PNL
O que é a
Programação Neurolinguística – PNL
A PNL é uma
disciplina que usa métodos psicológicos e a interação pessoal para efeitos de
desenvolvimento pessoal e tratamento de problemas psicossociais. Pode ser
entendida como uma escola de psicoterapia, pelo seu âmbito e objeto, sem
esquecer que os seus métodos têm encontrado aplicação em muitas outras áreas,
como a comunicação, a educação, a psicologia das organizações, a gestão, e até
o treino militar.
A PNL nasceu da
observação do trabalho clínico de três personalidades incontornáveis da
psicoterapia, Milton Erickson, Fritz Perls (ambos psiquiatras) e Virgínia
Satir. Esta observação sistemática, efetuada inicialmente por Richard Bandler
(psicólogo) e John Grinder (linguista), permitiu deduzir os elementos
fundamentais da prática clínica destes três psicoterapeutas e estruturá-los de
uma forma coerente que foi batizada como “Programação Neurolinguística”.
Imagino o impacto
que terá tido sobre Bandler e Grinder, em particular sobre este último, por ser
linguista, a observação da experiência psicoterapêutica, conduzida por três
grandes mestres da psicoterapia. Como é que uma conversa, recorrendo apenas à
linguagem – (incluo aqui também a linguagem não verbal e a corporal) – pode curar
ataques de pânico, fobias e depressões? Parece um milagre!
Era como se a
linguagem reprogramasse o cérebro, daí “Neuro-linguistic Programming” ou
Programação Neurolinguística.
Alguns princípios
emergiram das observações de Bandler e de Grinder, a que chamaram pressupostos
operacionais da PNL. Pressupostos que são, no fundo, princípios implícitos no
processo psicoterapêutico. E que, salvo melhor entendimento, estão presentes em
quase todas as escolas de psicoterapia.
Pressupostos
operacionais:
- O mapa não é o território
- Ter escolhas é melhor do que não as
ter
- As pessoas fazem as melhores escolhas
que podem na altura
- As pessoas agem de modo perfeito
- Todos os comportamentos têm um
propósito
- Todos os comportamentos têm uma
intenção positiva
- A comunicação é o “feed-back”
- Temos todos os recursos de que
precisamos e a capacidade para criar novos
- A mente e o corpo são um todo
- Não há fracassos, apenas “feed-back”
- Num grupo, a pessoa com mais
flexibilidade é a mais influente
- Modelar o sucesso leva à excelência
- Todos os processos devem procurar a
congruência
- Se queres compreender – age
Cada um destes
pressupostos tem muito que se lhe diga e merce estudo atento. Permitam-me
apenas, a título de exemplo, abordar o ponto 9).
A mente e o corpo
são um todo
É um pressuposto
fácil de compreender, mas de grande importância porque nos alerta para a
necessidade de uma vida saudável, especialmente no que diz respeito à
alimentação, ao exercício físico e ao descanso, se queremos desfrutar de uma
mente sã. Um princípio de vida milenar, mas tantas vezes esquecido.
Por fim, gostaria
de refutar acusações de que a PNL é uma pseudociência ou uma disciplina que não
pode ser comprovada cientificamente. É um facto que a PNL, por abordar cada
caso individualmente, não permite o mesmo estudo empírico a que se prestam, por
exemplo, tratamentos massificados, não difere, contudo, neste aspecto, de
qualquer outra escola de psicoterapia.
Alguém despreza,
porém, a psicoterapia, em geral, por este motivo? Claro que não, a abordagem
pessoal e individualizada da psicoterapia tem, e terá sempre, o seu lugar. A
ciência empírica ocupa uma posição destacada neste século XXI, mas é preciso não
esquecer que ‹‹há vida para além do empirismo científico››.