países mais desenvolvidos social e economicamente não fossem quase todos eles social-democracias.
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Rb

Anónimo disse...

Não conheço um país europeu, de cima a baixo do mapa, que não tenha a Educação e a Saúde gratuitos para a generalidade da população. Não consta que sejam as populações mais escravizadas do mundo e que apenas se limitem a sobreviver.
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Rb

Anónimo disse...

Caro Rb,

Estou a falar da nossa realidadezinha.

Joaquim

mujahedin مجاهدين disse...

Ai o Salazar criava empregos na função pública por caridade? Há-de ter sido por isso que criou o seu, atão...

Anónimo disse...

Ahahahahaha.... Mujahedin...

Maria Rebelo

Cfe disse...

Dá para rir quando falam do sistema de saúde português.

Se vierem ao Brasil e tiverem o azar de ficar doentes vão tratar-se num hospital privado e ver quanto lhe cobram.

Ah existem "os planos de saúde". Paguem todos os meses e vejam quanto custa...

Vivendi disse...

"Enquanto um socialista cria empregos na função pública por “caridade”, um pouco à Salazar"

O burocrata

..."O burocrata é, no simplismo e também por vezes na justeza dos juízos populares, o homem inútil que se compraz em multiplicar as formalidades, encarecer as pretensões, amortalhar em papéis os interesses, embaraçar os problemas com as dúvidas, atrasar as soluções com os despachos, obscurecer a claridade da justiça em nuvens de textos legais, ouvir mal atento ou desabrido as queixas e as razões do público que são o pão, ou o tempo, ou a fazenda, ou a honra, ou a vida da Nação perante o Estado e a sua justiça; trabalhar pouco, ganhar muito e certo; sem proveito nem utilidade social, parasitariamente, sorver como esponja o produto do suor e do trabalho do povo."...

António de Oliveira Salazar - 5 de Outubro de 1940

Óh Joaquim ainda não percebeu que o peso do estado na economia com Salazar nunca passou dos 15%(ao longo de décadas e já com a guerra do ultramar.)

Hoje o peso do estado na economia vai para lá dos 50%. Hoje é que somos todos socialistas, não por caridade mas por obrigação...

Anónimo disse...

Caro Vivendi,

Obrigado pela sua explicação.

Joaquim

Anónimo disse...

O bacoco das 7h18 que se refere aos custos da saúde no Brasil,se calhar pensa que por ca a coisa é gratuita.
O bacoco não entende que cá são os mais produtivos que pagam os "planos de saúde " de outros tantos que nada ou pouco fazem e nunca se viram noutra .Nada (ou pouco ) pagam e de tudo usufruem e ainda tem a oportunidade de ser arrogantes.