21 maio 2019

afundando


O Professor Paulo Rangel aos comandos do navio nas eleições europeias (cf. aqui)

Este é o resultado da reputação das universidades onde o Professor Paulo Rangel obteve os seus graus académicos (cf. aqui):
-Licenciatura: Faculdade de Direito, Universidade Católica do Porto
-Mestrado: Universidade da Praia, Departamento dos Banhos de Sol
-Doutoramento: Universidade de Verão do PSD, Departamento dos Conflitos de Interesses

E também da actividade criminosa (sabotagem, cf. aqui) que ao longo do último ano e meio foi levada a cabo neste blogue.


20 maio 2019

elogiou

O partido Iniciativa Liberal, que se apresenta às eleições de dia 26 com Ricardo Arroja como primeiro candidato, foi a única outra força política que elogiou "a ação concreta do Governo português", declarando: "Sim, foi positiva e foi uma forma de atenuar a incerteza associada ao 'Brexit'". (cf. aqui)

inflamadas

O partido Iniciativa Liberal, que tem Ricardo Arroja como número um para as europeias, foi uma das vozes mais inflamadas, considerando “uma vergonha para o Estado Português e para a democracia” essa demora que levou à desistência de várias pessoas. (cf. aqui)

Três propostas

Três propostas (cf. aqui)

poderão surpreender

Em Portugal, as sondagens dão os partidos com representação parlamentar a eleger os 21 eurodeputados. Mas há alguns pequenos partidos que poderão surpreender.
A Aliança tem o seu primeiro teste, com um cabeça de lista, o Paulo Sande, muito forte nas questões Europeias, mas pouco conhecido dos eleitores. O mesmo para o Ricardo Arroja da Iniciativa Liberal (sendo amigo dos dois, embora não vá votar neles, sinto aquilo que McCain dizia a Obama em 2008: “I can´t wish you luck, but I do wish you well”). (cf. aqui)

a incomodar

"Mas para o liberal que acredita que o liberalismo não é apenas sobre impostos e regulação económica, mas é essencialmente sobre a pessoa humana e a sua dignidade, sobre o seu direito à vida, sobre o seu direito à liberdade, e sobre o seu direito à liberdade para a prossecução da felicidade, tal declaração é suficiente para demonstrar que o “liberalismo” da Iniciativa Liberal não é o nosso liberalismo." (cf. aqui)

A Iniciativa Liberal está a incomodar certos sectores do conservadorismo português. Bom sinal.

São precisos dois para escrever um artigo de opinião. A conclusão é a de que no liberalismo dos autores não há liberdade nenhuma, excepto as que eles autorizarem.

O desencanto

"O desencanto com os partidos que já estão estabelecidos." (cf. aqui)

19 maio 2019

Eu já os vi

Agora que estamos a entrar na última semana da campanha eleitoral para as europeias, eu sugiro a todos os cidadãos eleitores que tenham cuidado com aquilo que dizem sobre o candidato do PSD, Professor Paulo Rangel (Professor com letra maiúscula e todas as qualificações, cf. aqui).

O Professor Paulo Rangel é muito sensível e ninguém, nesta altura, desejaria arranjar-lhe uma depressão:

"o demandante sentiu-se vexado e humilhado publicamente, com alteração de humor, que passou a ser triste em alguns períodos, irritabilidade, desgosto, a par de natural revolta, o que teve interferência no seu quotidiano e no seu descanso, atentas as imputações e as qualificações insultuosas efectuadas" (cf. aqui).

Posto isto, a questão que me ocupou durante os últimos dias foi a de procurar discernir qual a grande diferença entre o candidato da Iniciativa Liberal, Ricardo Arroja, e o candidato do PSD, Professor Paulo Rangel (Professor com letra maiúscula e todas as qualificações, cf. aqui)

Cheguei agora à resposta.

O candidato da Iniciativa Liberal, Ricardo Arroja, tem tomates.

Garanto-vos!

Eu já os vi.

com um ar melancólico

12 de Maio: A Europa dos “altos parapeitos” nunca fez parte da cultura portuguesa. Verdade que copiámos tudo o que era francês, como agora copiamos o cosmopolitismo anglo-saxão. Mas nisto só participaram, e participam, as classes dirigentes. Mesmo hoje, o cidadão normal não quer e não precisa de saber o que se passa para lá da sede do concelho. E nos núcleos urbanos, a maioria dos portugueses é indiferente ao que se passa no mundo.

A campanha contra a abstenção é uma pura perda de paciência e dinheiro. Os burocratas de Bruxelas não merecem mais.

13 de Maio: O debate dos pequenos partidos na RTP foi uma Galeria de Horrores: uma dúzia de excêntricos aproveitou a ocasião para se exibir em público. Só Ricardo Arroja, que assistiu àquele festival com um ar melancólico, pareceu compreender o sarilho em que estava metido.

(Vasco Pulido Valente, cf. aqui)

subsidiário

"O Estado é subsidiário…" (cf. aqui)

Caras velhas

"Caras velhas… caras usadas…" (cf. aqui)

A alternativa

A alternativa mais saliente ao sistema que temos visto em Portugal é o Liberalismo. Quiseram dar poder à população, mas deram o poder ao Estado e reduzimos a liberdade do cidadão. Alargaram o Estado e reduziram o seu sentido de responsabilidade. Quiseram uma democracia saudável e criaram falta de esperança.(cf. aqui)

Espero que não me desiluda

"Espero que não me desiluda…" (cf. aqui)

18 maio 2019

10+

Os dez posts mais partilhados da semana:

1. a maminha da mamã

2. católicos fundamentalistas

3. como o macaco

4. sai da frente!

5. Não preciso

6. O Professor Paulo Rangel

7. a quarta classe

8. a escola da Cuatrecasas

9. O Patriarcado

10. "Quem decide a minha vida sou eu!"

O liberal

No post anterior, o candidato da Iniciativa Liberal, provavelmente sem o pretender, deu a conhecer a  característica decisiva de um liberal, ao dizer "se derem um passo…"

Afinal, o que é um liberal, quais são os traços decisivos da sua personalidade?

Não é fácil defini-lo.

Mas se eu fosse chamado a definir a personalidade de um liberal, aquilo que faria era tentar defini-lo pelo seu oposto.

O liberal é o oposto do poltrão.

se derem um passo

"Falta concorrência, transparência, falta devolver o poder a quem o legitima, que são vocês", salientou, apontando que o objetivo da Iniciativa Liberal é fazer ver às pessoas "que fazem a diferença" e que, "se derem um passo e reivindicarem", terão "a verdadeira liberdade de escolha e opção". (cf. aqui)

boas práticas

“Temos de ir buscar à Europa boas prática, bons exemplos”, referiu. Dando o exemplo da justiça, Arroja salientou que esta é uma área onde Portugal “pode ir buscar orientação à Europa”. (cf. aqui)

empresários de papel

Para Ricardo Arroja, "o que está a falhar é o Estado", uma vez que, na área económica, "não foi Bruxelas que disse para patrocinar empresários de papel". (cf. aqui)

os contribuintes, naturalmente

O Governo da altura, via CGD, utilizou Joe Berardo como testa de ferro para tomar de assalto o BCP.

Do ponto de vista financeiro, a operação correu terrivelmente mal.

Como foi o Governo de Portugal que a engendrou, quem vai ter de suportar as perdas?

Os contribuintes portugueses, naturalmente.

Nota: Num regime liberal, nem o Governo nem o banco público (caso exista) se metem em aventuras financeiras para controlar bancos privados.

tem a coragem

Quem conhece o cabeça de lista, descreve-o como alguém que tem a coragem de defender o liberalismo, uma pessoa competente, focada e que nunca se desvia daquilo em que acredita. (cf. aqui)

a viralizar

Ainda nos partidos mais pequenos ou sem assento parlamentar, destaque para vídeo oficial da campanha de Ricardo Arroja, da Iniciativa Liberal, que até agora ‘ganha’ para o melhor e mais bem editado vídeo satírico e que anda a viralizar nas redes. Com aqui já foi escrito, com letra adaptada do tema “O Corpo é que Paga”, de António Variações, aqui na versão “O Povo é que Paga”, o dito inclui a imagem de um veículo 'geringonça' com um ser de três cabeças ao volante (Sim, as de António Costa, Catarina Martins e Jerónimo de Sousa). Pisca os olhos às relações familiares entre membros do Governo (ilustrado de forma hilariante) ou apresenta três alegres ‘mariachis’, a saber Costa, Sócrates e Salgado, junto a um saco recheado de notas e em fundo o edifício da Caixa Geral de Depósitos, enquanto se ouve a letra: ““Quando o Governo não tem juízo, quando eles gastam mais do que é preciso, o povo é que paga. É hora de liberalizar. Olha que vais gostar….” (cf. aqui)

16 maio 2019

a quarta classe

De facto só se aproveita a campanha da Iniciativa Liberal… a IL é a prova viva do seguinte: presidentes de partido e candidatos que tenham conseguido terminar a ‘quarta classe’ acaba por dar jeito… (cf. aqui)

ALDE

A poderosa política da Aliança dos Liberais e Democratas (ALDE, grupo do qual faz parte atualmente o eurodeputado António Marinho e Pinto mas que, na propaganda oficial para as Europeias, de Portugal apenas refere Ricardo Arroja, da Iniciativa Liberal), confia num bom resultado eleitoral: "há muita ambição", além de "muitas ideias em comum e muita familiaridade" com o Republique En Marche de Emmanuel Macron, com quem contam para reforçar o peso da terceira maior família política em Bruxelas/Estrasburgo.(cf. aqui

Sai da frente!

Ao percorrer o seu caminho de vida, qual a mensagem principal que um liberal tem para transmitir ao Estado?

-Sai da frente!

O povo é que paga

Tempo de Antena da Iniciativa Liberal (cf. aqui).

mais importância

Pode por favor explicar, na sua opinião, qual é a diferença entre um católico fundamentalista e um católico não fundamentalista?
Francisco (caixa de comentários em baixo)

Católico fundamentalista é aquele que dá mais importância à doutrina da Igreja do que às pessoas que essa doutrina é suposta servir. É o tipo que, pela doutrina, é capaz de penalizar e sacrificar o seu semelhante e, no limite, matá-lo. É um sectário, que é exactamente o oposto de ser católico. O inquisidor é a figura paradigmática do católico fundamentalista. Ainda existem alguns por aí.

católicos fundamentalistas

A Igreja Católica Portuguesa, sob a direção de D. Manuel Clemente, tem vindo a rodear-se de católicos fundamentalistas (por exemplo, aqui), activistas políticos desejosos de exercer e influenciar o poder político, e de imporem as suas convicções através do poder político, de uma maneira que, a prazo, só pode contribuir para a desacreditar, mais ainda do que já está - como aconteceu com o episódio de hoje (cf. aqui).

A Igreja foi sempre pior quando se envolveu na política. Em lugar de unir as pessoas, divide-as.

O Patriarcado

O Patriarcado apela ao voto no CDS, no Basta e no Nós, Cidadãos  (cf. aqui e aqui).

Alguns dos responsáveis da Federação Portuguesa pela Vida (cf. aqui), que fez a avaliação, aparecem mencionados aqui. Figura influente, certamente em termos de opinião, parece ser também o juiz-desembargador Pedro Vaz Patto (cf. aqui) do Tribunal da Relação do Porto.


mais transparência

Liberdade de escolha, descentralização e concorrência (cf. aqui)

15 maio 2019

alguma coisa séria

"Nada disso está a acontecer – e sim, em grande medida por culpa dos jornalistas. Se há quem esteja a dizer alguma coisa séria e interessante sobre temas europeus são candidatos de dois pequenos partidos (Rui Tavares e Ricardo Arroja), enquanto os rostos dos “grandes” se entretêm com acusações banais, palavras de ordem gastas e tropelias que podem dar soundbites nas TVs mas passam ao lado dos eleitores." (cf. aqui)

o triunvirato da mariquice

Segundo o advogado Francisco Teixeira da Mota (cf. aqui), que se especializa em defender  o direito à liberdade de expressão em Portugal, junto do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem em Estrasburgo, existe no país um triunvirato da mariquice, os mais ofendidos dos políticos portugueses:

Alberto João Jardim
Manuel Alegre
Paulo Rangel

Curiosamente, três grandes democratas pertencendo à área do socialismo democrático ou social democracia, dois do PSD e um do PS.

mariquices à la Rangel

No seguimento do meu post anterior (cf. aqui), a propósito do contraste entre a cultura viril dos países do norte da Europa, e a cultura mimada dos do sul, gostaria de remeter para um outro post, que é um dos mais partilhados do último mês.

Trata-se do post que tem o título "Juiz Paula Guerreiro" (cf. aqui).

A conclusão a tirar dos dois posts é a seguinte. Nos países do norte da Europa (ao contrário de Portugal e dos países do sul) onde é feita a jurisprudência liberal e democrática do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, as pessoas não têm tempo a perder com mariquices à la Rangel.

Mas o exemplo do Rangel revela ainda uma outra característica da cultura da maminha a que me referi no post anterior, que é a de cada um procurar ganhar a vida sem trabalhar.

Fiz um comentário na televisão, convidei-o para ele ir lá discutir comigo, mas ele não foi. Ficou ofendido, e queixou-se à justiça. Lá encontrou dois juízes simpáticos no Tribunal da Relação do Porto que decidiram que eu vou ter lhe pagar 10 mil euros de indemnização.

Amanhã, quando perguntarem ao Rangel como é que ele ganha a vida, eu imagino que ele vai responder assim:

-Olhe, tenho várias profissões: eurodeputado, lobista, advogado, ofendido,...

A Juiz Paula Guerreiro é que lhe transmitiu, nas entrelinhas, uma mensagem liberal e das boas:

-Oh menino… Faz-te á vida!...Vai trabalhar, malandro!... 

a maminha da mamã

Uma estatística recentemente divulgada pelo Eurostat, o organismo de estatística da União Europeia, diz mais do que um milhão de explicações acerca da ausência de uma cultura liberal nos países de tradição católica do sul da Europa, em comparação com os países de tradição protestante do norte.

A estatística é esta: cf. aqui.

Num post anterior caracterizei o liberalismo como a proclamação de que "Quem decide a minha vida sou eu!" (cf. aqui).

Ora, uma cultura onde, em média, as pessoas ficam em casa da mamã e do papá até aos 30 anos e, nalguns casos, para além disso, é uma cultura de pessoas que não têm pressa nenhuma em decidirem a sua vida por si próprias.

E quando, aos 30 anos, deixam de ter a maminha da mamã, habituaram-se de tal maneira à maminha, que são já um caso perdido para o liberalismo. Agora, querem a maminha do Estado.

Portugal é uma sociedade híper-protegida onde as pessoas se fazem à vida muito tarde, se é que muitas alguma vez se fazem. São, literalmente, pessoas muito mimadas quando comparadas com as gentes do norte da Europa, onde o liberalismo nasceu (o liberalismo é a doutrina política que emergiu do protestantismo calvinista).

É muito difícil fazer uma sociedade liberal com esta matéria-prima. Mas não se perde nada em tentar.

Conselho de Ministros



Fonte: aqui.
190513 - Tempo Antena 1

o melhor e mais justo

O Iniciativa Liberal acredita que o livre mercado “é o melhor e mais justo motor de desenvolvimento económico, social e humano, devemos empenhar-nos em abolir os intervencionismos e barreiras que dificultam a livre iniciativa e o acesso dos cidadãos aos benefícios de uma economia livre de estatismos”. (cf. aqui)

por onde evoluir

E diz que a UE continua a ser para Portugal uma “influência positiva em domínios nos quais o nosso País tem ainda muito por onde evoluir. É o caso da transparência, da justiça, da exigência cívica, da concorrência, e da cultura do mérito”. (cf. aqui)

14 maio 2019

"Quem decide a minha vida sou eu!"

Nos últimos três dias o candidato da Iniciativa Liberal concedeu três entrevistas

-Notícias ao Minuto: aqui

-Expresso: aqui

-Sapo: aqui.

que passam de uma maneira muito clara e eficaz algumas das ideias-força do Liberalismo.

Destaco três dessas ideias-força.

Primeira - talvez a ideia-chave do Liberalismo -, que dá o título à entrevista do Expresso: "Quem decide a minha vida sou eu!".  Foi esta ideia que nos alvores do Liberalismo o pôs em choque com a Igreja Católica que pretendia ser ela (na prática, o clero católico) a decidir a vida de todos, e actualmente põe o Liberalismo em choque com o Estado, porque agora é o Estado (isto é, os políticos e os burocratas) a quererem decidir a vida de todos. A "liberdade de escolha" proclamada pela Iniciativa Liberal é, em primeiro lugar, a liberdade para cada um decidir sobre a sua vida.

Segunda, o choque com o socialismo - a cuja família pertencem todos os partidos portugueses representado no Parlamento - não está sobretudo em a Iniciativa Liberal advogar um Estado mais pequeno. Está sobretudo em a Iniciativa Liberal pôr o Estado ao serviço dos cidadãos, ao passo que o socialismo vigente põe os cidadãos ao serviço do Estado (isto é, dos políticos e burocratas). É esta ideia que dá o título à entrevista do SAPO.

Terceira, a visão da Europa como um espaço de oportunidade e convivência que faz prevalecer a liberdade de circulação de pessoas, bens, capitais e serviços num ambiente de concorrência e diversidade cultural entre nações independentes, e que se opõe a uma visão federalista, centralizadora e uniformizadora do espaço europeu. É um dos temas centrais da entrevista ao Notícias ao Minuto.


O Estado serve-se das pessoas

"O Estado serve-se das pessoas em vez de servir as pessoas" (cf. aqui)

a escola da Cuatrecasas

"Aos 53 anos, André Luiz Gomes tem sido o braço direito jurídico do comendador em vário negócios, chegando até a ser nomeado administrador do BCP, quando Berardo tomou uma participação qualificada. A sua carreira como advogado passou durante anos pela sociedade de advogados Cuatrecasas, Gonçalves Pereira e Associados. Em 2016, fundou a sua sociedade, a Luiz Gomes e Associados." (cf. aqui)

Com a escola da Cuatrecasas, o que é que se havia de esperar?

Em Espanha já compra "os serviços" de juízes do Supremo (cf. aqui).

uns rebeldes responsáveis

"A liberdade é o direito da alma a respirar" (cf. aqui)

13 maio 2019

Fechamos a porta

Fechamos a porta a esta forma de interpretar a política em Portugal, Esquerda-Direita, focada em pequenos interesses, pequenas burocracias, grupos de pressão, tudo menos o interesse geral que é o interesse das pessoas (cf. aqui)

Não preciso

"Não preciso da política para viver. Acho que grande parte da minha independência de espírito e da minha liberdade está, precisamente, no facto de não estar preso e agarrado a quaisquer interesses já estabelecidos ou de uma dependência excessiva da política, porque não é esse o caminho que devemos seguir, pelo contrário." (cf. aqui)

uma cultura inclusiva

"A nossa raiz em Portugal é uma cultura universalista, é uma cultura inclusiva. Logo por aí impede que nós possamos ter uma única cultura, uma única identidade no seio da UE" (cf. aqui)

12 maio 2019

no Porto

Iniciativa Liberal começa campanha eleitoral no Porto (cf. aqui)

Top-10

Os posts mais partilhados da semana:

1. teve a sorte

2. foi apanhado

3. o Xixa

4. a qualidade da Justiça

5. 99,9%

6. Liberalism in Portugal

7. com menos barriga

8. soberanos e súbditos

9. o acórdão

10. hereges

como o macaco

Meses depois do meu comentário televisivo, o eurodeputado Paulo Rangel, de rabo entre as pernas, abandonou a direção da sociedade de advogados Cuatrecasas-Porto.

A escandaleira tinha-se tornado por demais ostensiva (cf. aqui e aqui).

Os socialistas, incluindo os da versão social-democrata como ele, desprezam o dinheiro, mas é só nas palavras.

Na prática, são como o macaco por banana.

11 maio 2019

como tomou conhecimento

Veja como o Eurodeputado Paulo Rangel tomou conhecimento de um comentário que eu fiz sobre ele no Porto Canal.

Veja aqui.

como obteve

Veja como o Eurodeputado Paulo Rangel obteve o seu doutoramento que hoje lhe permite legitimamente ostentar o título académico de Professor em Bruxelas e outras capitais europeias.

Veja aqui.

10 maio 2019

1506

O post seguinte teve 1506 partilhas desde que foi publicado há cerca de 11 meses e é um dos mais partilhados do último ano.

Tem o título "hereges" (cf. aqui)

um exemplo acabado

"Isto vem a propósito da promiscuidade entre política e negócios… O Dr. Paulo Rangel é um exemplo acabado..." (cf. aqui)

excepto os patifes

"Paulo Rangel recorreu para o Tribunal da Relação do Porto onde, no passado dia 27 de Março, teve a sorte de encontrar Pedro Vaz Patto e Francisco Marcolino, dois desembargadores simpáticos à sua causa que condenaram Pedro Arroja…" (cf. aqui)

Você não tem vergonha de, em pleno século XXI, viver num país, em que as decisões dos tribunais em lugar de obedecerem a critérios certos de justiça, são aleatórias e dependem da sorte ou do azar de se encontrarem juízes simpáticos ou antipáticos a uma ou a outra das partes?

Eu tenho. Até me arrepia.

Quem vai a tribunal - excepto os patifes - não vai à procura de sorte nem de juízes simpáticos. Vai à procura de justiça e de juízes imparciais.

Eu tenho

Você não tem vergonha de no segundo maior hospital do seu país as crianças estarem há dez anos internadas em barracões metálicos em que chove lá dentro, o ar condicionado não funciona e há pragas de moscas?

Você não tem vergonha de pagar impostos para sustentar uma classe política e burocrática que mantém anos a fio crianças doentes nesta situação, e que não resolve o problema nem o deixa resolver?

Isto não lhe diz nada acerca de si próprio e dos seus concidadãos (se assim se lhes pode chamar)?

Você não tem vergonha?

Eu tenho.

no seu devido lugar

"Isto passa por colocar o Estado no seu devido lugar…" (cf. aqui)

um exemplo concreto

Agora vou dar-lhe um exemplo concreto da diferença entre socialismo e liberalismo.

No liberalismo, os administradores do Hospital de S. João e respectivos ministros da Saúde deste Governo estariam a ser julgados por manterem crianças doentes em condições miseráveis e indignas num barracão metálico que há anos lhes serve de ala pediátrica.

No socialismo, pelo contrário, eles entram e saem, vão depois à sua vida, seguem para outros lugares, as crianças continuam na mesma,  e quem anda a ser julgado é o presidente da associação de mecenas, a única pessoa que pôs aquela  obra a andar.

De modo semelhante, no liberalismo os tribunais teriam decidido a favor do presidente da associação de mecenas, ao passo que no socialismo decidem a favor dos políticos que também são advogados  e que impediram a obra de prosseguir. No socialismo, a ofensa a um político é mais importante que a ofensa às crianças e seus pais de as manter naquelas condições miseráveis. No liberalismo, é ao contrário, valoriza-se mais a ofensa à crianças e aos seus pais que aos políticos.

No socialismo é Paulo Rangel, 1 - Liberdade de Expressão, 0. (cf. aqui)

No liberalismo seria Paulo Rangel, 0 - Liberdade de Expressão, 1

Não se esqueça, se pretende que tudo se mantenha como está, vote num dos partidos convencionais. São todos socialistas. Mas depois não se queixe.

a mudar de partido

Se você quer que a sua vida continue a ser determinada por políticos e burocratas, consigo a trabalhar para eles para pagar impostos, então não tem que enganar, vote num dos 5 partidos convencionais: CDS, PSD, PS, PCP, BE.

Se, pelo contrário, você quer que a sua vida passe a ser determinada por si próprio, e por outros iguais a si (cidadãos), de tal maneira que os políticos e os burocratas passem a estar ao seu serviço, e não você ao serviço deles, então eu aconselho- o/a a mudar de partido.

soberanos e súbditos

Todos os cinco grandes partidos portugueses pertencem à família socialista, o BE e o Bloco de Esquerda ao ramo comunista, o Partido Socialista, o Partido Social Democrata e o Centro Democrático e Social ao ramo do socialismo democrático  ou social-democracia (veja a palavra Social(ista) no nome de todos eles).

Aquilo que caracteriza o socialismo é o facto de pretender organizar a sociedade a partir do Estado. Estes partidos, da direita (CDS) para a esquerda (BE) passando pelo PSD, PS e PCP distinguem-se uns dos outros pela menor ou maior centralidade que dão ao Estado na vida em sociedade.

Para qualquer destes partidos os cidadãos estão ao serviço do Estado - são, em primeiro lugar, pagadores de impostos - e daqueles que controlam o poder do Estado (políticos e administradores públicos). É esta auto-proclamada elite que decide como afectar os recursos públicos (impostos) aos diferentes fins alternativos (saúde, educação, etc.).

Quando o candidato da Iniciativa Liberal (cf. aqui) diz que não se insere neste paradigma horizontal (da esquerda para a direita) e que defende um paradigma vertical, em que em cima estão os cidadãos e em baixo está o Estado (representado pelos políticos e a administração pública), ao serviço dos cidadãos, ele está a apelar ao paradigma liberal.

Aqui a vida em sociedade organiza-se em torno do indivíduo (pessoa ou cidadão). Quem manda são os cidadãos, não os políticos e os burocratas. O Estado é um meio que os cidadãos utilizam para prosseguirem os seus fins comuns (v.g., paz, provisão de bens públicos, etc.).

No socialismo, os governantes (políticos e administradores públicos) são os soberanos e os cidadãos os seus súbditos. No liberalismo é ao contrário, os cidadãos são os soberanos e os governantes (políticos e burocratas) os seus súbditos.

O destino e o caminho

Quem é que determina o destino e o caminho que cada pessoa segue na vida?

-Na tradição católica (de Portugal) é a comunidade (Igreja).

-No socialismo é o Estado.

-No liberalismo é a própria pessoa.

Portugal e o Liberalismo

Portugal e o Liberalismo (cf. aqui)

para todos nós

"Eurodeputado acaba de averbar uma vitória nos tribunais que é uma derrota para todos nós"
(destaque deste artigo do Público, cf. aqui)

Aquilo que fica por explicar é por que é que derrotas, que são derrotas para todos nós, e vitórias, que são vitórias só para uma pequena clique, ainda acontecem nos tribunais portugueses. Este é que é o verdadeiro drama.

Eu espero já ter contribuído para fazer luz sobre esta questão.

teve a sorte

"Esta opinião de Pedro Arroja, contundente e certamente injusta, mas, no meu entender, absolutamente legítima, levou a que Paulo Rangel e o escritório Cuatrecasas o demandassem criminalmente. (…)

Paulo Rangel recorreu para o Tribunal da Relação do Porto onde, no passado dia 27 de Março, teve a sorte de encontrar Pedro Vaz Patto e Francisco Marcolino, dois desembargadores simpáticos à sua causa que condenaram Pedro Arroja (…)

Uma condenação verdadeiramente retrógrada que, pelo menos, encontrou a oposição da desembargadora Paula Guerreiro que, no seu voto de vencida, apoiada na jurisprudência do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos explicou a falta de razão que assistia à causa do eurodeputado (…)

Paulo Rangel ainda não atingiu o nível de Alberto João Jardim na sua luta judicial pelas mordaças, mas já está a par de Manuel Alegre. Lamentável…"
(Francisco Teixeira da Mota, Público, p. 9, cf. aqui)


Paulo Rangel, 1 - Liberdade de Expressão, 0

Paulo Rangel, 1 - Liberdade de Expressão, 0 (cf.  aqui)

09 maio 2019

fala de mais

Você criticou, e bem, o Bloco de Esquerda pelos ataques que fizeram ao juiz Neto de Moura. Porque, eles estavam a tentar condicionar as decisões de um juiz.

Não acha que você está a fazer o mesmo ao juiz Paz Patto ?

Eu estou de acordo consigo que ele errou na decisão que tomou no seu caso. E estou de acordo, quando afirma que ele está tenta ser simultaneamente árbitro e jogador.

Mas também penso que você está a errar quando o vem criticar, de forma insistente, em público. 
Nelson Gonçaves (caixa de comentários em baixo)


R/ O juiz Pedro Vaz Patto é um comentador na comunicação social como eu. Joga o mesmo jogo que eu (e, além disso, também é árbitro, com capacidade para me dar caneladas). Escreve para o Observador, para o Público, fala na Renascença, na agência Ecclesia, etc. É mesmo chefe de redação de uma revista. Se se sentir agravado com as minhas críticas, não lhe falta por onde responder. Não era o caso do juiz Neto de Moura.
Na realidade, o problema principal do juiz Vaz Patto, enquanto juiz,  é que fala de mais em público. É esse precisamente o tema do post anterior.
Se todos os juízes fossem como o juiz Vaz Patto, vindo a público dizer tudo aquilo que lhe vem à cabeça e ao coração, ninguém teria confiança na Justiça, os juízes estariam constantemente a ser acusados de falta de imparcialidade, a Justiça seria impossível, e também a democracia. Reinaria a anarquia.

a qualidade da Justiça

Para que numa democracia todos possam gozar das chamadas liberdades democráticas e, em particular, da liberdade fundacional da democracia, que é a liberdade de expressão, há certas pessoas que têm de fazer prova de contenção em relação a essas liberdades, e renunciar voluntariamente a exercitá-las.

Entre elas, estão, em primeiro lugar, os juízes.

São os juízes que fazem cumprir as regras do jogo social da democracia. Mas, precisamente, para que sejam bons árbitros - o que significa, em primeiro lugar, árbitros independentes e imparciais - eles devem evitar, tanto quanto possível, ser também jogadores. Os árbitros que são também jogadores acabam por ser péssimos árbitros - porque lhes falta a imparcialidade - e ainda piores jogadores, porque são jogadores batoteiros.

A conclusão é a de que os juízes devem reduzir ao mínimo a sua participação no espaço público.

Um juiz que se torne publicamente conhecido por ser um grande adepto do Benfica pode ver a sua imparcialidade sob suspeita se for chamado a julgar um dirigente do Sporting. Um juiz conhecido do público por ser membro de uma associação católica, pode ver a sua imparcialidade questionada se for chamado a dirimir uma questão judicial entre um católico e um judeu. Um juiz conhecido pelas suas posições anti-liberais fica diminuído na sua imparcialidade para julgar uma caso envolvendo liberdades cívicas.

Em suma, um juiz, à medida que aumenta a sua participação na vida pública, diminui a sua capacidade para ser juiz. No limite, as duas coisas são incompatíveis.

A maior parte dos juízes são, por isso, e apropriadamente, pessoas discretas.

Mas existem excepções. E o juiz Pedro Vaz Patto é uma vincada excepção. Ele é um incansável participante no espaço público e onde existe lugar para participar, ele participa. Ele é um homem de causas, e todas as suas causas são radicais. Politicamente, ele é de extrema-direita, religiosamente, ele é um católico fundamentalista. E é um anti-liberal radical. E tudo isto ele faz de forma militante, ao ponto de ir fazer discursos às massas para a porta do Parlamento, mesmo se as massas não chegam a 200 pessoas e o palanque é uma carrinha de caixa aberta (cf. aqui).

É esta a imagem de um juiz-desembargador em Portugal?

Uma rápida viagem pela internet e fica-se a saber que o juiz Vaz Patto, para além de juiz-desembargador no Tribunal da Relação do Porto, é presidente da Assembleia Geral da Associação "O Ninho"; é membro da Associação de Juristas Católicos; é presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz; é chefe da redação da revista Cidade Nova, o órgão oficial do Movimento dos Focolares; é membro do Movimento Stop Eutanásia.

Tudo isto compromete a sua imparcialidade enquanto juiz. E contamina a imagem pública dos seus pares e a credibilidade da Justiça. O juiz Pedro Vaz Patto devia optar - ou fazer Política ou fazer Justiça. A duas coisas ao mesmo tempo, diminuem a qualidade da Justiça. E se ele não tem discernimento para optar, então deviam ser os seus pares a forçá-lo. Ele está constantemente a pisar o risco do artº 11º do Estatuto dos Magistrados Judiciais.

com menos barriga

Fonte: aqui

Gordon Urquhart, ex-membro do Movimento dos Focolares, afirma no seu livro "The Pope's Armada" que os focolares são frequentemente antigos militantes da extrema-esquerda (cf. aqui).

De facto, ao contemplar a fotografia do juiz Pedro Vaz Patto, também ele membro dos Focolares, a falar às massas à porta do Parlamento (cf. aqui), microfone à frente, em cima de uma camioneta de caixa aberta - mesmo se as massas não iam além de 200 pessoas -, eu não consigo deixar de imaginar um militante da UDP, do MRPP ou mesmo do BE, mais novo, com barba, calças de ganga, sem gravata e certamente com menos barriga.  

Puxa!...

Segundo alguns analistas, eu sou uma figura pública há mais de trinta anos conhecido pelas minhas posições liberais (cf. aqui).

O Paulo Rangel, um conhecido político, também é uma figura pública que se declara a si próprio e ao seu partido como não sendo liberais (cf. aqui).

O dirigente do Movimento dos Focolares, Pedro Vaz Patto - chefe da redação da revista Cidade Nova, órgão oficial deste Movimento - também é uma figura pública, e uma figura pública radicalmente anti-liberal.

Se ele tivesse poder, todas as liberdades trazidas pela democracia desde o 25 de Abril, como a liberdade de abortar, de divorciar, de casar com pessoa do mesmo sexo, a própria liberdade crítica de expressão seriam revertidas. Ele chega ao ponto de negar à Assembleia da República o direito à liberdade de expressão para deliberar sobre certas matérias, como a eutanásia. (cf. aqui).

Pois bem, o Tribunal da Relação do Porto para dirimir um conflito entre o liberal Pedro Arroja e o não-liberal Paulo Rangel foi buscar o juiz Pedro Vaz Patto, provavelmente a figura pública mais anti-liberal que se pode encontrar no país (cf. aqui).

"Puxa!...Pouco azar!...", agora sou eu que digo, sem necessidade de invocar o meu amigo Xixa (cf. aqui).

as aparências

Jurisprudência do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem sobre a imparcialidade dos tribunais (sublinhados meus):

Mesmo que não haja razões subjectivas para duvidar da integridade pessoal de um juiz, é importante que a aparência de imparcialidade objectiva e a independência sejam preservadas. Em matéria de imparcialidade deve distinguir-se um aspecto subjectivo, tentando determinar a convicção pessoal de tal juiz em tal ocasião, e um aspecto objectivo que assegure que ele oferece garantias suficientes para excluir a esse respeito qualquer dúvida legítima. (Acórdão Langborger c. Suécia, de 22/06/1989, considerando 32).  O aspecto objectivo: O tribunal deve ser imparcial do ponto de vista objectivo, isto é, deve oferecer suficientes garantias para excluir qualquer dúvida legítima a esse respeito. Nesse aspecto, “até as aparências podem ter uma certa importância ou por outras palavras, “Justice must not only be done, it must also be seen to be done.” O que está em causa é a confiança que os tribunais numa sociedade democrática devem inspirar ao público, e acima de tudo, às partes num processo”. (Acórdão Academy Trading c. Grécia, de 04/04/2000, considerandos 43- 45) Nesta matéria as aparências têm um grande papel. «Para se pronunciar sobre a existência de uma razão legítima para temer pela falta de independência e imparcialidade por parte de um tribunal, o ponto de vista do requerente entra em linha de conta, mas, sem que, por isso, desempenhe um papel decisivo. O elemento determinante consiste em saber se as apreensões do interessado podem passar por objectivamente justificadas». (Acórdão Coëme c. Bélgica, de 22/06/2000, considerando 121 e acórdão Sigurdsson c. Islândia, de 10/04/2003)

08 maio 2019

o Xixa

À distância de quase sessenta anos, parece que o estou a ouvir. Ele teria, por essa altura, oito ou nove anos, eu uns seis ou sete. Éramos amigos inseparáveis, a jogar à bola, a fazer corridas, a andar nos elevadores dos prédios da Avenida de Roma, a irmos os dois à chinchada.

Perante qualquer infortúnio, o golo falhado na baliza adversária, a porteira que abria a porta quando íamos a entrar no elevador, a dona da nespereira que assomava à janela quando nos propúnhamos subir à árvore, ele olhava para mim desalentado e exclamava: "Oh Peca....Pouco azar!..."

Todos tínhamos uma alcunha, eu era o Peca, ele era o Xixa. Chamava-se Felicíssimo. Nunca mais nos vimos desde a adolescência.

Foi dele que me lembrei quando soube da proximidade entre o juiz Pedro Vaz Patto e o eurodeputado Paulo Rangel (cf. aqui), e que o juiz Vaz Patto tinha sido escolhido - por certo, aleatoriamente - para dirimir um conflito entre mim e o eurodeputado Paulo Rangel no Tribunal da Relação do Porto. (cf. aqui).

Decidiu fortemente contra mim - à revelia da mais elementar jurisprudência do TEDH - e generosamente a favor do eurodeputado Paulo Rangel (cf. aqui). A vida tem destas coisas. "Pouco azar!...", pensei eu, lembrando-me do Xixa.

Mas o juiz Vaz Patto não foi apenas chamado - por certo, aleatoriamente - a dirimir o conflito entre mim e o eurodeputado Paulo Rangel. Também foi chamado a dirimir um conflito entre mim e uma poderosa corporação de advogados - a sociedade de advogados Cuatrecasas, com mais de mil advogados espalhados pelo mundo, e acima de uma centena em Portugal.

Também aqui decidiu fortemente contra mim, e a favor da corporação dos advogados, mantendo a indemnização de 5 mil euros e a multa de 4 mil euros a que eu havia sido condenado em primeira instância - à revelia da jurisprudência do TEDH.

Será que havia também alguma relação de proximidade entre o juiz Vaz Patto e a corporação dos advogados, semelhante àquela que eu descobrira entre ele e o Paulo Rangel?

Fui ver. A internet é a mais espantosa invenção da minha geração, e já não antecipo outra que a possa suplantar.

O juiz Vaz Patto é juiz, não advogado, mas ele escreve com uma certa regularidade  no Boletim da Ordem dos Advogados (cf. aqui , pp. 28 e segs., e também aqui, curiosamente acompanhado do Paulo Rangel), que é uma publicação de natureza corporativa dos advogados. Foi o primeiro sinal de proximidade entre o juiz Vaz Patto e a corporação dos advogados que descortinei.

Depois, notei também que o juiz Pedro Vaz Patto é  convidado com uma certa regularidade para participar em eventos patrocinados pela Ordem dos Advogados (cf. aqui e aqui, p. 31).

Mas a cereja em cima do bolo foi saber que a Ordem dos Advogados chega a disponibilizar a sua sede para o activista Pedro Vaz Patto poder propagandear as suas ideias políticas (cf. aqui). Na Ordem dos Advogados, o juiz Pedro Vaz Patto parece sentir-se em casa.

Juiz mais amigo da Ordem dos Advogados deve ser difícil de encontrar, e a amizade é recíproca. Que ele tenha sido escolhido - por certo, aleatoriamente - para dirimir um conflito entre mim e uma poderosa corporação de advogados, e que tenha decidido favoravelmente à corporação e contra mim, só pode ter sido azar meu.

"Oh Peca... Pouco azar!...",  diria o meu amigo Xixa.

o patrão

-Eu julgo saber a resposta,

 foi assim que terminei o último post.

-Então, e qual é a resposta?

-A justiça portuguesa faz aquilo que o patrão lhe manda fazer.

(Se procurar bem no ninho, cf. aqui, onde estão o político Paulo Rangel e o juiz Vaz Patto, vai lá encontrar também o representante máximo do patrão)

99,9%

Quando, há cerca de um mês, tomei conhecimento deste acórdão do Tribunal da Relação do Porto (cf. aqui), considerei a injustiça tão grosseira e infame que, preparando-me para o pior, decidi ir consultar um advogado com experiência em processos no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH) para onde, provavelmente, vou ter de recorrer para ser feita justiça.

O advogado é este (cf. aqui).

(Ele passou a ser o meu advogado desde então no processo)

Falámos durante mais de uma hora sobre o comentário televisivo que esteve na origem deste processo judicial, ele viu a sentença de primeira instância pronunciada pelo Tribunal de Matosinhos e o acórdão do Tribunal da Relação do Porto.

No final, perguntei-lhe:

-No caso de ter de recorrer para o TEDH, qual a probabilidade de ganhar o processo?

-Resposta dele: 99,9%.

Mas se é certo que eu não cometi crime nenhum - se é certo que, como eu próprio já lhe chamei, este é um "caso de escola" em termos da jurisprudência do TEDH - porque será que a justiça portuguesa insiste em perseguir-me com condenações injustas e batoteiras (cf. aqui)?

Eu julgo saber a resposta.

foi apanhado

O activista político, social e religioso, Pedro Vaz Patto, às vezes esquece-se que é juiz, e juiz-desembargador, juiz de um Tribunal superior, como é o Tribunal da Relação do Porto.

E, desta vez, a coisa correu-lhe mal e foi apanhado.

"Não tem qualquer fundamento, não sou amigo, nunca falámos" - diz agora à Lusa, não o activista, mas o juiz-desembargador Pedro Vaz Patto acerca do Paulo Rangel (cf. aqui).

Não tem fundamento?

A história está contada com ironia noutro lugar (cf. aqui).

Ora vejamos. O activista social Pedro Vaz Patto é desde há muito um amigo da associação "O Ninho" e, nos últimos anos, seu Presidente da Assembleia Geral (cf. aqui).  Este é o lugar de maior representação de uma instituição, uma espécie de Presidente da República da instituição.

Nesta qualidade, ou simplesmente como amigo de longa data, o Presidente Vaz Patto não conhece os políticos que a Associação convida para as suas Comissões de Honra, como o Paulo Rangel?

-Que estranho.

E nem mesmo no dia em que, segundo este documento (cf. aqui), o Presidente Vaz Patto e o eurodeputado Paulo Rangel se associaram na celebração do 50º aniversário d' "O Ninho" - ele como orador, o Paulo Rangel como membro da Comissão de Honra - se conheceram?

-Que estranho.

De qualquer forma participaram numa causa comum, apadrinharam a mesma instituição, ocuparam ambos lugares institucionais nessa Associação.

Mesmo que não se conheçam, dão a aparência de se conhecerem e partilharem uma causa comum.

E a aparência é suficiente para pôr em causa a imparcialidade do Presidente Vaz Patto enquanto juiz. É isso que diz a jurisprudência associada ao artº 43º do Código do Processo Penal e ao artº 6º da Convenção Europeia dos Direitos do Homem ("Direito a um Processo Equitativo").

O juiz Pedro Vaz Patto e o político Paulo Rangel foram literalmente apanhados num ninho. O activista Vaz Patto, enquanto juiz-desembargador, e para efeitos deste acórdão (cf. aqui), estava no sítio errado no dia errado e, acima de tudo, na companhia errada.

Fico agora na expectativa de saber o que dizem o Supremo Tribunal de Justiça, a quem foi dirigido o recurso, e o próprio Tribunal da Relação do Porto, a quem foi dirigido um requerimento para anular o acórdão por violação do artº 43º do CPP e do artº 6º da CEDH.

uma justiça secreta

Em relação ao post anterior, assim os adversários do liberalismo como o Paulo Rangel (cf. aqui) e o Pedro Vaz Patto, o qual chega a negar a liberdade de expressão à própria Assembleia da República (cf. aqui), tivessem a mesma capacidade para defenderem as suas ideias ao ar livre e perante a opinião pública, e não através de uma justiça secreta (cf. aqui).

(No acórdão, cf. aqui, em que o Tribunal da Relação do Porto me condenou por difamação agravada ao Paulo Rangel eu nem sequer fui ouvido para me defender - bem à maneira da Inquisição).

a reconhecida capacidade

A parte que gosto mais do artigo (cf. aqui) é a que cito a seguir:

"Carlos Guimarães Pinto, que é também um dos “liberais à solta” deste livro, recua nesse escrito às décadas de 80 e 90, quando a palavra “liberal” era utilizada em Portugal como um insulto quase ao nível de “fascista”, e só o economista Pedro Arroja, com a reconhecida capacidade que possui de conviver com vitupérios, se atrevia a defender sem subterfúgios a importância do capitalismo, da concorrência, do livre comércio, da propriedade privada e da frase-choque setecentista “laissez faire et laissez passer, le monde va de lui même”."

parcialidade

Arroja alega parcialidade de juiz da Relação que o condenou a indemnizar Paulo Rangel (cf. aqui)

"O senhor juiz desembargador-relator é um polemista público, publicamente, politicamente e ideologicamente comprometido. E é, ao que parece, amigo do queixoso/demandante doutor Paulo Rangel".

45 anos de atraso

Com 45 anos de atraso sobre a democracia, parece que desta vez é que o liberalismo chegou mesmo a Portugal (cf. aqui: "Desarmar o trinta-e-um").

Entrevista

Entrevista do candidato da Iniciativa Liberal à RTP3 (cf. aqui)

07 maio 2019

Excesso

Excesso de impostos e burocracia limitam potencial da Madeira (cf. aqui)

debate na SIC

Hoje, debate na SIC (cf. aqui)

06 maio 2019

Liberalism in Portugal

Portugal is not known for its liberalism. Having spent most of its History under absolutist monarchy, and most of the past two centuries between a rock and a hard place, socialism has governed the country since 1974’s democratic coup.

The socialists and the social democrats, two sides of the same coin, have monopolised government for 45 years.

The alternative is citizen-centered liberalism, one which is not about the old divide of left vs. right, but about empowering the people over the state.

Rather, the most contentious debate is increasingly about government failure, about its inability to deliver proper public services and infrastructure.

Anecdotal evidence in the public sector includes waiting lists for cardiology appointments up to 3 years long, year-long waiting for retirement pension approvals, roads that cave in, and falling train engines.

By contracting-out public services and establishing competition between for-profit, not-for-profit, and even public providers, the state should relegate itself to a role of refereeing, delegating the role of provisioning to other players.

Player-referees tend to be devious players and even worse referees.

My political platform is one of competition, decentralisation and freedom of choice – or devolution of choice to citizens – both in Portugal and in the European Union.

Fonte: aqui.

05 maio 2019

Palavra

Palavra, que não fui eu que estive na Madeira (cf. aqui e aqui)

A profecia cumpriu-se

Em relação à ala pediátrica do Hospital de S. João, a única coisa que tenho para dizer nesta altura é uma profecia semelhante àquela que Bela Guttman fez ao Benfica quando, depois de conquistar duas Taças dos Campeões Europeus, foi despedido: "O Benfica nunca mais será campeão europeu!" (cf. aqui)

A profecia cumpriu-se.

Alguns deles

Finalmente, começam a aparecer histórias razoavelmente verdadeiras sobre a ala pediátrica do Hospital de S. João e a Associação Joãozinho, como é o caso desta peça do Observador (cf. aqui).

O ex-presidente do Hospital, António Oliveira e Silva que, juntamente com o seu antecessor António Ferreira, criaram o Joãozinho em 2009 (cf. aqui), vangloriando-se que na altura já tinham angariado 4 milhões de euros para a obra (cf. aqui), vem agora dizer que, afinal, só angariaram 580 mil.

(Nota. A Associação Joãozinho, presidida por mim,  só viria a ser constituída em Janeiro de 2014, herdando o projecto Joãozinho da administração do HSJ, que o criara em 2009).

Não interessa aqui saber qual é a verdade - se a verdade está nos 4 milhões ou nos 580 mil. Interessa apenas constatar que, não podendo a verdade estar nos dois lados ao mesmo tempo, existe aqui uma mentira.

É a mentira que interessa porque é a mentira que simboliza tudo aquilo que tenho para dizer nesta altura.

Ao longo destes anos em que fui presidente da Associação Joãozinho, encontrei pessoas maravilhosas  dispostas a fazer esta obra - por sexo, predominaram as mulheres; por profissão, predominaram os empresários e os gestores de empresas.

Mas também encontrei alguns dos maiores trapaceiros que conheci na vida. Alguns deles, se tudo lhes continuar a correr de feição, vão conseguir, ainda por cima, ser indemnizados (cf. aqui).

03 maio 2019

uma obra que seja boa

Ao longo dos últimos três anos, em que tive de lidar com  políticos, burocratas e até agentes da justiça (que hoje não me parecem mais que meros burocratas) para desbloquear a obra do Joãozinho - um objectivo que não consegui atingir - o que é que me pareceu mais saliente na atitude de toda esta gente?

A mesquinhez pelo dinheiro.

Queriam saber ao detalhe - na realidade, chegaram a devassar-me a vida - para saber onde é que eu iria buscar o dinheiro (20 milhões de euros) para pagar a obra do Joãozinho. Duas grandes construtoras, que assinaram comigo um contrato,  nunca duvidaram.

A estas mentes embrutecidas, nunca consegui explicar que nunca se corre atrás do dinheiro. Quem corre atrás do dinheiro, como eles parecem correr, nunca vai longe, certamente que não em termos de dinheiro.

Corre-se atrás de uma obra que seja boa. Porque, se a nossa obra for boa, é o dinheiro que corre atrás de nós.

Foi isso que os Metallica vieram esta semana mostrar (cf. aqui).

a meio gás

Hoje foi um dia muito gratificante para mim por causa dos Metallica. Alguém reconheceu pubicamente a seriedade do trabalho da Associação Joãozinho em favor das crianças internadas na pediatria do HSJ. E esse reconhecimento veio da América. Eu gosto da América, em parte fui lá educado.

Nos últimos três anos, a adversidade que a Associação Joãozinho teve de enfrentar foi extraordinária. E eu também. O acórdão do Tribunal da Relação do Porto é a última manifestação dessa enorme adversidade (cf. aqui).

"É preciso dar cabo da Associação Joãozinho e do seu presidente. Ambos fazem parecer mal os políticos e a administração pública" tornou-se um lema da política governamental, à qual se associou muita da comunicação social (SIC e JN à frente) e o sistema de justiça.

No meu comentário televisivo que deu origem ao acórdão, eu digo que só passando por cima do meu cadáver é que deixarei de fazer a obra do Joãozinho (cf. aqui).

Ainda não aconteceu alguém passar por cima do meu cadáver. Mas há cerca de mês e meio esteve bastante perto (cf. aqui). É por isso que eu ainda estou a meio gás.

"Estamos apenas a devolver"

O aspecto mais significativo acerca deste donativo dos Metallica é que a Associação Joãozinho não mexeu um dedo para o obter (como não mexe um dedo para obter fundos para a construção da ala pediátrica do HSJ desde que a obra parou em Março de 2016).

Há semanas fomos contactados por e-mail pelo representante dos Metallica para nos anunciar que a Associação Joãozinho tinha sido escolhida  para receber um euro por bilhete vendido no espectáculo que os Metallica dariam no estádio do Restelo a 1 de Maio.

Dias depois, voltaram ao contacto e deste vez foi a própria manager dos Metallica.

Pediam-nos que fizéssemos deslocar a Lisboa um representante da Associação Joãozinho e ofereceram-nos ao mesmo tempo três bilhetes para o espectáculo.

O cheque foi entregue no final do espectáculo. A representante da Associação Joãozinho, Armanda Monteiro, é a primeira a contar da esquerda na fotografia (cf. aqui).

Tendo agradecido, um dos elementos dos Mettalica respondeu: "You are welcome. We are just giving back" ("Estamos apenas a devolver").

O dinheiro será utilizado para comprar um novo equipamento para a nova ala pediátrica do HSJ, quando esta estiver construída pelo Governo. Ou para construir a própria ala pediátrica, se a Associação Joãozinho for solicitada de novo a fazê-la.

Adivinhe

Em Portugal, a Fundação optou por oferecer 40 mil euros à Associação Humanitária “Um Lugar para o Joãozinho”... (cf. aqui)

Por que é que acha que a Fundação optou por oferecer o dinheiro à Associação Joãozinho e não à administração do Hospital de S. João?

Adivinhe.

a nomear Comissões

Enquanto os Metallica dão dinheiro para a ala pediátrica do Hospital de S. João, o Governo português, três anos depois de ter bloqueado a obra da Associação Joãozinho, anda agora a nomear Comissões (cf. aqui).

PS. Quanto à notícia do JN sobre a "unidade de queimados pediátricos" é tudo treta. O projecto original (2012) já a contemplava e, de qualquer modo, ela já existe (cf. aqui). Repetir notícias é uma maneira de o JN fazer propaganda ao Governo.

Reis do metal

"Reis do metal e da solidariedade...." (cf. aqui)

Um gesto filantrópico

"Um gesto filantrópico da banda norte-americana..." (cf. aqui)

All Within My Hands

All Within My Hands (cf. aqui)

o apoio

O anúncio do donativo foi feito no perfil do Twitter da Fundação, onde se destaca o apoio aos “esforços” feitos pela Associação ‘O Joãozinho’ “na recolha de fundos” para a construção da nova ala pediátrica do Hospital de São João, no Porto. (cf. aqui)

Metallica

"Metallica mais preocupada com crianças portuguesas doentes do que o próprio Governo" (cf. aqui, comentários)

"Metallica passam atestado de incompetência ao Governo português" (idem)

a pontapé

Da América, onde as obras filantrópicas como a da Associação Joãozinho são correntes, vieram os Metallica dar credibilidade e apoio à Associação Joãozinho, que o Governo português, e a administração do HSJ, tratam a pontapé (cf. aqui).

O dinheiro será utilizado na compra de novos equipamentos para equipar a nova ala pediátrica do HSJ, quando esta estiver pronta.