Este Prefácio eu já o escrevi há vários meses e até muito recentemente estava perfeitamente contente com a conclusão de que, sobre assuntos importantes, só vale a pena falar com ou escrever para mulheres. E foi com base nisso que eu decidi que a partir do próximo dia 20 iria voltar ao espaço público, mas só para falar ou escrever para mulheres.
Porém, é agora claro ao meu espírito, que aquela conclusão, embora importante, é muito insuficiente, porque é genérica - um verdadeiro produto de um espírito masculino que é excelente em generalidades e abstracções.
De facto, olhando agora para trás, depois de ter chegado à conclusão de que vou falar ou escrever para mulheres, eu devia-me imediatamente ter posto a questão: "Mas vou falar e escrever para que tipo de mulheres - miúdas de 18 anos, idosas de 87, casadas, solteiras, divorciadas, petites, avantajadas, lisboetas, alentejanas?". Esta questão e a resposta a esta questão ocorre mais naturalmente a um espírito feminino, que tem maior propensão para o específico e o concreto.
E quem é que me despertou para esta questão e me deu a resposta, sinalizando-me qual era o grupo mais importante de mulheres para o qual eu deveria falar, qual deveria ser o meu alvo prioritário, o target principal da minha missão (para utilizar uma palavra em estrangeiro, que fica sempre bem).
Foi a zazie.
A zazie? Sim, a zazie. Foi a zazie que me "despertou da minha sonolência masculina" (para tomar de empréstimo a expressão de um filósofo que nos é querido).
Foi durante a viagem. Depois de a ouvir consecutivamente ao longo de cinquenta e oito dias, vinte e quatro horas por dia, alguma coisa havia de ficar. Era inevitável. E uma das coisas que ficou aconteceu certo dia, pouco depois do meio-dia. Está aqui.
Quando ouvi aquilo [na realidade, quando li no blogue], disse para comigo: "Curioso, nunca tinha pensado nisso, mas eu vou precisar de definir prioridades. E este é, de facto, o grupo prioritário"
24 comentários:
ahahaha
Uma mulher virtual desperta muita coisa.
Já um homem virtual, não aquece, nem arrefece.
ó zazie, nao me diga que o prof. foi casto durante uma viagem tao longa
se o francisco sabe disto temos beato e daqui a algum tempo santo.
A nao ser que a zazie nao tenha os atributos minimos que a igrja exige para o congresso carnal
Não sei.
Que tal o anónimo emprestar a sua mulher para verificar como ele depois lha entrega?
nao deu por nada zazie' isso não e uma boa recomendação. estará tao relaxada?
ou será que comenta nos blogues durante o ato?
Ser calhar é ao contário- relaxa-se ela, enquanto v. comenta.
Eu gosto de ler a Zazie, é infatigávelmente entusiasta e bem informada, mas acho que comete um erro a que o PA escapa.
Toda a filosofia alemã, a partir de Lutero, é um desembestamento típico da aparelhagem cognitiva humana. Nada que o Platão não tivesse feito, mas, à alemã, tiveram que levar a coisa às últimas consequências.
Os miolos humanos desenvolveram-se para encontrar bananas e descortinar leopardos. Em circunstâncias menos exigentes, o aparelho de reconhecimento de padrões desembesta a encontrar fantasmas - não tem posição de desligado, e é forçoso que ache qualquer coisa, seja lá o que for.
E deu nisto - resmas de "raciocínios" abstrusos, desaguando em absurdos caricatos como Heidegger. Safam-se umas coisas aqui ou acoli, como as intuições dos ensaios ligeiros do Schoppenhauer.
Tentar raciocinar com, ou contra, os oceanos de papel que foram produzidas em cinco séculos é como diz o outro: "I learned long ago, never to wrestle with a pig. You get dirty, and besides, the pig likes it."
Além do mais, não se chega a conclusões de consenso. Seria talvez mais profícuo - e até científico, para quem gosta desse argumento - aplicar o critério do camarada S.Mateus 7,16: “Pelos seus frutos os conhecereis”.
A fruta do Lutero e do Kant é amarga, e sangrenta.
Mas ó euro e uns trocos, onde é que tiraste que eu defendo o Kant?
Já alguma vez leste aqui no blogue falar-se de mais algum filósofo sem ser o kant?
Eu não.
Portanto, só posso corrigir os disparates que esta malta diz acerca deste.
............
Não estou a incluir o Birgolino porque esse, por acaso, como ele próprio disse, foi colega do John Locke e parece que até escreveram a coisa a meias.
O PA vai pregar às donas de casa? Vai ser colaborador da Avon?
ó Zazie... você põe-me literalmente de quatro... com essa sua veia repostona... à velha portuguesa... eu diria à "Bordalo" !!!!
Ainda me estou a rir da "ciência" que demonstrou no 3º comentário acima!!!
Simplesmente genial!
AHAHAHAH!...
Caro PA, julgo ter encontrado a solução para falar só para as mulheres e ao mesmo tempo continuar por aqui... vamos todos adoptar nicks femininos!... e como gosta de viajar com uma Zazie, imagine viajar com muitas!... Já temos uma Zazie no Metro... eu podia ser por exemplo a Zazie no Comboio... O RB? A Zazie na Cubata!
D. Costa, a Zazie no Caos.
O Rui Silva? A Zazie no País dos Sovietes!
O Vivendi? A Zazie na Fotocopiadora!
O Lavoura, a Zazie no Mundo Bizarro.
O Muja, podia ser a Zazie no Estrangeiro.
E os co-autores também! Rui A., sem dúvida a Zazie no Cangaço. O Carlos Guimarães Pinto, a Zazie no Deserto. O CN a Zazie no Município. E o grande Joaquim? Sem dúvida a Zazie na Terra do Nunca! (ou então Sue Ellen, também pode ser)...
Então? Vai ficar?... -- JRF
AHAHAHAHAHAHAHAH
A Zazie na Cubata e na Fotocopiadora são o máximo
":O))))))))))))))
Ehehehe
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Boa JRF. Bem esgalhado.
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Rb
Palermas.
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Então e o PA nao tem nick?
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OP((..
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ZC
É a Zazie no Canto... "No Kant" não é?... Hehehe... -- JRF
Zazie no kant'o
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zc
eheehe
Não é nada. É a Zazie entre as mulheres
":OP
Para ser no Kant'o era mais "no cantinho"
Virado para a parede e com orelhas de burro
":O))))))
Ai mas esta série do Doutor Engenheiro Campónio- JRF está mesmo muito engraçada.
":O)))))
hehehe...
Faltou só a versão Zazie, a eng alemã campónia.
"Virado para a parede e com orelhas de burro" Ahahah... eu escrevi isso e apaguei... tenho remorsos de ser mau... -- JRF
ehehehe Verdade?
> Mas ó euro e uns trocos, onde é que tiraste que eu defendo o Kant?
(São só dois cêntimos - foi um nome para chatear a pevide a americanos noutro sitio, depois deu-me a preguiça.)
Não tirei, percebi a posição. É só um comentário sobre a aproximação ao assunto.
Á maior parte das pessoas não ocorre estudar - por exemplo - numerologia, por ser óbviamente uma fantasia inútil.
Infelizmente, os delírios filosóficos de professores universitários têm impacto maior no mundo, mas a base intelectual não é muito melhor.
muito giras as tuas variantes , Zazie. e essa da Zazie entre as mulheres também está mesmo bem apanhada :)
já me ri um bom bocado , gracias.
Dos professores universitários é possível.
Não tenho nada a ver com isso.
Os filósofos são outra coisa e Filosofia não é numerologia.
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