07 março 2013

impérios iluministas

Em "Monarquia e Guerra", de Erik von Kuehnelt-Leddihn.

"(...) Em Fevereiro de 1914, o Sr. Woodrow Wilson achou que os mexicanos seriam muito mais feliz se, politicamente, eles imitassem os Estados Unidos, que por sua vez haviam imitado a França. Isto preocupou Sir Edward Grey, o ministro de Relações Exteriores Britânico.

Entre ele e o embaixador americano Walter Hines Page, deu-se um diálogo curioso.O tema foi a relutância do México em adoptar uma democracia plena, que os Estados Unidos, afinal, tinham promovido e incitado no México, mesmo antes de terem apoiado Benito Juarez, o assassino do imperador Maximilian [nota do CN: da Casa dos Habsburgos, cunhado da Sissi, para quem se recorda do filme, mais uma monarquia, ou experiência monárquica que a acção dos EUA ajudou a destronar, para além dos Habsburgos da Áustria, Hohenzollern da Alemanha e os Romanov da Rússia, e mais, com os lindos resultados que se conhecem].

A troca de opiniões foi como segue:

Grey: Suponha que você tem que intervir, e então?
Page: Faço-os votar e viver pelas suas decisões.
Grey: Mas suponha que eles não acabam a viver desse modo.
Page: Vamos lá de novo fazê-los votar novamente.
Grey: E vão manter isso por 200 anos?
Page: Sim. Os Estados Unidos ficam aqui por 200 anos, continuando a matá-los por aquele pequeno espaço até que aprendam a votar e governar-se."

Agora é só pensar na Primavera Árabe...

9 comentários:

José Lopes da Silva disse...

Isso pode ser verdade - mas no tempo em o Ocidente tinha predominância económica e militar. Estamos no século XXI. Não há dinheiro para isso. Têm de ser a França e a Inglaterra a voltar ao pré-1956.

muja disse...

CN, e referências?

A gente também gosta de ler...

muja disse...

Não era neste, mas no abaixo...

muja disse...

Mas curiosa esta personagem que V. aqui pôs (mais um do Instituto Mises, Vs. não lêem outra coisa?).

Embora muito mais interessante do que a questão do México, seja a da Europa.
Os Estados Unidos, sob liderança de Wilson e Roosevelt mergulharam a Europa na carnificina total e destruíram-na.

Fica uma pequena impressão da História que não é contada:

http://lewrockwell.com/raico/raico50.1.html

Sobretudo interessante para os que têm a mania que a Alemanha é o diabo em pessoa...

É, é...




Vivendi disse...

Para os iluministas a Alemanha é o diabo em pessoa.

Vivendi disse...

E em 1913 foi constituído o FED. Pois não se fazem guerras sem dinheiro. E a experiência napoleónica foi muito rentável.

José Lopes da Silva disse...

Roosevelt????

Luís Lavoura disse...

o assassino do imperador Maximilian

Ainda há poucos meses visitei, na companhia de um amigo meu austríaco, o palácio de Miramare, junto a Trieste, que é onde esse Maximiliano passava os seus dias antes de ter sido feito imperador do México. Trata-se de um palácio um bocado feioso, mas junto ao mar numa localização deslumbrante.
O meu amigo austríaco fez um comentário muito depreciativo sobre o facto de um indivíduo, podendo viver num sítio daqueles, o ter largado para ir ser imperador do México, acabando, naturalmente, por ser assassinado passado pouco tempo. Comentou que a vontade de poder o perdeu.
Quero eu dizer, o homem foi parvo.

CN disse...

Hmm,é uma perspectiva.

Não sei porque diz "o poder". Ele podia ter ficado descansado.

Existem umas palavras famosas dele feitas com muita honra.

Por exemplo, ele podia ter fugido e retornado e não o fez.