O Governo abriu excepções para as farmácias que vejam a sua facturação descer. A nova legislação sobre o regime jurídico das farmácias, aprovada em Conselho de Ministros em Maio, foi hoje publicada em Diário da República. Assim, as farmácias cuja facturação so Serviço Nacional de Saúde (SNS) seja igual ou inferior ao valor da faturação média anual por farmácia ao SNS, podem beneficiar de excepções, nomeadamente na redução do horário de funcionamento e nas áreas mínimas do estabelecimento. Outra das excepções previstas para estes casos é a dispensa de um segundo farmacêutico.
Com estas excepções o Governo pretende garantir a "viabilidade económica do funcionamento de algumas farmácias, sem descurar as obrigações nucleares de elevada qualidade na prestação da assistência farmacêutica às populações", pode ler-se no decreto-lei.
DE
Comentário: Em vez de liberalizar as farmácias, o governo entretém-se com a micro-gestão. Não seria melhor que os farmacêuticos que vão ser dispensados pudessem abrir as suas próprias farmácias?
4 comentários:
sim,liberalizem: a droga que compro na rua está mais barata que nunca!
Mas faz algum sentido andar a queimar as pestanas para tirar o curso de Farmácia (e obviamente que não estou a falar do curso de farmácia de uma «universidade tugalofona») para no fim não poder exercer a profissão numa farmácia própria?
Não faz sentido nenhum tirar 5 anos de Ciências Farmacêuticas para ficar o resto da vida atrás de um balcão de uma farmácia a fazer o mesmo que faz um técnico com o 12.º ano! Nunca permitiria que um filho meu tirasse um curso de 5 anos para ser um mero empregado de balcão! Para ser um empregado de balcão e ganhar 1200 euros...
Liberalizar as farmácias como, exatamente? Só haveria farmácia onde a iniciativa privada a quisesse abrir? E se isso tivesse como consequência a inexistência de farmácias num raio de 50 km?
Enviar um comentário