10 janeiro 2026

os delírios

 




A relação entre os políticos europeus e os políticos americanos comandados por Donald Trump às vezes faz-me lembrar a relação entre D. Quixote e Sancho Pança, com os europeus na figura do primeiro e os americanos na figura do segundo.

É sobretudo o sentido prático dos americanos em contraste com a irrelevância prática dos europeus. Os americanos agem, os europeus só falam e as suas declarações são sempre grandiosas mas sem consequências. É uma espécie de "loucura nobre" em contraste com a cultura popular americana. A América ultrapassou a Europa sem que esta desse por isso. A antiga criada de servir agora é a patroa. Os pobres de que fala o soneto inscrito na Estátua da Liberdade (cf. aqui) agora são os senhores.

É este milagre que os europeus nunca vão compreender e, muito menos, aceitar.

À pergunta: "O que representam D. Quixote e Sancho Pança na obra de Cervantes?", a IA respondeu assim:

"Em Dom Quixote, Miguel de Cervantes utiliza a icónica dupla para representar o eterno conflito entre o idealismo e o realismo:

  • Dom Quixote: Personifica o idealismo, a imaginação e a loucura nobre. Ele vê o mundo não como ele é, mas como deveria ser, agindo por valores como a honra, a justiça e o amor cortês, mesmo que baseados em ilusões [2, 3].
  • Sancho Pança: Representa o realismo, o pragmatismo e o bom senso popular. Focado nas necessidades materiais (comida, sono e dinheiro), ele serve como a âncora terrestre que contrasta com os delírios do seu mestre [2, 3]". 

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