26 novembro 2013

tiremos as devidas conclusões


Uma das razões que tem sido invocada para explicar o “gap” de produtividade entre o Norte e o Sul são os custos de oportunidade. Com um clima fabuloso como o nosso, com as melhores praias do mundo, com uma gastronomia fantástica e com vinhos bons e baratos, como é que se obriga a malta a trabalhar?
Quanto é que nos têm de pagar (custo de oportunidade) para virarmos as costas a um belo dia de praia, com umas deliciosas sardinhas assadas com pimentos e uma garrafa de vinho do Dão? E, não esquecendo, os olhinhos refastelados de tirar as medidas às mais belas raparigas do mundo – as portuguesas.
Ora bem, os custos de oportunidade elevados são um facto. Mas a este, eu acrescento outro. A energia que se despende a trabalhar, em Portugal, é superior à que se despende no Norte –ceteris paribus. Fica mais caro (em termos energéticos) trabalhar em Portugal do que a maior latitude. É mais cansativo, dito de outro modo.
Portanto, somemos estas duas circunstâncias. Trabalho mais dispendioso e custos de oportunidade elevados e tiremos as devidas conclusões.

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