A política é o ramo da filosofia que define os
princípios fundamentais da organização social, incluindo, as funções do governo.
Um direito cívico é uma prerrogativa que não
pode ser moralmente infringida ou alienada.
O direito fundamental é o direito à vida. Os
direitos à liberdade, à propriedade e à busca da felicidade, derivam do direito
à vida.
A liberdade intelectual não existe sem
liberdade política; a liberdade política não existe sem liberdade económica;
uma mente livre e um mercado livre são corolários.
Os direitos presumem que o homem pode conviver
em sociedade sem o sacrifício de ninguém.
O governo é a entidade social que garante o
respeito pelos direito cívicos. É a entidade que detém o monopólio da força.
O governo é por inerência negativo. O poder da
força é o poder de destruir, não de criar. Uma sociedade que use este poder
para qualquer fim espiritual ou material, entra numa contradição letal: é uma
tentativa de usar a morte para sustentar a vida.
Se uma entidade com o monopólio da violência
se tornar ideológica e tentar implementar uma agenda política, inverte o seu
papel; torna-se no inimigo, não no protetor, da liberdade e perde a base moral
da sua existência.
Os conservadores querem controlar a mente, os
socialistas querem controlar o corpo.
Ninguém confunde um socialista com um
libertário, com um defensor da liberdade. Sobre os conservadores, porém, que
dizem defender a livre-iniciativa enquanto disseminam ideias contrárias à
liberdade, algo necessita de ser acrescentado. Precisamente por se dizerem
defensores da liberdade, os conservadores estão moralmente abaixo dos
socialistas e na prática são mais prejudiciais à sociedade.
Leonard Peokoff
Comentário:
A Ayn Rand, podemos dizer, escreve direito por
linhas tortas. A sua filosofia deixa a desejar, mas as conclusões
políticas que deduz têm força e encaixam-se perfeitamente em princípios
milenares – católicos, por exemplo.
A questão dos direitos cívicos é basilar nas sociedades modernas. Eu já fui mais adepto desta perspectiva do que sou
atualmente. O direito à vida, por exemplo, pode ser, e é, alienado, em casos de
guerra ou até no caso de uma pena capital.
Prefiro pensar que não nascemos com direitos,
mas sim com responsabilidades que decorrem do investimento que a sociedade fez
em cada um de nós, socializando-nos até nos tornarmos adultos. Temos a
responsabilidade, por exemplo, de não matar ou roubar e se todos cumprirmos com
essa responsabilidade todos passamos a usufruir do direito à vida e à
propriedade. Quem não cumpre não pode invocar direitos.
É verdade que não há qualquer tipo de
liberdade sem liberdade económica, este princípio parece-me inquestionável.
Como me parece inquestionável que um governo contaminado por "ideologismos" não
tem qualquer base moral para existir.
Por fim, a questão do conservadorismo. A crítica
corrosiva do conservadorismo é o maior erro político do Objectivismo. Os conservadores,
no fundo, são libertários com alma e a alma é fundamental em sociedade porque a
razão, como já vimos, não chega.
1 comentário:
A liberdade intelectual tem como fundamento facilitar o acesso dos utilizadores dos serviços de informação a todo o género de informações publicadas em qualquer suporte (papel, electrónico, digital), sem restrições e sem qualquer espécie de censura.
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