05 dezembro 2008

política pura

Há vida para alem do défice e não é pouca. O RU vai atingir os 8%, a França os 4% e até a Espanha, que tinha um excedente, vai atingir ou passar a barreira dos 3%. Portugal também vai ultrapassar os 3%, largamente claro, a única diferença é que ainda não sabemos nem como nem porquê.
Presumo que o nosso défice crescerá ad hoc, porque 2009 é ano de eleições e alguns biliões poderão comprar uma segunda maioria absoluta ao PS. O governo abriria os cordões à bolsa aos grupos de interesse que o apoiam e, lá para meados do ano, o Ministro das Finanças admitiria que tinha sido impossível cumprir o orçamento devido à crise internacional. Este cenário, a acontecer, seria o mais deprimente para o País.
Alternativas? Baixar imediatamente os impostos, que subiram por causa do PEC, para repor a competitividade da nossa economia e o poder de compra dos portugueses. Se eu estivesse no governo propunha uma harmonização fiscal com a Espanha, diminuindo o IRS e aumentando os escalões existentes, diminuindo o IRC para as PME’s (talvez isentando rendimentos até 20.000 €/ano) e reduzindo o IVA para 16%. Tudo junto, é só fazer as contas (presumo que o défice se elevaria para 4 a 5%, em linha com a UE).
Entretanto continuaria o esforço de consolidação orçamental pela redução da despesa. É isto que a oposição deve prometer e exigir. Se não o fizer estará a dar uma nova e imerecida vitória ao PS.
A propósito, se Sócrates “deitar a mão” a 2 ou 3 biliões, para benesses pré-eleitorais, a vossa aposta do Barca Velha ainda se mantém?

PS: Caro Ricardo, este assunto já não tem nada a ver com economia. Chamemos-lhe Política Pura.

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