E vou falar onde e como?
Deixarei o onde para outra ocasião e tratarei aqui do como.
Como é que eu vou prender a atenção das mulheres?
Falo-lhes dos filhos, falo-lhes de crianças. É remédio santo.
Falar de crianças permite-me falar sobre tudo, sobre o presente e sobre o futuro, sobre economia e finanças, sobre justiça e religião, sobre política e moralidade, sobre homens e mulheres, sobre educação e segurança social, sobre família e comunidade, tudo.
Além disso é um discurso absolutamente original, porque eu, quando abro a televisão, nunca lá vejo crianças a falar, só vejo adultos, e estes, raramente a falar de crianças. Falam de si próprios e dos seus problemas, não dos problemas das crianças.
E as crianças têm problemas? Se têm. São as principais vítimas da crise que afecta Portugal. São a única classe de pessoas verdadeiramente desprotegida que existe no país e aquela que mais necessita de protecção. E como elas não se sabem proteger, é preciso falar com as suas principais protectoras - as mães.
Os ideólogos, como Kant ou o David Hume, para mencionar um de cada lado, raramente falam de mulheres. De crianças ainda menos. E, quando falam, meu Deus...Por exemplo:
É por isso que se mandam as crianças à escola: não tanto para que aprendam alguma coisa, mas para que se habituem a estar calmas e sentadas e a cumprir escrupulosamente o que se lhes ordena, de modo que depois não pensem mesmo que têm de pôr em prática as suas ideias.
Immanuel Kant
É para isto que manda os seus filhos à escola, para eles não aprenderem nada?
4 comentários:
Boa.
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E tambem lhe digo, é absolutamente antinatural separar uma mãe de um bébe com 4 ou 5 meses. Doi no coração. As mães até choram qdo acaba o periodo de maternidade legal e têm de levar os bebes aos infantários. Os pais tambem sofrem com isso.
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Há um tempo para tudo, e o tempo das mães nos dias que correm não é natural nem útil.
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Rb
A sua estratégia é excelente.
Porque tanto a igreja e a comunidade não de feministas mas a comunidade de mulheres abstiveram-se de participar na sociedade.
Hoje fiz as pazes com Deus e com a Igreja Católica.
Tenho quase 40 anos e já passaram uns 25 desde que a abandonei.
Não sei porquê hoje e não ontem. Ou outro dia qualquer.
Apenas sei que vinha a conduzir agora mesmo ao final da tarde, quase a chegar a casa depois de um dia bem passado com a minha mulher e os meus filhos, e quando passei em frente à igreja senti que tinha de lá entrar e fazer as pazes com Deus e com a Igreja.
Naquele momento tudo à minha volta perdeu significado... foi como se o mundo ficasse vazio. Durante alguns minutos, o meu mundo era apenas o meu corpo e aquela igreja. Nada mais existia. Tinha de entrar. Ponto. Era esse o único caminho possível.
E, ao entrar, com uma forte determinação de reconciliação, fui invadido por uma sensação indescritível. Foi como se tivesse carregado um fardo demasiado pesado ao longos de todos estes anos do qual, subitamente, me libertei.
Sinto-me livre, leve e parece que fui invadido por uma imensa paz que não consigo explicar.
Mas como sou demasiado racional para chegar a Deus pela fé, o meu caminho deve ser algo semelhante ao que o Prof. Pedro Arroja tem vindo a percorrer e a partilhar connosco ao longo dos últimos 2 anos(?).
O facto é que, tal como há cerca de um ano partilhei aqui e aqui, ao longo das últimas duas décadas, alguma sensibilidade, alguma atenção ao pormenor, uma excelente memória e uma aptidão natural para "ligar os pontos"(*) levaram-me a concluir que é mais racional concluir que, de facto, Ele existe do que o seu contrário.
Afinal é tudo é tão simples e nós complicamos tanto.
Há tantas pessoas que apenas acreditam porque o sentem. São muito mais livres do que eu que durante mais de duas décadas estive preso pelas amarras da ciência, do pensamento racional, do método cientifico...
No fundo, também é possível chagar a Deus pela razão... o único "problema" é que demora muitos anos.
(*) Se não entende o que eu quero dizer por "ligar os pontos" (a variável tempo é muito importante!), veja este vídeo (primeiros 5 minutos).
Hmmm a lógica do Kant é a mesma que no século XIX meteu a religião e moral nas escolas e por inércia ainda hoje subsiste: porque se considerava que saber os preceitos básicos da religião fazia parte das competências essenciais do cidadão.
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