10 dezembro 2013

e se não houver memória?

Poderemos regressar a um estilo de vida mais simples, como eu sugeri neste post. Ou será que perdemos a memória (o conhecimento necessário para o fazer), como pode decorrer da lei do equilíbrio estável?

Curiosamente, os leitores mais atentos levantaram logo este problema:

Anónimo disse...
Correctissimo. Mas do que conheço dessa "vida" anterior, parece-me que já não temos população com um nivel de conhecimentos e e de resiliência que nos permita sobreviver nesse "estádio"!...
marina disse...
pois , não temos conhecimentos nem resilência pq uns estrangeirados quiseram fazer de portugal um pais "moderno". O grave nem foi terem acabado com a agricultura e pescas, pq a terra e o mar continuam aí, o grave foi terem cortado a ligação ancestral entre as pessoas e a terra e o mar. Agora teremos de começar quase do zero.

4 comentários:

BLUESMILE disse...

Tá explicado, então. Alzheimer.

Francisco disse...

Na termodinâmica a memória pode não estar nas moléculas do sistema, mas pode certamente existir de forma externa ao sistema, é para isso que temos registos.

Mas estes paralelos da termodinâmica parecem-me ter a ver com um princípio mais abstracto da redução de desiquilíbrios, que se pode encontrar também em outros processos que não são termodinâmicos, como a hidráulica, a electricidade, a gravidade, etc.

Até a mão invisível, nesta perspectiva, é uma tentativa de aproximação da economia à minimização de desequilíbrios entre oferta e procura.

É talvez a isto que se refere o Joaquim qundo disse mais atrás que podia ser tudo reduzido a matemática, embora eu tenha algumas reservas em pôr a matemática em tal pedestal, as suas fundações são um poço sem fundo.

Francisco disse...

Até as teorias do PA podem ser vistas como redução de desiquilíbrios culturais, se se fixar as características das diferentes culturas como os princípios basilares. Daí que esta forma de pensar possa ser uma boa ferramenta para ver coisas com piada, mas acho que a arte está sempre em encontrar bases de raciocínio com sentido, e isso já não é matemática. E se em ciência as coisas parecem ser fáceis, quando se fazem analogias mais complexas, como com distribuição de riqueza, cultura ou outras variáveis sociais, há sempre nuances que ficam pelo caminho.

Manel Caçoilo disse...

Eu gosto muito é de resiliência. Resiliência e escreber estrangeiro continuam na moda, carago. Somos os máiores!