... a reforma vai passar por várias concessões a privados, dando como exemplos as florestas, centros de saúde e os transportes públicos, pela mobilidade especial da função pública e com mais pagamentos por parte dos portugueses na saúde e na educação.
Comentário: Penso que estas medidas, que destaquei a negrito, irão determinar o fim do SNS. Pelo menos o fim do SNS tal como o conhecemos. Fico com curiosidade de saber o que o nosso amigo Dr. Paulo Mendo terá a dizer sobre este assunto.
5 comentários:
Eu também e é por outro motivo.
Ando a morder um fenómeno universal.
A maioria das pessoas que começa por achar que tem vocação para se preocupar e cuidar de determinadas pessoas- seja na saúde, seja no amparo social, sejam até crianças, ou outro grupo com fragilidades do género, acaba, mais cedo ou mais tarde, a fazer-lhes mais mal que aqueles que não têm essa vocação tão "humanitária".
Resumindo a questão que ando a morder e que tenho aqui um National Geographic à disposição:
Porque é que os médicos acabam a desejar mais mal aos doentes do que aqueles que não sentiram vocação para tratar das pessoas.
Porque é que as assistentes sociais, acabam a perseguir e estragar a vida a mais gente que precisa da vocação delas para o tal apoio, que aquelas que nunca acharam que tinham essa vocação humanitária.
Porque é que quem lida com crianças acaba farto das "criancinhas" e até se refere a elas com tiques de desprezo e maldicência.
E por aí fora.
Aqui temos o grupo mais privilegiado desse "humanismo que rende"- os bons dos médicos. Quando se preocupam com as finanças públicas e descarregam a preocupação para os cuidados dos tais que começaram por ser o motivo do amock vocacional que lhes deu quando eram mais novos.
Eu diria que existem duas vocações universais quando as pessoas se deixam calejar para se centrarem na "vidinha".
Ou dão em carcereiros ou em patroas de casa de meninas.
Os primeiros nem é pelo dinheiro, é para descarregar nos colegas que estão dentro das grades e deles dependem.
Os segundos e as segundas, é literalmente para se preocuparem com o rendimento e gestão que a vocação também proporciona na reforma.
E é por isso que o Nietzsche tinha razão quando detectava que o humanismo é uma coisa muito perigosa.
Errata: "Por que é que"e não porque.
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