
In a previous post I argued that a Catholic country that does not enforce strictly its maledicency laws, which might include the strict prohibition of maledicency (that is, censorship), will end up in disarray.
The reason, as I argued earlier, is that in a Catholic culture words are more important than facts, thus words tend to prevail over reality and maledicency over truth. In this culture people tend not to care for facts, they care for words only. In a climate of freedom of expression facts will soon become an obstacle to maledicency and will be completely disregarded.
In a 1933 interview to António Ferro, Salazar was asked why would he not abolish censorship.
The following was his answer (bold mine):
"Não o fazemos pelas razões que lhe direi (...)
(...) Não é legítimo, por exemplo, que se deturpem os factos, por ignorancia ou má fé, para fundamentar ataques injustificados à obra de um Governo com prejuízo para os interesses do país. Seria como reconhecer o direito à calúnia. Os factos são os factos e não pode permitir-se que se ponham em dúvida os actos ou os números que traduzem a própria vida do Estado, se há quem se lembre de fazê-lo, como em Portugal (...).
(...) (M)as quem é que na Inglaterra ou na Suíça (...) se lembraria de pôr em dúvida as próprias contas do Estado? Chega-se a acusar o Estado (...) de não fazer o que já está fazendo ou até de não fazer o que já está feito... Não se justificará a censura, nestes casos, como elemento de elucidação, como correctivo necessário? (...)
(...) Para evitar mal-entendidos, erros compreensíveis, por vezes, em matéria tão delicada como a de Finanças, pus o gabinete do meu Ministério, desde a primeira hora do meu Governo, à disposição dos jornalistas que desejassem esclarecer-se. Pois em quatro anos creio que apenas dois se aproveitaram desse oferecimento. Isso não impediu, no entanto, que se continuassem a dizer as maiores barbaridades sobre matéria que não pode nem deve estar sujeita a devaneios ou fantasias".
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