25 outubro 2015

o capitalismo aparece sempre que há liberdade

“Small scale commercial production is, every moment of every day, giving birth spontaneously to capitalism and the bourgeoisie … Wherever there is business and freedom of trade, capitalism appears,” noted the state’s founder, Vladimir Lenin. He understood that while larger firms could be manipulated to serve the state, “capitalism begins in the village marketplace.”

‹‹A produção comercial em pequena escala está sempre a gerar capitalismo e burguesia... Onde há negócios e comércio livre, o capitalismo aparece›› afirmou Vladimir Lenin. As firmas grandes podem ser manipuladas para servir o Estado, mas ‹‹o capitalismo começa no mercado da vila››.

Daily Beast, artigo sobre o declínio das chamadas PME's nos EUA

rodam
















Se eu tivesse que destacar um comportamento quase ritual da chamada alta sociedade diria que é o facto de as mulheres rodarem pelos machos alfa.
Foto1 - Rupert Murdoch (84) com Jerry Hall (59?)
Foto2 - Mick Jagger com a mulher Jerry Hall

PS: Murdoch separou-se da última mulher, Wendi Deng (46), por esta andar a dar umas cambalhotas com o Tony Blair.

24 outubro 2015

irrelevante

Vivemos numa época em que a relação entre o que se diz e a verdade é completamente irrelevante - Charles Krauthammer

está de volta

... e apoia frente de esquerda.

reengenharia humana





















Cientistas propõem modificar os seres humanos de modo a que contribuam menos para o aquecimento global e também se adaptem melhor às alterações climáticas.
Como? Eis algumas sugestões:


  1. Criar intolerância genética às proteínas de origem animal
  2. "Contaminar" a carne com substâncias eméticas (que provoquem o vómito)
  3. Limitar o tamanho dos seres humanos, geneticamente, de modo a que deixem pegadas de carbono menores.
  4. Diminuir a fertilidade humana.
  5. Utilizar medicamentos para aumentar a empatia e o altruísmo.
  6. Investir na investigação em reengenharia humana.
  7. Aceitar que a reengenharia humana é mais exequível e segura do que a geoengenharia.
Sugestões referidas aqui e aqui.

o dia em que começou a acrimónia do PS


23 outubro 2015

o dinheiro dos outros

O centrão acabou quando acabou o dinheiro dos outros.

Homem Irracional


à direita

Estar à direita é ocupar um lugar de honra.
‹‹Jesus está sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso››.

a presidência imaginária

Foi ontem, às 8h05 da noite, que terminou a presidência imaginária de Catarina Martins. Durante duas semanas, a porta-voz do BE fez de conta que era um presidente absoluto: demitiu o governo de Passos Coelho, indigitou António Costa como primeiro-ministro, e pôs condições a um governo minoritário do PS. De facto, não estava sozinha na fantasia. Para quem ouvisse os seus putativos sócios na “maioria de esquerda”, parecia estar em curso uma espécie de revisão constitucional. O governo do país ia sair dos conciliábulos secretos de uns quantos chefes de partido, à revelia dos resultados eleitorais, do presidente da república, e até dos deputados eleitos. Eis como alguém que 68% dos eleitores rejeitou como primeiro-ministro se preparava para ser primeiro-ministro.

Rui Ramos

22 outubro 2015

no pasarán

Cavaco aborta tentativa de "golpe de Estado", da frente de esquerda, liderado pelo camarada Costa.


...
Fora da União Europeia e do Euro o futuro de Portugal seria catastrófico.

Em 40 anos de democracia, nunca os governos de Portugal dependeram do apoio de forças políticas antieuropeístas, isto é, de forças políticas que, nos programas eleitorais com que se apresentaram ao povo português, defendem a revogação do Tratado de Lisboa, do Tratado Orçamental, da União Bancária e do Pacto de Estabilidade e Crescimento, assim como o desmantelamento da União Económica e Monetária e a saída de Portugal do Euro, para além da dissolução da NATO, organização de que Portugal é membro fundador.

Este é o pior momento para alterar radicalmente os fundamentos do nosso regime democrático, de uma forma que não corresponde sequer à vontade democrática expressa pelos Portugueses nas eleições do passado dia 4 de outubro.

Depois de termos executado um exigente programa de assistência financeira, que implicou pesados sacrifícios para os Portugueses, é meu dever, no âmbito das minhas competências constitucionais, tudo fazer para impedir que sejam transmitidos sinais errados às instituições financeiras, aos investidores e aos mercados, pondo em causa a confiança e a credibilidade externa do País que, com grande esforço, temos vindo a conquistar.

o último homem II

Mais um episódio da telenovela "O Último Homem", hoje às 20 h.

destra

Por que é que a população humana é quase toda destra? Numa perspectiva evolucionária.

Há muitas hipóteses, mas a que mais me encantou foi a de que as mães costumam transportar os filhos no braço esquerdo porque o bater do coração os acalma e, portanto, desenvolveram uma tendência para utilizar mais a mão que fica livre, a direita. Esta característica, depois, por seleção natural, transmitiu-se à descendência.

A mão esquerda, porém, é mais rápida na resposta e no equilíbrio. Os empregados de mesa, por exemplo, equilibram melhor a bandeja com a esquerda enquanto executam tarefas mais finas com a direita.

é incompatível

O socialismo, na versão Costa, Martins & Jerónimo, Ltd, é incompatível com o Euro. Ler a este propósito o artigo de Ambrose Evans-Pritchard que referi no último post.

PS: Mea culpa: nunca pensei que o PS, que nos meteu no Euro, fosse o partido que nos pode fazer regressar ao Escudo.

o caminho da Grécia

Defiant Portugal shatters the eurozone's political complacency



The delayed fuse on the eurozone's debt-deflation policies has finally detonated in a second country. Portugal has joined the revolt against austerity.

The rickety scaffolding of fiscal discipline and economic surveillance imposed on southern Europe by Germany is falling apart on its most vulnerable front.
...

For Portugal it entails a primary budget surplus on such a scale that it cannot possibly be compatible with the economic agenda of the Left.

Mr Costa's own proposals - scarcely more moderate - put him on a collision course with the European Commission. He has vowed to "turn the page on austerity", reverse Troika cuts, roll back labour reform, review the privatisation of public transport and the water works, and launch a 55-point reflation package led by spending on health care and education. The upset in Portugal has caught Europe's elites off guard.

The eurozone is enjoying a cyclical rebound of sorts, driven by the happy trifecta of cheap energy, a cheap euro, and cheap credit. The ECB's quantitative easing has flushed the system with liquidity though Europe still has one foot in deflation.


Ambrose Evans-Pritchard

21 outubro 2015

está a passar para o outro lado

Costa não está a derrubar o muro de Berlim: está a passar para o outro lado.

Rui Ramos

boa nova

Ontem, numa entrevista a um canal de televisão, um deputado do PS afirmou que este partido está mais próximo do BE e do PCP do que do PSD.
Fantástico!

20 outubro 2015

o último homem

A telenovela mexicana que vai destronar a da TVI

linguagem não verbal



Há fotografias que dizem mais do que mil palavras. Cavaco à vontade - ‹‹já ando a virar frangos há muito tempo››, Costa preocupado e inseguro - ‹‹tenho de atirar o barro à parede››, e César traquina - ‹‹ora vê lá se descalças esta bota...››.

irracional

O frentismo de esquerda assenta na rejeição liminar da austeridade assumida pela coligação PSD/CDS. É uma postura irracional porque o próximo governo vai prosseguir a mesma política. Ou por opção ou, decorridos alguns meses, por imposição dos nosso parceiros da UE.

No primeiro cenário, a frustração da esquerda radical será imediata e patética. No segundo cenário, essa frustração será diferida e ... patética, e Portugal terá ficado, entretanto, bastante mais pobre.

Em quaisquer dos cenários, os portugueses cobrarão esta aventura com língua de palmo a todos os envolvidos, PS, PCP e BE, mas especialmente ao PS.

o que é o FQ?

Um artigo muito interessante sobre o livre arbítrio

19 outubro 2015

reorientação

O que separa o PS da coligação não são cargos no governo, afirmou o líder derrotado, é uma reorientação da política.
O PSD/CDS segue a política da troika por convicção e o PS vai segui-la por necessidade. Há aqui um mundo de diferença.

são anti-capitalistas

...um governo com o BE e o PCP a implementarem o que defenderam nestas eleições seria um golpe profundo no Portugal livre e próspero que conheço.

Ricardo Reis.

Comentário: O preço que estamos a pagar por fazer de conta que as ideias do PCP e do BE são sérias está à vista. Os portugueses não querem ser a próxima Venezuela.

ó Angela...


o fim

‹‹Em todo o caso, devemos recordar que a responsabilidade da vitória do mal no mundo não é em primeiro lugar dos seus executantes, mas dos espíritos lúcidos que servem o bem.››

F. Stepun, citado por Svetlana Aleksievitch

a tirada do ano

O que é que define uma pessoa? A capacidade de pensar, a capacidade de sentir e a capacidade de interagir. Se sairmos do paradigma antropocêntrico, vamos perceber que há características mais humanas num chimpanzé ou num cão do que numa pessoa que está em coma, por exemplo. A capacidade de interação é superior.

Líder do PAN

Comentário: E eu acrescento, há mais vida numa formiga do que num ser humano morto.

a Turquia na CEE

- Ó pá, as cadeiras foram oferecidas pelo Gaddafi ou pelo Putin?

força da natureza


18 outubro 2015

os credores são melhores do que os comunistas

Na verdade, o PCP não faz parte das soluções democráticas. O PCP integra o sistema democrático pela simples razão de que a democracia é o regime de todos, incluindo dos não democratas. Essa é a força da democracia, por vezes a sua fraqueza. Mas o PCP nunca deu provas de considerar a democracia algo mais do que uma simples transição para o regime comunista, através de uma democracia avançada, cujos horrores são conhecidos. Enquanto o PCP se mantiver fiel a tudo quanto o fez viver até hoje, deveremos tratá-lo como todos os comunismos e fascismos: combatê-los com a liberdade. A ter de ficar nas mãos de alguém, prefiro mil vezes os credores aos comunistas. Destes, sei que não se sai vivo nem livre.

António Barreto

déjà vu

Há muitos políticos que colocam os interesses partidários acima do interesse nacional, mas o que António Costa está a fazer, como antes dele já Sócrates fizera, é colocar os seus interesses pessoais acima do próprio partido.

17 outubro 2015

poliamoria

Depois de f#$%r a Grécia, Varoufakis quer f#$%r Portugal. É muito amor.

Varoufakis desafia PS a ir contra regras da Zona Euro

democracia liberal e capitalista

O PCP e o BE não têm peçonha. Apenas defendem modelos de sociedade contrários ao que pretende a grande maioria dos portugueses.

Os países Ocidentais, e em particular a zona Euro, enquadram-se na chamada "democracia liberal e capitalista" e o PCP e o BE defendem, em última análise, o comunismo. O PCP defende um comunismo à URSS e o BE defende um comunismo à qualquer coisa que nem sabemos bem, mas que está lá entalado entre o Podemos e o Syriza (penso que eles tb n estão certos do que querem). O PSD/CDS e, até agora, o PS defendem a democracia liberal e capitalista, à Europeia.

Uma frente de esquerda que englobe o PCP e o BE, naturalmente vai "remar contra a maré", contra a ideologia reinante na UE. Este é o problema!
É por isso que o PCP e o BE defendem a saída do Euro e da Nato, são contra o projecto europeu. Ambos podem fazer concessões temporárias ao PS, mas obviamente vão ser um contrapeso na integração e convergência de Portugal com os restantes países da UE.


símbolo do novo paradigma

Todos os partidos têm a mesma dignidade e os mesmos direitos (ver post anterior).

igualdade de género político

O momento histórico que estamos a viver é histórico precisamente por isso: independentemente do que venha a acontecer, hoje sabemos - o país, a direita e cada um de nós -, hoje sabe-se que o muro intransponível entre os partidos de esquerda, sobretudo entre PS e PCP ruiu.
O nervosismo da reação da direita e dos comentadores de serviço, a invocação do risco de catástrofe nos mercados que se dão mal com alegados extremistas e passaram a ser mais legitimadores da democracia do que o nosso voto, prova a tomada de consciência de que o paradigma mudou.
Isabel Moreira, no Expresso
Comentário: Achei muita graça a este artigo da deputada IM porque o que defende é a igualdade dos diferentes géneros de partidos políticos. Quase como a igualdade de género sexual. 
A verdade porém é que não há nenhum tabu em relação ao PCP e ao BE, se estes partidos forem os mais votados podem formar governo. A única dificuldade é que foram os menos votados porque os portugueses não se identificam com as suas políticas.

16 outubro 2015

alarme público

Costa afirma que coligação está a esconder factos de grande gravidade económica

what if?

Qual teria sido o resultado das eleições legislativas de 4/10 se José Sócrates estivesse em liberdade? É impossível responder a esta questão, mas é perfeitamente possível pensar que o resultado poderia ter sido bem diferente.

Muitas pessoas poderiam não se ter sentido tão repugnadas pelo PS e António Costa poderia ser hoje o candidato legítimo a primeiro-ministro. E muitas outras poderiam pensar exactamente o contrário e a coligação poderia ter obtido uma maioria absoluta. Tudo isto é especulativo.

O que não é especulativo é afirmar que a prisão de um ex-primeiro-ministro tem implicações políticas profundas que só por burrice ignoramos. Daí que talvez fosse útil que casos envolvendo este tipo de situações transitasse para o Supremo Tribunal e fosse analisado da forma mais expedita possível.

José Sócrates é um cidadão como qualquer outro, mas os altos cargos que desempenhou obrigam-nos a ter cuidados especiais.

Varoufakis vem a Portugal apoiar a coligação PSD/CDS

Ao afirmar que Portugal está tão falido como a Grécia, Varoufakis está implicitamente a apoiar a coligação e as suas políticas de austeridade. Se estamos assim tão falidos temos de continuar a cortar, até porque ficou demonstrado, na Grécia, que dentro do Euro não há alternativa.

Uma frente de esquerda não terá portanto margem para adocicar a austeridade e, pelo contrário, pode provocar um novo pedido de resgate. Como aconteceu na Grécia.

É engraçado que o Público não se tenha apercebido, ao dar a capa a tão sinistro personagem, que estava a ajudar o PSD/CDS.

fazer Chikoti da justiça portuguesa

O chefe da diplomacia angolana, Georges Chikoti, invocou hoje a detenção preventiva do ex-primeiro-ministro português José Sócrates para explicar a situação dos 15 activistas detidos em Luanda desde Junho.

provisórios

O post anterior mostra bem as expectativas que o PS está a criar na "esquerda".

Um breve recado para os Abrilistas, já não é possível voltar aos idos de 74/75 porque já não temos a pesada herança. O que sobra agora são dívidas.

parado no tempo

Vasco Lourenço entende que “as acções desenvolvidas pelos partidos de esquerda com representação maioritária na Assembleia da República (PS, BE, PCP)” mostram ser possível “repetir os governos provisórios de 1974/1975, existentes ainda antes das eleições para a Assembleia Constituinte”.
E, em relação a quem podem os portugueses confiar, questiona: “haverá alguém menos fiável, em quem se possa confiar menos, do que os dois aldrabões que estão à frente da coligação de direita? Eu não conheço…”
Comentário: VL diz que temos de prescindir de algumas ideias. Sem dúvida, teríamos de prescindir da ideia de democracia e da ideia de que em democracia governa quem ganha eleições. Afirmar que é possível "repetir os governos provisórios de 1974/1975" é de loucos. Este capitão de Abril é um atrasado temporal, parou no tempo.

nunca o regime pareceu tão frágil

A oligarquia do regime julga que Bruxelas lhe garante tudo, e que portanto não há perigo em jogar sem regras e em experimentar todos os golpes. É o efeito perverso da integração europeia: em vez de ser concebida como um factor de exigência, continua a ser encarada pelos nossos oligarcas como uma autorização de desleixo e complacência. Há aqui um paralelismo curioso, entre a evolução financeira e a evolução política da democracia portuguesa: até 2011, os oligarcas julgaram que o euro permitia todos os excessos orçamentais, sem consequências; agora, com o reforço do “governo europeu”, convenceram-se de que a tutela de Bruxelas tornou possível toda as brincadeiras políticas. Nunca o regime pareceu tão frágil, e nunca os seus donos se preocuparam tão pouco. Mas os deuses sempre cegaram aqueles a quem querem perder.

Rui Ramos

15 outubro 2015

:-)

Se aceitarmos que a política não passa da prossecução do sexo por outras vias, então faz todo o sentido que no sistema político ideal só os elementos sexualmente ativos possam participar no processo político, tanto como eleitores como eleitos.

Seria um sistema perfeito que impediria os empata-f$%&s de nos fazer andar a perder tempo. E ainda mais perfeito se apenas os supergaranhões e os épicos (ver esta classificação do Observador) qualificassem para a política ativa. Os inconseguidos apenas poderiam ser agentes passivos.

Nesta minha visão, só os homens teriam direito a votar e ser eleitos, mas às mulheres caberia o papel principal, o papel de certificar a qualidade dos machos. Para altos cargos da função pública, obviamente, o requisito mínimo exigiria pelo menos 12 certificados, para evitar a batota.

frente de esquerda

... é contra-natura.

uma lufada de ar fresco

Como liberal, é evidente que não me sinto representado politicamente por nenhum dos partidos actuais. São uma "cambada de socialistas", para parafrasear o velho Ludwig.
Opto portanto pelo chamado mal menor, opto pelo partido que espero que provoque o mínimo de danos possível.
Neste sentido, a coligação foi para mim um "enorme" desastre. Foram 4 anos de colectivismo, centralismo, dirigismo e socialismo, que nos sufocaram até dizer basta. Quem passar os olhos pelos blogues liberais compreende este sentimento.
Ora foi neste contexto que ontem fui surpreendido por uma excelente entrevista do eurodeputado do PS Francisco Assis (FA). Finalmente aparece alguém da esquerda a explicar o óbvio, é necessário revolucionar o Estado Social. E temos de o fazer dentro dos limites orçamentais impostos pelos tratados europeus.
Se neste momento voltássemos a ter eleições e a escolha para primeiro-ministro recaísse entre PPC e FA, eu sentir-me-ia tentado a votar em FA.
FA é uma lufada de ar fresco de que o País está altamente necessitado. A coligação é, infelizmente, mais do mesmo.

entrevista de Francisco Assis na RTP

Grande Entrevista

a vida é uma fonte

Um filósofo em busca do “significado da vida” empreendeu uma longa viagem até aos Himalaias para escutar a palavra de um sábio indiano, considerado santo, que meditava numa caverna isolada.

Cansado da viagem, mas cheio de curiosidade e deslumbramento porque a sua busca estava a chegar ao fim, perguntou ao sábio: ‹‹Qual é o significado da vida?››. Depois de uma longa pausa, o sábio abriu os olhos e disse: ‹‹A vida é uma fonte››. ‹‹O que é que queres dizer, a vida é uma fonte?›› resmungou o nosso filósofo. ‹‹Eu viajei milhares de quilómetros para ouvir as tuas palavras e tudo o que tens para me dizer é isso? É ridículo››.

O sábio levanta os olhos do chão da cave e diz: ‹‹Achas que não é uma fonte?››

Numa variante da história, o sábio responde apenas: ‹‹Então não é uma fonte››.

A história é reconfortante – comenta Robert Nozick . Os alegados sábios ou são impostores que só dizem disparates que nunca questionaram (Achas que não é uma fonte?) ou nem dão importância ao que dizem (Então não é uma fonte).

14 outubro 2015

não revelou capacidade

Permitam-me que recorra a uma metáfora sobre o período que atravessamos. Terminada uma maratona, o vencedor, exausto, atira-se para o chão, enquanto o segundo classificado continua a correr até ao pódio, agarra a taça e declara-se vencedor. Perdi mas ganhei a taça...

É um pouco o que se está a passar com o Sr. Costa, o grande derrotado das legislativas que desatou a correr para o pódio como se fosse o vencedor.

Se recorro a esta metáfora é pelo seguinte motivo: as eleições são uma verdadeira maratona. São um desafio monumental à capacidade física, psíquica e estratégica dos candidatos. Os que não aguentam o desafio desistem e perdem. Em inglês costuma dizer-se: "if you can't take the heat, get out of the kitchen".

Os vencedores dão garantias de "aguentar o calor e de não estalar sob pressão", características que são necessárias para governar. Têm fibra!

Ora o Sr. Costa não revelou essa fibra. Conduziu uma campanha ziguezagueante, prometendo tudo a todos e recorrendo à demagogia mais patética. Estilo, a coligação chamou a Troika e foi mais troikista do que a Troika.

E portanto, não revelou nesta maratona (campanha) capacidade para governar o País.

confiança

António Costa ao FT:

Estamos perante uma segunda queda do muro de Berlim. Os comunistas concordaram em negociar um programa de Governo comum sem pôr em causa os compromissos de Portugal como um membro ativo da zona euro.

Comentário: Costa tem um acordo firmado com os comunistas que lhe garante que abandonaram o comunismo (ou meteram o comunismo na gaveta).

fugir da trampa

Recebi ontem este livro que o Nozick publicou em 1981. O Robert Nozick é um dos meus autores favoritos e esta leitura vai permitir-me escapar mentalmente da trampa política em que socialistas e comunistas mergulharam o País.

Aqui fica uma pérola retirada da introdução:

Um argumento filosófico é uma tentativa de levar alguém a acreditar em algo, quer esse alguém o aceite ou não. Um argumento filosófico com sucesso, um argumento poderoso, obriga a uma crença.
Apesar da filosofia ser, portanto, uma actividade coerciva, a ameaça dos filósofos é contudo fraquinha. Se o outro estiver disposto a ficar com a etiqueta de "irracional" ou de "ter os piores argumentos", pode afastar-se alegremente com as sua crenças prévias.

Aviso: para quem não está familiarizado com Nozick, será melhor começar por obras mais simples como "Anarquia, Estado e Utopia" ou "A Vida Examinada". Eu recomendo especialmente este último.

o animal feroz é contra a frente de esquerda

Pelo menos é essa a leitura que eu faço destas declarações:

“Esses indivíduos do BE e do PCP não estão a ser sérios. Há 15 dias diziam uma coisa totalmente diferente. Não vão aceitar o euro, nem o Tratado Orçamental, nem coisa nenhuma. Eles mudaram assim tanto?” - José Lello

os usurpadores

António Costa - o pior da natureza humana

Maria João Avillez, no Observador

Acrescento: Costa, Sousa & Martins - o pior da natureza humana

manifesto contra a guerra à liberdade

Se António Costa não ouviu os portugueses que votaram esmagadoramente contra a esquerda radical, deverá ouvir-se a si próprio em diferido e perceber o óbvio. Todos os que projectamos na propriedade o reconhecimento meritório do trabalho humano temos o dever de recusar o Governo aos prosélitos das nacionalizações. Todos os que acreditamos na mobilidade social estamos obrigados a opor-nos a quem faz guerra à liberdade de escolha na educação e na segurança social. Todos os que sentimos cair sobre nós as cinzas de um quarteirão nova-iorquino devemos barrar o caminho aos adversários do Ocidente e da NATO. Todos os que experimentámos o peso dos sacrifícios sentimos a obrigação de não os tornar irrelevantes. Todos os que prezamos o pluralismo político, independentemente do nosso sentido de voto, somos chamados a defendê-lo.

António Pedro Barreiro, 19 anos

13 outubro 2015

brincamos

Almeida Santos: Governo de esquerda "é uma experiência que deve ser feita"

chegou a hora de pôr os pontos nos is

Quatro anos é o tempo de uma licenciatura, dá para aprender muita coisa. Não é por isso de estranhar o silêncio da coligação face à manifesta vontade do António Costa de governar Portugal com uma maioria de esquerda, sem legitimidade política e moral (sim, eu sei que há quem defenda que a moral não tem nada a ver com a política).

Este silêncio era necessário para fazer Costa sair do armário, para se tornar óbvio ao que vinha. Até há bem pouco tempo, apenas o Carlos Guimarães Pinto tinha contemplado esta hipótese num post irónico que publicou no Insurgente. Como afirmou Fernando Pessoa, a suprema ironia é afirmar o contrário do que se pensa e o CGP excedeu-se nesta tarefa. A única palavra que me permitiu esta leitura foi "jamais": ‹‹Uma boa parte do PS não colocaria jamais a hipótese de governar ao lado da CDU ou de acordo com condições ditadas pelo BE›› - sic. Ora uma das coisas que os médicos aprendem logo no 1º ano do curso é que "não há sempre nem jamais" e portanto...

Mas os dias passaram e o Costa perdeu a vergonha, saiu do armário e agora até se confessa à Reuters, como se fosse a coisa mais natural do mundo.

A coligação agiu bem. Deu-lhe tempo para se esticar, mas está a chegar a hora de pôr os pontos nos is. Os portugueses que votaram nas últimas eleições não deram a vitória a uma qualquer maioria de esquerda. Deram a maioria a deputados moderados, do PSD/CDS e do PS. Um governo de coligação PCP/BE/BE não representa a vontade dos portugueses. Ponto final.

Se Costa não meter a viola ao saco, a coligação deve promover uma manifestação popular que procure repor na rua a realidade do resultado eleitoral.

12 outubro 2015

a hipótese patética do referendo interno no PS




Suponhamos que o PS, por ter a inteligência do Rato (do largo do Rato), vai a referendo interno. Coligação ou Validação (PS validado pelo PCP e BE)? E que o resultado, vamos ser modestos, era 40% pró-coligação e 60% pró-validação.
Como o PS irá ter 85 deputados na AR, 34 seriam pró-coligação (sociais-democratas, como o PSD) e 51 seriam pró-Syriza pró-validação. Isso significaria uma maioria de 34 deputados moderados do PS a somar aos 99 da coligação.
Os eleitores moderados seriam cerca de 60% do total e a maioria de esquerda, afinal, seria minoritária na opinião pública.
Pensem nisto.

lindo



CM diz que acabou com o governo da coligação PSD/CDS

É possível, mas ainda é mais possível que esteja é a acabar com esta malta

celebridente

Marcelo vai ser Presidente da República no ano que vem. Vai ser o Presidente do povo. Vai ser o Presidente dos Corações, uma espécie de Princesa Diana da política.
Observador

Comentário: A vitória de Marcelo, neste momento, parece-me tão segura como era a de António Costa há uns meses atrás. Nos EUA está a decorrer um fenómeno mediático idêntico com o Sr. Trump - de celebridade televisiva a hipotético presidente.

:-)

Celebridente = Celebridade elevada a presidente

11 outubro 2015

o que é a consciência? - uma perspectiva filosófica

não se dá bem com a verdade

Ao ler hoje as notícias do dia, ocorreu-me um episódio que envolveu António Costa, enquanto Ministro da Justiça, após a queda da ponte Hintze Ribeiro, em 2001.
O episódio foi a demissão do ilustre Director do Instituto de Medicina Legal do Porto, Prof. Pinto da Costa. Aparentemente, Costa não terá gostado de ser confrontado com a divulgação da verdade dos factos sobre a recuperação dos corpos desaparecidos.

Eis como a TSF divulgou a notícia:
...
Na origem da demissão de Pinto da Costa estarão, segundo o «Público», as suas declarações sobre o estado de conservação dos cadáveres das vítimas do acidente da Ponte de Entre-os Rios.
...
Na origem da demissão de Pinto da Costa, estarão, segundo o jornal, as suas declarações a propósito da queda da Ponte de Entre-os-Rios. O director do IML do Porto afirmou então que, quando fossem encontrados, os corpos estariam irreconhecíveis, adiantando ainda mais alguns pormenores sobre o seu estado de degradação, atitude que não terá sido bem vista pela equipa do ministro da Justiça, António Costa.

É assim: Costa não se dá bem com a competência e com a verdade, prefere as suas narrativas floreadas. Se pudesse, creio que António Costa teria simplesmente despedido o mensageiro que lhe anunciou a sua derrocada eleitoral, pensando que assim alteraria a realidade.

código de conduta?

China pretende que as instâncias globais imponham um código de conduta para a Internet.

PS: Se assim for, o Portugal Contemporâneo, ouvidos os pais fundadores, entrará na clandestinidade, para poder continuar a ser um espaço de liberdade :-) :-) :-)

10 outubro 2015

sim

A "nomenklatura" do PS permitirá que o despeitado António Costa ensaie liderar um governo da maioria da esquerda eleita para a AR?
- Sim, sem dúvida.
- Porquê? Como podes estar tão seguro dessa possibilidade?
- Porque foram as mesmas pessoas que confiaram a liderança de um governo do PS ao animal (nas suas próprias palavras) José Sócrates.

quando é que vamos ter governo?

Aqui está em excelente explicador.

o que anda a Rússia a fazer na Síria?

Condoleezza Rice e Robert Gates explicam neste excelente artigo do WP:

One can hear the disbelief in capitals from Washington to London to Berlin to Ankara and beyond. How can Vladimir Putin, with a sinking economy and a second-rate military, continually dictate the course of geopolitical events? Whether it’s in Ukraine or Syria, the Russian president seems always to have the upper hand.

09 outubro 2015

chegaram ao fim

O socialismo e a social-democracia chegaram ao fim do seu tempo. Só que a sua morte vai inevitavelmente provocar um abalo, e um abalo sério, no frágil edifício da democracia europeia.

VPV, no Público de hoje.

Comentário: Ando a dizer isto há 20 anos.

Svetlana Alexievich

A autora abre a introdução a O Fim do Homem Soviético, intitulada Notas de uma cúmplice, com esta promessa: "Despedimo-nos dos tempos soviéticos. Dessa nossa vida. Tentarei escutar honestamente todos os participantes do drama socialista…”. Defendendo que “o comunismo tinha um plano louco – transformar o ‘homem antigo’”, Alexievich acrescenta que esse terá sido talvez o único objectivo que foi mesmo cumprido: “Em pouco mais de setenta anos, no laboratório do marxismo-leninismo criou-se um tipo humano especial - o Homo sovieticus”. E termina o seu texto com uma constatação e uma pergunta: “Encontrei nas ruas jovens com a foice e o martelo e o retrato de Lenine nas camisolas. Saberão eles o que é o comunismo?".

Público

Comentário: Saberá António Costa o que é o comunismo? Os portugueses que votaram no PS saberão o que é e o que foi o comunismo? E ficarão contentes com a legitimação que o líder do PS está a dar aos comunistas? Ou terá António Costa um plano louco?

08 outubro 2015

num país civilizado

Num país civilizado era simples e expedito: rua com ele

J. Rentes de Carvalho, no Tempo Contado

Subscrevo

fraude pós-eleitoral

Não haja dúvidas: um governo dos derrotados de 4 de Outubro, que incluísse partidos que negam os fundamentos da actual democracia, provocaria uma imensa revolta no país. E tudo isto, para quê? Para que António Costa, depois de uma derrota inesperada, possa manter o lugar de secretário-geral do PS, do qual depende a sua sobrevivência como político profissional. É essa a única razão. Para defender o lugar, Costa precisa de chegar ao congresso do PS como primeiro ministro. Com esse fim, está disposto a sacrificar tudo e todos. Assim acabam os partidos, e assim acabam também os regimes.

Rui Ramos

para que serve a AR?

Num país tomado de assalto por bandos que disputam entre si o poder.

num país democrático

Num país democrático qualquer solução governativa teria de ser negociada com os deputados eleitos. Em Portugal, a vontade dos deputados é olimpicamente ignorada e as negociações decorrem apenas entre os cabecilhas.
Quando for encontrada uma solução exequível, os deputados serão obrigados a votar no que lhes mandarem.
Pergunta: todos os deputados do PS estarão dispostos a apoiar um governo da "maioria de esquerda"? Ou, todos os deputados da coligação apoiarão uma maioria do centro (PS/PSD/CDS)?
Querem maior desrespeito pela AR?

Robótica Colectivista, o que é?

07 outubro 2015

não devemos desistir

Parafraseando o próprio:

Não devemos desistir de compreender Porfírio Silva, o Secretário Nacional do PS, como ele não desistiu de compreender Heidegger, temos é de "tratar de dominar a dificuldade" (sic).

O totem máquina. O futuro da identidade e o futuro da comunidade na máquina universal

As formas concretas de sociabilidade dos humanos são crescentemente influenciadas por novos tipos de objectos. Agentes artificiais ou «objetos inteligentes» estão cada vez mais presentes nas relações entre humanos no contexto social. Fenómenos como a «especulação automatizada» ou a «Internet das coisas» exemplificam a metamorfose de objetos com crescente impacto em domínios específicos da interacção social. Neste estudo interroga-se esta realidade com os instrumentos do debate em Antropologia sobre o totemismo e animismo nas sociedades não-Ocidentais ditas primitivas. Este debate, que teve início há algumas décadas e ainda prossegue, fornece conceitos que ajudam a questionar ideias e experiências históricas das Ciências do Artificial (especificamente a Inteligência Artificial). A partir deste ponto de vista são também postos em questão fenómenos mais recentes.

Resumo de artigo de Porfírio Silva (estratego de António Costa), publicado na Revista da Faculdade de Letras (2012), com o título em destaque.

Comentário: Muito à frente :-)

alvo de chacota


é verdade III

Por razões históricas, o regime proíbe partidos que advoguem ideologias “fascistas”, mas permite comunistas e neo-comunistas. É assim a lei.

Rui Ramos

é verdade II

Na verdade, o PS de hoje, em face dos compromissos assumidos e associados ao Tratado Orçamental, compromissos que o PS subscreveu na AR, está efectivamente impossibilitado de fazer uma política de esquerda.

Ricardo Arroja

06 outubro 2015

é verdade

Alguém com um neurónio acredita que o programa do Bloco – que prevê a renacionalização da banca e das empresas privatizadas, o fim dos despedimentos, aumentos variados de salários e pensões, a renegociação da dívida, para resumir – será alguma vez posto em prática, caso cheguem ao poder?

Penélope, no Aspirina B


Comentário: É verdade, o programa do Bloco não tem credibilidade. E foi também por isso que o PS perdeu, o discurso do António Costa aproximou-se perigosamente do do BE. Desde os elogios ao Syriza até à promessa de renacionalizarão da TAP, passando pelas ilusões e malabarismos na segurança social.

não há nenhum interesse

Governo de David Cameron afirma que não há nenhum interesse nacional na imigração massiva que tem assolado o RU.
Pelo contrário, a imigração, nesta escala, destrói a coesão social.

vamos tê-los à perna durante muito tempo

Os partidos liderados por António Marinho e Pinto (PDR) e José Garcia Pereira (PCTP/MRPP) não conseguiram eleger qualquer deputado nas legislativas deste domingo, mas por terem conseguido mais de 50 mil votos vão receber uma subvenção anual superior a 170 mil euros cada um durante os quatro anos que dura a legislatura.

Comentário: Dá mais ou menos 680.000,00 € para cada partido (4 anos). No caso do PDR o montante tem de ser, obviamente dividido: 340.000,00 € para o Sr. Marinho e igual montante para o Sr. Pinto.

confiar na justiça

MP acusa juízes do Tribunal da Relação de ultrapassarem as suas competências e de violarem a Constituição.

Sejamos claros: que confiança nos pode inspirar a justiça portuguesa quando juízes do Tribunal da Relação de Lisboa são publicamente acusados de incompetência pelo MP?

espiral de morte

A esquerda democrática (peço desculpa pela contradição de termos :-)  ) entrou numa espiral de morte


05 outubro 2015

perdeu ou ganhou?

A direita perdeu ou ganhou as eleições?
- Nem uma coisa nem outra porque não há direita em Portugal.

a chave

Portugal é o único país da Europa onde, depois de quatro anos de uma política terrível de austeridade, aqueles que a levaram a cabo conseguem voltar a vencer.
Henrique Monteiro

Comentário: Portugal é o único país da Europa com um ex-primeiro-ministro preso.

resumo

Em resumo, o resultado das eleições traduziu-se por uma penalização da coligação PSD/CDS (bem merecida) e por um reconhecimento de que o PS de António Costa não é alternativa válida de governo (certíssimo).
Os votos no BE e até no PAN são votos de protesto.

PAN na AR




o sucesso do capitalismo

O número de pobres, a nível global, não para de diminuir. Graças ao capitalismo, essa galinha dos ovos de ouro da pobreza.

04 outubro 2015

o copo meio-cheio

Vamos ver as coisas pela positiva.
Uma "coligação de esquerda" poderia acabar com o PS e até abrir espaço para um verdadeiro partido de direita.
:-)

Costa já foi V

Costa já foi IV

Costa já foi III

Costa já foi II

Costa já foi I

Comentário: Era útil que António Costa se demitisse hoje para desanuviar a situação política.

o que está a dar



Há dias perguntei à minha mais pequenita quais eram as bandas musicais mais populares. Respondeu-me:
- Ó papá, nós não seguimos bandas. Só músicas...
Fiquei a pensar nesta resposta, eu que sou do tempo dos Beatles e dos Rolling Stones. Hoje em dia, os jovens selecionam as músicas de que gostam e marimbam-se nos grupos musicais. Não são fãs incondicionais, como antigamente.
Para ter sucesso, um artista tem de estar nas "top charts". Não pode contar com a fidelização dos seus ouvintes.
Será que podemos transpor este fenómeno para outras áreas, nomeadamente para a política?
Penso que sim. Os partidos políticos, por exemplo, também já não podem contar com fãs incondicionais. Tudo depende do contexto e "das músicas" - das propostas que apresentam.
Os partidos (e as respectivas ideologias) morreram. O que está a dar agora são projectos exequíveis e concretos.
O facto de não haver grandes propostas, nas "top charts", torna a política enfadonha e afasta os eleitores. Em vêz de votar, vão clicar para outras bandas.

grande palerma

A Igreja Católica obriga os padres ao celibato. O padre polaco que protagonizou este lamentável episódio (ver foto) teria sido expulso mesmo que estivesse envolvido numa relação heterosexual e, portanto, a acusação de que a Igreja é homofóbica é estúpida.
Se a norma é o celibato e a abstinência sexual, não faz diferença que um padre seja hetero ou homo. É irrelevante.
Daí que o Sr. Pe. da foto não mereça qualquer consideração. É um exibicionista barato e um grande palerma. Do meu ponto de vista, não causou qualquer embaraço à Igreja, mas se eu fosse polaco ia ter vergonha deste compatriota.

02 outubro 2015

onde está o Pai?

Cada vez que há uma tragédia como esta que ocorreu em Oregon, eu pergunto-me: onde está o pai?

um "líder" sem tabus não é um líder...



... é um cata-vento. Vem isto a propósito destas declarações de António Costa:

‹‹Um governo de geometria variável que na hora de negociar, tanto pode virar-se à esquerda como à direita: negociará umas medidas com uns, outra com outros››.

à Guterres

Vou governar à Guterres
A.C.

segurança no trabalho

Tragédia de Oregon ocorreu num espaço livre de armas, onde até os seguranças estavam desarmados. Para o assasino foi um trabalho limpinho e seguro, só interrompido pela chegada da polícia, essa sim armada.
Como se diz, "in the old USA", quando as armas são proibidas só os criminosos andam armados.

01 outubro 2015

pior é possível

Tenho vindo a afirmar que não há diferenças significativas entre o PS e a coligação e que, portanto, a importância destas legislativas é muito relativa.
Embora esta afirmação continue verdadeira, para mim e como conservador, há outro fator importante: as pessoas. Os líderes fazem a diferença.
Ora, António Costa, não se soube impor como líder, nem sequer demonstrou capacidade para tal. No posto de comando, António Costa pode acelerar na direção de um icebergue, mais depressa do que o comandante do Titanic.
Pensemos nisto, por mais frustrados que nos tenha deixado o governo da coligação. Pior é possível.

o socialismo no seu melhor

Alemães despejados de casas sociais para dar lugar a migrantes.
Esta senhora vivia nesta casa há 23 anos.

El Cap