07 fevereiro 2013

planeamento central

Para Fernando Ulrich, é preciso "reunir as empresas principais e/ou mais dinâmicas de cada sector, o Governo e os bancos" para se chegar a uma metodologia comum de crescimento económico.
.....

Há uns dias, o Sr. Ulrich teve o desplante de tentar vexar alguns deputados, em plena Assembleia da República. Nomeadamente dirigiu-se de forma desrespeituosa ao deputado João Galamba e à deputada Ana Drago.
Eu não partilho das ideias, se é que ideias lhes podemos chamar, de qualquer um deste deputados, mas considero de extremo mau gosto e "falta de chá" o tom acintoso do CEO do BPI. É um péssimo serviço que presta à democracia.
Quem vir os vídeos das audições do Sr. Bernanke, por exemplo, nas comissões do Congresso dos EUA, percebe de imediato do que estou a falar. Podem também ver a prestação do ex-CEO do Barclay's, Robert Diamond, a propósito da manipulação da Libor, no Parlamento do RU. É como comparar sabonete de glicerina com sabão de potassa.
Curiosamente, e já agora, as ideias do Sr. Ulrich até não andam muito longe das da extrema esquerda, pelo menos no que diz respeito a algumas das soluções para sairmos da actual crise. Reparem na citação que coloquei em destaque no início deste post: o homem é a favor do planeamento central, quer uma metodologia comum de crescimento económico. O João e a Ana devem estar a rir-se a bandeiras despregadas.

22 comentários:

Ljubljana disse...

Pois, o homem que se diz capaz da criação de emprego, vem agora dizer que precisa de reunir com o governo para lá poder chegar? Realmente, afinal, ele não é muito melhor do que os outros dois citados.

Agora, relativamente aos dois referidos, caro Joaquim, não venha defender o indefensável, nem me atire a democracia, "esta m----" de democracia à cara, com estes seus pior deploráveis representantes. Ela, pertence ao grupo dos que nunca trabalharam na sua ainda curta vida, ele, de cada vez que fala só diz patacoadas, mas pelo menos apesar do seu curso de economia parecer não lhe ter servido de nada, já ficou a saber o que é o «crowding out», pela voz de quem sabe. Dignos representantes estes da nossa democracia? Coitada dela, bem mal representada está!

Pedro Sá disse...

O que ele está a defender é pura e simplesmente o corporativismo. O PA deve ter tido orgasmos múltiplos quando ouviu/leu.

Pedro Sá disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
muja disse...

Orgasmos de imbecilidade tens tu ó Sá da treta.

O que é certo é que neste país, nada funcionou melhor que o corporativismo. Tanto para as pessoas como para a economia. Ou existiu melhor? Se sim, é mostrar.

Joaquim,

pelo amor de Deus... Nem acredito que escreveu esta enormidade...

A santa democracia. Que lindo...

Não se podem tratar os vermes como vérmina porque... são deputados! Oh oh oh, Sr. Deputado! Oh oh oh, Sra. Deputada! Por quem sois... Mil encómios e salamaleques! Respeitinho... que são Srs. Deputados!

O Salazar era o botas. Estes são Senhores Deputados! Muito embora um devesse era estar a dar serventia na obras e a outra a esfregar umas quaisquer escadas num bairro social. E supervisionados, porque aquilo nem isso sabe fazer.

Representantes do povo... ahahaha! Fale por si ó Joaquim! Se quer ser representado por gente dessa, que lhe faça bom proveito!

Mas a mim é que não representam, que eu não botei lá papel nenhum...

Anónimo disse...

Caro muja,

Há dezenas de milhares de pessoas em Portugal que pensam como a Ana Drago e como o João Galamba.

Quem responder às suas perguntas, por mais idiotas que sejam, está a explicar, demonstrar, ensinar, milhares de portugueses.

Se estes deputados apenas veiculassem as suas próprias opiniões não valia a pena perder um segundo com eles, mas não é o caso.

muja disse...

Há?

Como é que sabe?

Eu nem sei o que eles pensam... Sei o que eles dizem que pensam. Curiosamente, é igual ao que dizem que pensam todos os outros sentados nas mesmas fatias de hemiciclo que eles.

E depois, caro Joaquim, pelo que pude ver na RTP, falou o tal Galamba, a Drago e o Novo, e não vi perguntas nenhumas. O que vi, pareceu-me mais uma espécie de comissão censorial, em que a pessoas são chamadas perante os "respresentantes do povo", para ouvirem reprimendas pelo que dizem em público e fazendo apenas uso de um direito que, em teoria, se devia aplicar a todos: a liberdade de expressão.

E, muito embora não reconheça representatividade alguma aos dois fedelhos e ao bolchevique que falaram, é com os meus impostos que recebem o salário que recebem e a pensão de que vão dispor no futuro, quiçá para o resto da vida deles. Eu, que pago, não posso estar tão certo em relação à minha, e estou mentalizado que, se quiser algum no futuro, vou ter que o poupar agora.
Como tal, acho inaceitável o circo e a palhaçada que aquela gente montou com o meu dinheiro e o dos outros, para apenas tentarem avançar a agenda da treta política deles e cuja objectividade foi zero.

Mas quem são eles para questionarem quanto recebe Ulrich ou seja quem for? Quem são eles para tecerem pilhéria sobre a Maria Antonieta à custa do erário público? Quem são para tecerem considerações sobre decisões que cabem aos accionistas de uma empresa que eles não são, mais uma vez à custa do contribuinte? Quanto receberam os Senhores Deputados Representantes do Povo e Canonizados da Santa Democracia, para estarem ali com o cu sentado a tecer considerações sobre o que disse ou deixou de dizer um cidadão, em vez de fazerem as perguntas objectivas que se impõem?

Compare Joaquim, compare lá o Ron Paul com a Ana Drago... Ou com o Galamba, ou com o outro. A sério que não entendo...

Aqueles prepotentes... Uns cagalhões daqueles? Umas nulidades a fazer nulidades? Pilhéria? Banalidades? Mas o que é isto? É a tertúlia de S. Bento? É a conversa de café do Rato?
Quanto custou esta brincadeira? Era o que o Ulrich devia ter perguntado.

Era o que eu perguntaria aquelas merdas secas: quanto é que estão a gastar às pessoas para estarem aqui a brincar ao Comité do Políticamente Correcto, como definido por V.Exas. Fedelhos, Fóssil e Cia.

Anónimo disse...

Caro muja,

Se não houvessem milhares que pensam como eles, não teriam sido eleitos. Cham,a-se a isto democracia.

Anónimo disse...

Caro muja,

Se não houvessem milhares que pensam como eles, não teriam sido eleitos. Cham,a-se a isto democracia.

Ricciardi disse...

Bom, sinceramente, a minha opinião é que os deputados centraram as suas perguntas/opiniões no assunto errado.
.
O facto de Ulrich não ter bom senso, não o pode tornar num caso politico merecedor deste tipo de tribunal inquisitório.
.
É, digamos, um facto socialmente relevante e mostra bem que as pessoas não aprendem nada com o passado.
.
As palavras tem importancia; mas importante do que as palavras é a forma como se dizem as mesmas.
.
Aos deputados, sejam eles quem forem, cabe outra tarefa. Independentemente da opinião pessoal do Ulrich acerca dos mendigos, aos deputados cabe obter uma outra resposta, clara, do presidente do BPI.
.
A minha pergunta, se fosse deputado, era a seguinte:
- Sr. Ulrich o que é que posso dizer aos portugueses cujos salários foram reduzidos por um agravamento de impostos, lançados para, nomeadamente, financiar um resgate ao seu Banco salvando-o da insolvência?
- Vc está disponivel para abdicar do seu salário para se solidariezar com o esforço que os portugueses fazem para pagar o seu?
- Que medidas tomou o senhor para assegurar aos portugueses que o seu banco é, de ora em diante, uma instituição com solvência?
- Por fim, sr. Ulrich, os clubes não receberam ajudas dos contribuintes portugueses para financiar os seus Capitais Próprios. O Boavista até faliu. O Sporting para lá caminha. Porque é que o presidente do BPI pode comparar o salário de um treinador de futebol, que arrisca a sua carreira consubstanciada nos maus resultados, com o salário do presidente de banco cujos resultados redundaram numa falência técnica?
.
Rb

muja disse...

Ora bem! Está a ver Joaquim, como não é difícil fazer perguntas de jeito? O Rb demonstra.

Se não houvessem milhares que pensam como eles, não teriam sido eleitos. Cham,a-se a isto democracia.

Não. Chama-se fraude.

Primeiro, quantas pessoas sabiam que aqueles tipos iam ser eleitos? Se não sabiam, como poderiam saber o que pensam?

Segundo, desculpe, mas o que diz não pode ser verdade, a não ser que os portugueses mudem de pensamento cada quatro ou oito anos. Porque esta gentinha é o que aparenta fazer. Conforme esteja lá o clube deles ou o dos outros, muda radicalmente o que dizem: ao que eram contra passam a favor, e ao a favor, contra.

E se a democracia é o poder do povo, então depreende-se estarmos perante e fazermos parte de um povo masoquista. Como eu não acredito nem tenho indicação de que a generalidade das pessoas que conheço sejam masoquistas ou gostem de ser sodomizadas ou sofram de bizarrices do género, não aceito essa explicação.

Estamos a tratar, portanto, de fraude.

Donde se conclui, logicamente, que aqueles seres não são representantes do povo, pelo que terão de ser, necessariamente, os seus defraudadores.

muja disse...

E depois, mesmo que os portugueses pensassem como eles, não justificava o perderem tempo e dinheiro dos contribuintes a brincarem à Inquisição ou aos tribunais dos trabalhadores!

Porque quer dizer, V. diz que o banqueiro foi desrespeitador, mas não se manifesta acerca do desrespeito aos contribuintes que aqueles imbecis ali estão a fazer...

zazie disse...

Milhares, não.

São milhões de idiotas sagrados a quem se deve tratar com todo o respeitinho, porque o respeitinho e os salamaleques são uam velha tradição tuga.

O Birgolino só gosta de ser ordinário com quem não é deputado e, de preferência, de forma virtual a mulheres.

Anónimo disse...

Zazie,

Isso a que se refere não se costuma chamar ordinarice, mas "aquecimento". Ou não?

Vivendi disse...

Representantes do povo mas escolhidos pelo partido. Pois...

Ainda bem que cada mais portugueses não se reveem naquela casa de má vida.

Ljubljana disse...

Comentários das 12:39 PM e 1:09 PM.

Ahahahahahahahaha!!!

Os "meninos" não acham que deveriam resolver esse arrufo em privado?

Unknown disse...

A única valia concreta daquelas duas criaturas é darem rosto, e substância, ao conceito abstracto de "parasita".

Vivendi disse...

António Oliveira Salazar

"Um país pequeno só tem uma maneira de se fazer respeitar – é nada dever a quem quer que seja"

Corria o ano da graça de 1962. A Embaixada de Portugal em Washington recebe pela mala diplomática um cheque de 3 milhões de dólares (em termos actuais algo parecido com € 50 milhões) com instruções para o encaminhar ao State Department para pagamento da primeira tranche do empréstimo feito pelos EUA a Portugal, ao abrigo do Plano Marshall. O embaixador incumbiu-me – ao tempo era eu primeiro secretário da Embaixada – dessa missão. Aberto o expediente, estabeleci contacto telefónico com a desk portuguesa, pedi para ser recebido e, solicitado, disse ao que ia. O colega americano ficou algo perturbado e, contra o costume, pediu tempo para responder.

Recebeu-me nessa tarde, no final do expediente. Disse-me que certamente havia um mal entendido da parte do governo português. Nada havia ficado estabelecido quanto ao pagamento do empréstimo e não seria aquele o momento adequado para criar precedentes ou estabelecer doutrina na matéria. Aconselhou a devolver o cheque a Lisboa, sugerindo que o mesmo fosse depositado numa conta a abrir para o efeito num Banco português, até que algo fosse decidido sobre o destino a dar a tal dinheiro. De qualquer maneira, o dinheiro ficaria em Portugal.

Não estava previsto o seu regresso aos EUA. Transmiti imediatamente esta posição a Lisboa, pensando que a notícia seria bem recebida, sobretudo num altura em que o Tesouro Português estava a braços com os custos da guerra em África. Pensei mal. A resposta veio imediata e chispava lume. Não posso garantir a esta distância a exactidão dos termos mas era algo do tipo: "Pague já e exija recibo".

Voltei à desk e comuniquei a posição de Lisboa. Lançada estava a confusão no Foggy Bottom: - não havia precedentes, nunca ninguém tinha pago empréstimos do Plano Marshall; muitos consideravam que empréstimo, no caso, era mera descrição; nem o State Department, nem qualquer outro órgão federal, estava autorizado a receber verbas provenientes de amortizações deste tipo.

O colega americano ainda balbuciou uma sugestão de alteração da posição de Lisboa mas fiz-lhe ver que não era alternativa a considerar. A decisão do governo português era irrevogável. Reuniram-se então os cérebros da task force que estabelecia as práticas a seguir em casos sem precedentes e concluíram que o Secretário de Estado - ao tempo Dean Rusk - teria que pedir autorização ao Congresso para receber o pagamento português. E assim foi feito. Quando o pedido chegou ao Congresso atingiu implicitamente as mesas dos correspondentes dos meios de comunicação e fez manchete nos principais jornais. "Portugal, o país mais pequeno da Europa, faz questão de pagar o empréstimo do Plano Marshall"; "Salazar não quer ficar a dever ao tio Sam" e outros títulos do mesmo teor anunciavam aos leitores americanos que na Europa havia um país – Portugal – que respeitava os seus compromissos.

Anos mais tarde conheci o Dr. Aureliano Felismino, Director-Geral perpétuo da Contabilidade Pública durante o salazarismo (e autor de umas famosas circulares conhecidas ao tempo por "Ordenações Felismínicas" as quais produziam mais efeito do que os decretos do governo). Aproveitei para lhe perguntar por que razão fizemos tanta questão de pagar o empréstimo que mais ninguém pagou. Respondeu-me empertigado: - "Um país pequeno só tem uma maneira de se fazer respeitar – é nada dever a quem quer que seja".

Vivendi disse...

Portanto Joaquim, respeito é quando Portugal não dever nada a ninguém, assim sendo podemos mandar todos os atuais políticos para à p.q.p.

zazie disse...

Comentário:

Comentários das 12:39 PM e 1:09 PM.
........................................
AHAHAHAHAHAHHA

muja disse...

De onde é que sacou essa, Vivendi?

Vivendi disse...

http://corta-fitas.blogs.sapo.pt/tag/luis+soares+de+oliveira

E agora há também uma comunidade no face em forte crescimento e que se propõe inclusive a restaurar a casa de Salazar.

http://www.facebook.com/a.oliveira.salazar?fref=ts

Pedro Sá disse...

Ora, saindo do que ele disse aí para a frase do aguenta, quem tem razão nisso é o PA quando diz que a nossa sociedade é radicalmente intolerante.

À conta de cristianismos e marxismos (aliás, é tudo a mesma coisa) criou-se a ideia da superioridade moral dos mais pobres, que só eles é que sabem o que é a vida, que ninguém pode querer ter mais (aliás, dizer querer ter mais) porque há quem tenha menos e "é falta de respeito por quem passa fome" etc etc.

Esta ideia é evidentemente repelente.