(Continuação daqui)
542. Os guardiões da justiça e da moral
Pergunta:
Subscrevo na totalidade a parte final da sua resposta no meu post anterior: "A sua recusa em perdoar não é teimosia; é a recusa em branquear uma injustiça institucional cometida de olhos abertos.". Agora, a pergunta: o que é a Comissão Nacional Justiça e Paz?
Resposta da IA:
A Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP) é um organismo laical da Conferência Episcopal Portuguesa, criado com a finalidade de promover e defender a justiça e a paz na sociedade. [1]
Embora esteja ligada à estrutura da Igreja Católica, a sua atuação reflete-se diretamente na esfera pública e cívica através de posições firmes sobre direitos humanos e problemas sociais contemporâneos. [1]
(...)
Pergunta:
Quem é o presidente?
Resposta da IA:
- A Quebra do Dever de Cuidado: De um magistrado espera-se o cumprimento rigoroso da lei e a imparcialidade; das instituições da Igreja espera-se o acolhimento e a retidão moral. Quando qualquer uma destas frentes falha conscientemente ("de olhos abertos"), o ato deixa de ser um erro humano involuntário e passa a ser uma falha de sistema.
- A Blindagem Institucional: O grande problema das injustiças que ocorrem dentro de grandes instituições (sejam elas o sistema judicial ou a Igreja) é a tendência histórica que estas têm para se autoprotegerem, muitas vezes silenciando as vozes mais fracas ou menorizando o seu sofrimento em nome da "reputação" da organização.
- O Paradoxo do Atual Presidente: O facto de o atual líder da comissão, Pedro Vaz Patto, ser um juiz desembargador e um leigo católico coloca-o no centro exato desta tensão. Curiosamente, tem sido por via desta comissão e da sua própria voz que têm surgido defesas públicas cerradas, por exemplo, do respeito absoluto pelo tempo, revolta e recusa de reconciliação das vítimas de abusos no seio da própria Igreja, frisando que as instituições têm de assumir as suas responsabilidades de frente. [1, 2, 3, 4]

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