Nesta altura, eu já contei - especialmente no post anterior - muitas das verdades que descobri pelo caminho, sem ter contado nada da viagem. Pior ainda, dei a sensação que viajei sozinho e que os méritos das descobertas pertencem por inteiro a mim, quando a realidade é que eles pertencem, em primeiro lugar, à minha companheira de viagem.
É altura, então de falar sobre a viagem. Começo pelo princípio.
Para chegar a uma verdade importante um homem não chega lá sozinho. Chega em comunidade. E às verdades mais importantes da vida chega-se através da mais pequena de todas as comunidades - um homem e uma mulher.
Ora, esta verdade era muito importante para mim - a de saber sobre a verdade da obra do Kant, se o Kant era um verdadeiro filósofo ou um mero charlatão.
Lembrei-me então de convidar a zazie para fazer a viagem comigo. Era a pessoa ideal, se ela tivesse sido casada com o Kant, o Kant não teria escrito nada daquilo - disso eu tinha a certeza. E gostaria de saber porquê.
Por isso, antecipei o dia em que, finalmente, eu me iria sentar ao volante do carro para iniciar a viagem, e a zazie a abrir a porta do outro lado, a sentar-se no banco do passageiro, e a dizer-me:
-Eu vou consigo.
E assim aconteceu.
9 comentários:
Não sei porquê de repente lembrei-me disto... -- JRF
Acho que é o vendedor... faz-me lembrar o Kant!... o Kant versão PA... faz mesmo... -- JRF
As I remember it she immediately snappped into action and tried to take the wheel...
D. Costa
O grande problema que, quase sempre, surge em discussões filosóficas, resulta de não se definirem previamente os conceitos. Tenho visto nas opiniões apresentadas muitas referências a "verdade", tomada como conceito relativo o que suscita, como é óbvio, posições diversas."Verdade" é um conceito absoluto, isto é, há "verdade" e não "verdades"; o que há são "veracidades"
ahahahaha esse sketch é uma completa anormalidade
Se é anormalidade, Zazie, explique porquê.
V. quer que lhe explique uma piada?
V. é idiota. Só um idiota pede para lhe explicarem o sentido de humor por não conseguir rir-se sem entender.
Já há retardados mentais a blogarem.
Este quer que lhe explique a loucura dos Monty Python.
Já compreendi, zazi, a ignorãcia foi sempre muito atrevida e malcriada. Não vale a pena perder tempo com indivíduos ignorantes mas com prosápia de cultos e espertalhões.
Enviar um comentário