11 setembro 2013

Objectivismo - o Governo


A política é o ramo da filosofia que define os princípios fundamentais da organização social, incluindo, as funções do governo.

Um direito cívico é uma prerrogativa que não pode ser moralmente infringida ou alienada.

O direito fundamental é o direito à vida. Os direitos à liberdade, à propriedade e à busca da felicidade, derivam do direito à vida.

A liberdade intelectual não existe sem liberdade política; a liberdade política não existe sem liberdade económica; uma mente livre e um mercado livre são corolários.

Os direitos presumem que o homem pode conviver em sociedade sem o sacrifício de ninguém.

O governo é a entidade social que garante o respeito pelos direito cívicos. É a entidade que detém o monopólio da força.

O governo é por inerência negativo. O poder da força é o poder de destruir, não de criar. Uma sociedade que use este poder para qualquer fim espiritual ou material, entra numa contradição letal: é uma tentativa de usar a morte para sustentar a vida.

Se uma entidade com o monopólio da violência se tornar ideológica e tentar implementar uma agenda política, inverte o seu papel; torna-se no inimigo, não no protetor, da liberdade e perde a base moral da sua existência.

Os conservadores querem controlar a mente, os socialistas querem controlar o corpo.

Ninguém confunde um socialista com um libertário, com um defensor da liberdade. Sobre os conservadores, porém, que dizem defender a livre-iniciativa enquanto disseminam ideias contrárias à liberdade, algo necessita de ser acrescentado. Precisamente por se dizerem defensores da liberdade, os conservadores estão moralmente abaixo dos socialistas e na prática são mais prejudiciais à sociedade.
Leonard Peokoff

Comentário:
A Ayn Rand, podemos dizer, escreve direito por linhas tortas. A sua filosofia deixa a desejar, mas as conclusões políticas que deduz têm força e encaixam-se perfeitamente em princípios milenares – católicos, por exemplo.
A questão dos direitos cívicos é basilar nas sociedades modernas. Eu já fui mais adepto desta perspectiva do que sou atualmente. O direito à vida, por exemplo, pode ser, e é, alienado, em casos de guerra ou até no caso de uma pena capital.
Prefiro pensar que não nascemos com direitos, mas sim com responsabilidades que decorrem do investimento que a sociedade fez em cada um de nós, socializando-nos até nos tornarmos adultos. Temos a responsabilidade, por exemplo, de não matar ou roubar e se todos cumprirmos com essa responsabilidade todos passamos a usufruir do direito à vida e à propriedade. Quem não cumpre não pode invocar direitos.
É verdade que não há qualquer tipo de liberdade sem liberdade económica, este princípio parece-me inquestionável. Como me parece inquestionável que um governo contaminado por "ideologismos" não tem qualquer base moral para existir.
Por fim, a questão do conservadorismo. A crítica corrosiva do conservadorismo é o maior erro político do Objectivismo. Os conservadores, no fundo, são libertários com alma e a alma é fundamental em sociedade porque a razão, como já vimos, não chega.

1 comentário:

Unknown disse...

A liberdade intelectual tem como fundamento facilitar o acesso dos utilizadores dos serviços de informação a todo o género de informações publicadas em qualquer suporte (papel, electrónico, digital), sem restrições e sem qualquer espécie de censura.

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