"A alienação ou doença mental do cientismo actual
Ocientismo coetâneo (actual) tem duas características fundamentais: 1/ a desclassificação (ou “descategorização”, ou seja, a retirada de categorias e negação do conceito de juízo universal) da realidade, e 2/ a eliminação de qualquer nexo causal nos fenómenos inerentes à realidade (seja esta política, social, fenomenológica, científica, etc.) ou seja, o cientismo actual é doxa transformada em ciência.
E, por isso, o cientismo actual começa pela negação da lógica através da desclassificação da realidade (no sentido de “descategorização” dos fenómenos), e pela negação do conceito de juízo universal — e a ideia subjacente a esta atitude cientificista é a de dissipar qualquer diferença entre a regra e a excepção, entre a norma e o anómalo.
Depois da desclassificação (ou “descategorização”) da realidade, o cientismo actual entra na fase seguinte: a eliminação (ou relativização) de qualquer nexo causal nos fenómenos. Esta segunda fase não poderia existir — ou fazer “sentido” retórico — sem a primeira.
Depois de ter conseguido que estes dois aspectos se entranhem (como sendo “logicamente” válidos) na cultura intelectual e, por via desta, na cultura antropológica, o cientismo actual assume, em todo o seu esplendor, a função de demolição da cultura. Ou seja, o politicamente correcto já não é, hoje, apenas uma ideologia derivada do marxismo cultural, mas antes é também o cientismo, que utiliza conceitos das “ciências sociais” para destruir a própria ciência e ao serviço de uma ideologia niilista.
«crise das crises se não se recorta limpo o sentido do corpo em a) ou b): se nem menino nem menina, que fazer de um sujeito? a medicina treme em como forçar um nexo ao corpo, os pais vêem o futuro desfeito, a criança surge como uma coisa-problema: mais que um binário, logo, menos que humana. queremos quebrar com a falsa necessidade dessas categorizações coercivas. a nossa revolução será poder responder à pergunta “qual dos géneros?” dizendo “ambos”, “nenhum”, “outro” ou “todos”. será reagir ao “ou… ou…?” com um simples “não!”»
Quando ouvirmos alguém colocar em causa as categorias da realidade tal qual nos aparecem, tentando desclassificar ou “descategorizar” a realidade, devemos imediatamente ficar de pé-trás: provavelmente estaremos em presença de um doente mental cientificista. E se essa pessoa avançar, depois, para a recusa do juízo universal, então poderemos estar seguros que se trata de uma psicótico em plena maquinação de um delírio interpretativo."
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