Portugal, possuindo uma cultura universal, é uma magnífico repositório de todas as experiências da humanidade. Aquilo que funciona em Portugal, ideias ou instituições, funciona também em todo o mundo. Pelo contrário, aquilo que não funciona em Portugal não é de certeza universal, pode funcionar em alguns lugares do mundo, mas certamente não em todos.
O Estado de Direito é um bom exemplo. O Estado de Direito possui o mesmo problema do protestantismo, que é o problema de interpretar a Lei (no caso do protestantismo, as Escrituras). Cada um acaba a interpretar a Lei à sua maneira e, por vezes, sem qualquer aderência à letra da Lei (o nosso Tribunal Constitucional é um excelente exemplo). No fim, são todos contra todos, cada um invocando a Lei.
A Lei serve para dividir uma comunidade, não para a unir. Não é por acaso que a classe mais dividida em Portugal, e que inspira a divisão de todas as outras e de todos os portugueses, seja a dos juristas - são advogados contra juízes, juízes contra magistrados, magistrados contra advogados e juizes, etc.
O protestantismo foi buscar a sua inspiração para a supremacia das Escrituras e da Lei no judaísmo que põe a Lei no pináculo, e os judeus foram aliados naturais do protestantismo na sua revolta contra a Igreja Católica. Ora, não existe cultura mais divisiva do que a judaica.
A Lei divide, só uma Pessoa pode unir uma comunidade - uma mulher muito mais do que um homem.
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