02 abril 2014

o humanista com a guilhotina II

O projeto humanista do PS, de retirar os sem-abrigo da rua, já foi tentado - em Nova Iorque em 1987, quando eu estava lá a estudar. E acabou mal.
Os sem-abrigo tiveram de ser retirados da rua à força. Processaram a Câmara e foram devolvidos pelos tribunais ao seu habitat.
O caso mais emblemático foi o de Joyce Patricia Brown que chegou a ser convidada pela Universidade de Harvard para relatar a sua experiência.
Desde então, o "sem-abrigo", nos EUA, é considerado um estilo de vida - lifestyle. Nenhum político, minimamente orientado, se mete com eles.

13 comentários:

zazie disse...

Em grande parte até acredito que sim.

Mas os projectos não têm de ser totalitários, ao contrário do que v. defende.

Existe um leuqe muito variado de sem-abrigo.

Podem ser imigrantes e, aí, as políticas de filtragem de imigração deviam ser mais apertadas mas, também podem ser casos de grandes azares que não têm por hábito vida na marginalidade nem são obrigatoriamente tolinhos bêbados.

Para esses faz todo o sentido apostar numa reabilitação de vida com tecto.

Porqu, o contrário é que me parece decadente.

Andam a dar casas a meio mundo por ser5 preto ou etíope ou perneta- desde qeu caiba no catálogo da ONG de minoria, e deixam outros a morrerem ao frio.

Porque isto de ser sem-abrigo com temperaturas negativas há-de ser mais uma aposta na resolução do problema pelo arrefecimento global.

zazie disse...

Na volta quem diz para deixar andar nem se questiona com merdas como obrigatoriedade de nº de quartos por nº de filhos e outras no género que já são lei na Europa.

zazie disse...

O Ornelas não é assim tão estúpido e, nestas coisas, não devem existir preconceitos ideológicos.

V. usa palas e isso é mau para quem se diz cosmopolita- é parolice às avessas.

http://www.scielo.oces.mctes.pt/scielo.php?pid=S0870-82312010000300005&script=sci_arttext

zazie disse...

"Um estilo de vida"- ser sem-abrigo é "um estilo de vida nos EUA.

Topa como é mesmo um pacóvio?

Bmonteiro disse...

Procurei alertar um vereador da CML, há ano e meio, para o aproveitamento de um dos quartéis desocupados do Exército como residência/abrigo.
Conforme aliás opinião de um sem-abrigo meu amigo.
Isto, não teria de colidir com a sua condição de 'vagabundos' sem emprego.
Era a diferença entre dormir numa cama em quarto/camarata, ou no chão de um alpendre junto à Av da Liberdade. Com banho e cozinha à disposição.
Dispensou acusar recepção sugestão.

Anónimo disse...

É um estilo… viver de food stamps é outro estilo. Por exemplo, li algures que o Wallmart facturou o ano passado uns 13 mil milhões só com os food stamps. Também é a empresa que tem mais empregados a viver de food stamps…
É um estilo Joaquim. O estilo americano.
PS: O seu amigo da seita anti-ciência anda desembestado no outro post… veja lá se mete ordem neste blogue. Só dá broncos.
PSS: Pareceu-me notar o ignorantezeco a falar de pares… meta lá outro dos seus posts, que deve estar frio algures no Mundo… gostava de dizer uma ou duas coisas sobre os pares. -- JRF

Anónimo disse...

Não esquecerei um filme de Woody Allen q retrata bem o lifestyle gringo.
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Um advogado de acusação argumentava que o réu tinha matado as vitimas, estripando-as. Mostrou fotografias dos orgãos que guardava no frigorifico para comer. Descrevia minuciosamente a forma como o réu retalhava os cadavares...
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Os jurados estavam com cara de cansados. Enfastiados. Desinteressados. Nada os incomodava. Olhavam para o relogio a ver se o tempo passava.
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A certa altura o advogado usou o maior trunfo de todos. Os outros pareciam não ter impacto nos jurados. Apresentou provas do maior crime que o réu cometeu.
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O advogado afiançou que o réu não separava o lixo.
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Foi um escandalo no tribunal entre os jurados. Levantaram-se indignados com o réu.
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Ora bem, o lifestyle gringo é assim. Aquilo que realmente é importante combater é desvalorizado e secundarizado.
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Os sem-abrigo deixaram de ser pessoas. Tem menos valor que os cães vadios que devem ter instituições a cuidar melhor deles do que os humanos sem abrigo. Lifestyle.
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Angola serve-lhes de modelo. A natureza das coisas é mesmo assim. E nem percebem a regressão de valores que isso representa...
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Rb

Álvaro Queirós disse...

serve para o que serve,,, aqui há uns anos, armei-me em voluntário e fui ajudar uma ONG, que "ajuda" os sem abrigo,,, e nessa minha tentativa, levei para casa em cerca de 80% dos casos a resposta do, deixe-me em paz...

"lifestyle"

há ia levar comida, roupa e conversa ,,, não queriam coisa nenhuma,,,, PAZ,,, hehehehehehe

zazie disse...

ahahahahahah Morgadinho. Essa foi o máximo.

zazie disse...

Uma das coisas mais perigosas é mesmo transformar-se as pessoas num colectivo abstracto, como na Ciência, acerca do qual se têm opiniões feitas.

Ainda que existam grupos e se criem hábitos, também há alterações em momentos de maior crise.

Ou seja, há por aí sem-abrigo com características diferentes dos que existem em países ricos.

Portanto, a maior imbecilidade é sempre a utopia do dizer "vai-se resolver tudo", ou "nada há para resolver".

Deve-se tentar alternativas para quem quer.

É isso que defendo.

zazie disse...

E partindo sempre do princípio que cada pessoa é uma pessoa e que não nasceu necessariamente para gostar daquela forma de vida.

Nem que sirva apenas para uma minoria, essas pessoas merecem-no e só por pura cretinice de poltranice se deve vir agora com chavões de estilo americano.

Anónimo disse...



Many women describe sexism as a part of 'normal' life. Here Leah Green goes undercover in London to see how unsuspecting men react to sexist situations often experienced by women – but this time perpetrated by a female. All scenes are based on real encounters reported by women to @EverydaySexism
http://www.theguardian.com/world/video/2014/apr/04/everyday-sexism-turn-tables-women-men

Anónimo disse...

http://www.youtube.com/watch?v=V4UWxlVvT1A#t=79