The evidence from economic research indicates that tax rates—and, in particular, marginal tax rates—do indeed influence individual behaviour when it comes to working, investing, saving, and entrepreneurship. Perhaps most importantly, high and increasing marginal taxes contribute to lower rates of economic growth, reduced rates of personal income growth, lower rates of capital formation, lower than expected aggregate labour supply, and reduced entrepreneurship. In short, high and increasing marginal tax rates reduce economic growth by creating strong disincentives to hard work, savings, investment, and entrepreneurship.
Milagros Palacios & Kumi Harischandra
1 comentário:
A questão da carga fiscal é crucial para a viabilidade de Portugal. O país precisa de mudar de modelo de crescimento, pois há muito que não cresce devido aos motores que o sustentavam (consumo, investimento público, importações e endividamento) se terem esgotado até chegarmos à bancarrota. Para mudar de paradigma e assentar a economia nas exportações e no investimento privado Portugal não pode ter esta carga fiscal, porque não é possível atrair investimento estrangeiro em qualidade e número suficiente com estes impostos todos. Já bastam as nossas falhas estruturais para que os outros se desinteressem por nós, quanto mais ainda os impostos. É por isso que o programa da "troika" é desadequado. Mas além disso é uma questão política sensível porque não existe cá o mesmo consenso pró-mercado que existe na Irlanda, por exemplo, e que permite que o IRC ali tenha uma taxa muito baixa.
Mas, ou Portugal consegue mudar o paradigma, ou sai do Euro. Não há outra via, porque os contribuintes líquidos da UE não querem realizar transferências orçamentais para a periferia. Umas vez que os mercados desde 2008 deixaram de ver a zona euro como um todo, diferenciando os países pelo seu grau de desenvolvimento e estado das finanças públicas, e que a Alemanha não aceita ser "fiadora" dos outros, a estes foi dado um prazo (reduzido) para reorganizarem a sua economia, de modo a adequar a despesa do Estado aos impostos cobrados, assim como reorientarem a indução da procura. Quem não conseguir mudar a forma de crescimento e consequente fonte de receita para se financiar terá de sair da união económica e monetária, porque só lhe restará a via da monetarização da dívida. Resta saber se algum país terá uma extensão do prazo para cumprir o programa, e se tendo de sair, que solução será encontrada. Se a saída é definitiva ou transitória (também dependendo do país forçado a sair) daí aquela história do "geuro" que se falou há uns meses por causa da Grécia.
Enviar um comentário