02 setembro 2012

acabou o mito


What is being challenged is nothing less than the most basic premise of the politics of the centre ground: that you can have free market economics and a democratic socialist welfare system at the same time. The magic formula in which the wealth produced by the market economy is redistributed by the state – from those who produce it to those whom the government believes deserve it – has gone bust. The crash of 2008 exposed a devastating truth that went much deeper than the discovery of a generation of delinquent bankers, or a transitory property bubble. It has become apparent to anyone with a grip on economic reality that free markets simply cannot produce enough wealth to support the sort of universal entitlement programmes which the populations of democratic countries have been led to expect. The fantasy may be sustained for a while by the relentless production of phoney money to fund benefits and job-creation projects, until the economy is turned into a meaningless internal recycling mechanism in the style of the old Soviet Union.
Or else democratically elected governments can be replaced by puppet austerity regimes which are free to ignore the protests of the populace when they are deprived of their promised entitlements. You can, in other words, decide to debauch the currency which underwrites the market economy, or you can dispense with democracy. Both of these possible solutions are currently being tried in the European Union, whose leaders are reduced to talking sinister gibberish in order to evade the obvious conclusion: the myth of a democratic socialist society funded by capitalism is finished. This is the defining political problem of the early 21st century.

Janet Daley, no Telegraph

15 comentários:

Vivendi disse...

game over para o capitalismo de estado.

joserui disse...

Olha se não havia de ir much deeper que banqueiros delinquentes e uma bolha imobiliária...
Por coincidência, tudo acontece com uma corrupção galopante, com líderes fracos, guerras contra o terrorismo, com a China a produzir tudo o que o Ocidente costumava produzir... e sei lá que mais... ah... não é isso... é o mercado livre que não consegue produzir riqueza suficiente... e no entanto, não há estatística ocidental que não diga que os ricos estão cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais na miséria mais abjecta...
Tá certo Telegraph... grande jornal de referência este também... -- JRF

Ricciardi disse...

Pois, o estranho é que o artigo do jornal fala dos Gringos... como se fossem socialistas. Esta gente precisava de umas boas vergastadas nas costas.
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Vivendi, Capitalismo de estado não é o Gringo, nem o Europeu. É o Chines, o Russo e outros emergentes.
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O Capitalismo ocidental, que tirou as respectivas populações da pobreza, da iletracia etc, está a transformar-se em Terrorismo de estado. A riqueza produzida é infinitamente maior hoje do que no passado. O problema é que essa riqueza não aproveitou os paises que investiram da educaco das pessoas, na saude e bem estar. A riqueza gerada está algures entre o céu e o inferno. No purgatório, enfim. É dinheiro parqueado em offshores. Dizem que já representa 30% da riqueza mundial. Regressa de várias formas. Ainda há um mês fez-se regressar uns bilioes para portugal taxando-o a 7%.
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Portanto, é falso que o ocidente nao se gere riqueza. As empresas de origem gringa e europeias facturam muitissimo mais hoje do que no passado. No entanto, como geram essa riqueza em solo estrageiro trinagulam facilmente os lucros por purgatórios que se apresentam à escolha. Os bancos ajudam a esse desiderato. A quem nunca foi proposto abrir uma conta off-shore? em qualquer banco portugues pode-se fazer isso. Agora imaginem que essa offshore é uma empresa que intermedeia a facturação entre o local aonde se produz (china) e o local aonde se vende (resto do mundo). Os lucros ficam no purgatório. E há muitos paises que não perguntam a origem se a massa se destinar ao investimento.
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Rb

Ricciardi disse...

Ora, a mudar alguma coisa é a este nivel. A globalizacao selvagem. O UNFAIR TRADE.
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E mesmo que as ideologias e os partidos ainda consigam enganar as pessoas, este caminho não vai ter desfecho agradavel. Nao pode ter. O desemprego nao quebra. A pobreza alastra. As classes médias empobrecem. A população envelhece assustadoramente.
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Rb

Ricciardi disse...

A 1ª resposta do mercado liberal ao aumento de velhos é cortar nas pensoes. clap clap clap.
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Não tardará muito e apontarao para o genocidio apartir de uma certa idade. A injecção letal orçamental. Matadouros para velhos.
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A 2ª resposta do mercado liberal para o aumento de velhos é reduzir a capacidade financeira das familias para criar bebés. Já ouvi até alguns a dizer que são os pobres que mais geram crianças... vai daí corta-se nos abonos, no leite escolar, nos apoios à maternidade... na esperança de tornar as pessoas tão miseraveis que a única alegria que tem na vida é fazer amor com a mulher.
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Rb

ALCAIDE disse...

«o mito de uma sociedade democrática socialista financiado pelo capitalismo está terminado»
_Será que é possível uma sociedade democrática socialista financiado pelo socialismo ???

Vivendi disse...

Ricciardi,

Reconheço-lhe muitas verdades naquilo que escreve.

As multinacionais e a indústria financeira são as principais interessadas nesse capitalismo de estado.

Na minha óptica considero também que não chega a via liberal.

O modelo de liderança e governação tem aqui um papel decisivo.

Pedro Arroja é dos poucos em Portugal que mostra um caminho eficaz para a saída da crise.

Filipe Silva disse...


O capitalismo que vigora nos USA é de facto um capitalismo de Estado, basta ver o que foi feito por lá nos últimos 20anos.

É como a retórica dos partidos, se os ouvirmos falar, descrevem uma realidade que nada tem a ver com a realidade de facto.

Os Estados Unidos em 2008 nacionalizaram até a GM, e pelo que parece vou o fazer outra vez, mais um injecção de dinheiros públicos a ver se aguentam a empresa.

O problema do ocidente e em certa medida do planeta, é o sistema financeiro.
Os bancos tem um poder enorme permitido pelos Estados, controlam a moeda.
Convém lembrar que a FED é um cartel de bancos privados que os políticos deram o poder de gerir a moeda. O facto de os bancos poderem, via o principio de reserva fraccionada, criar moeda do nada, dá lhes uma capacidade enorme de chantagear a sociedade, senão nos "safam" levamos o resto connosco.

Basta ver quem são os que comparticipam para as Campanhas nos USA, ou mesmo por cá. São os principais beneficiários do sistema.

Por aqui já foi mais que uma vez explicado o conceito de Moral Hazard, é o que se passa desde há 20anos a esta parte, desde que as empresas financeiras passaram de sociedades privadas a empresas públicas(capital disperso em bolsa).
A corrupção é enorme, mas pelo que parece quem tem o trabalho de a investigar e de a penalizar, julga que esta não existe.

Os políticos são os grandes culpados, dado que tem o maior poder nas mãos, o poder da violência, deixaram se comprar pela oligarquia ocidental, e permitiram que estes criassem o sistema que temos.
A teoria económica diz nos que este tipo de baillouts só leva a que os ricos se safem e os mais pobres sejam afectados.
O que os QE e companhia fizeram foi fazer aumentar os preços das acções, e aguentar bancos que estavam falidos, pela economia real fez rigorosamente nada.
Na minha opinião a alta inflação está ai, o consumo de petróleo está ao nível de 2003 quando o petróleo transaccionava a 40$, e este não cai abaixo dos 100$, é a culpa dos QE, os que tem acesso a este dinheiro investem em commodities, levando a que o seu preço suba artificialmente(os metais, o preço da comida estão todos em alta).

Hoje não existe capitalismo de mercado livre, porque não existe price discovery.
Todos esperam pelo que o Banco Central irá fazer.

Medidas como crédito a 0% aos bancos só estimula a especulação por parte destes.

Hoje como o sistema criado por eles, está a desintegrar-se

Segundo alguns especialistas falasse que o Morgan Stanley está em risco de falir.

lusitânea disse...

Já a solução socialista-internacionalista é agora colonizar a Europa com a africanidade pobre com o argumento de que nos vem pagar a pensão...verdade que se pode ir apreciando por aí nos grandes bairros sociais multiculturais e na segurança social...
A malta poupa nos filhos para ser obrigada a pagar os filhos dos outros!
Essa de "AGORA" o "mundo ser um só" tão poucos anos depois do "tudo o que tinha preto não era nosso é ou não do caraças?E de uma coerência científica demolidora...

lusitânea disse...

Agora simulem "cortar" nos 500000 listados no SEF a viver a maioria por conta e digam-nos para onde iria a "crise"...

lusitânea disse...

Temos é que dar ordem de marcha aos salvadores do planeta e missionários por nossa conta para África.Lá que desenvolvam e "obrem"...

Textículos disse...

E semanas de trabalho de 6 dias.
http://www.athensnews.gr/portal/1/57952

muja disse...

Olhe ó Filipe, os EUA é que são um gigantesco moral hazard, é o que é. E não é só moral, o hazard. Para alguns é bem physical e real.

V. e os americanófilos como V., perdem muito tempo a investigar e pensar e congeminar que capitalismo é existe, existiu e existirá nos EUA e se o próximo pres. vai tirar daqui e por ali, ou por ali e tirar daqui, conforme a cor da gravata ou a alimária preferida.

Tudo isso é vácuo. E o Ron Paul também é, antes que me venha com ele. No dia em que sonharem que pode ganhar, ganha mas é um pedaço de chumbo na cabeça.

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Quanto ao texto do poste não deixa de ser interessante que se admita, basicamente, o falhanço da democracia.
Só que não foi a democracia que falhou. Porque estas coisas que mandam nos países europeus são democracias mas só de nome. Nelas o povo não manda merda nenhuma.
Uma democracia socialista financiada pelo capitalismo, já existiu e foi extraordinariamente bem sucedida. (poder-se-ia argumentar contra o uso de "democracia" para descrever a tal coisa. Mas também se pode para as de hoje em dia. Que são as verdadeiras, n'est-ce pas?)

Mas não me perguntem qual foi que eu não digo. Mas é fácil de descobrir. Basta alguma perspicácia que está ao alcance da maior parte dos leitores aqui do tasco (os que se expressam, pelo menos). Há um obstáculo gigantesco que é necessário ultrapassar mas que é, na verdade, feito de papel.

Fica em jeito de enigma...

muja disse...

E já agora, volta na volta mandam-se umas directas e indirectas ao lusitânea, mas não deixa de ser curioso como é muito mais raro ver-se quem responda aos argumentos...

ehehehe

Essa de "AGORA" o "mundo ser um só" tão poucos anos depois do "tudo o que tinha preto não era nosso é ou não do caraças?

É sim senhor!
E agora é tudo deles, tenha preto ou não.

lusitânea disse...

Eu até acho que os do kuduro em Angola já deveriam ter uma canção do tipo "Portugal é nosso"...ficam sem a massa mas ao menos retorquiam à "Angola é nossa"...