Os traficantes não são os únicos a explorar a crise. A imprensa mais séria aderiu à pornografia da morte e, sem pudor, vasculha as praias à procura de cadáveres para a fotografia. A esquerda radical manifesta-se para exigir portas abertas, convencida de que quanto mais “minorias”, mais próxima a implosão da “sociedade burguesa”. A direita nacionalista esfrega as mãos de contente, à espera de mobilizar os “nativos” contra a “invasão dos bárbaros”. E até o respeitável Economist sonha alto, apostando na imigração económica para fazer rebentar os códigos de trabalho. Enfim, não há quem não encare os migrantes como carne para o seu canhão — e pouco mais.
Rui Ramos
23 setembro 2015
um imbecil
Em Março deste ano, as acções da VW valiam cerca de 250,00 €. Ontem encerraram a 111,20 €.
O Sr. Martin Winterkorn é um engenheiro distinto, doutorado pelo Instituto Max-Planck em Física dos Metais.
Como gestor, porém, é um imbecil. Enganar os clientes e os reguladores é de uma burrice inqualificável. Não seria para isso que lhe pagavam 16 M€ por ano.
22 setembro 2015
a vir ou a ir?
O sexo pode provocar ataques cardíacos?
A minha resposta é que pode, mas só se for do bom.
Este estudo, que o Observador publica hoje, afirma o contrário, mas refere-se a uma amostra que compara o sexo a "um passeio rápido" ou a subir "dois lances de escadas".
Se o termo de comparação, porém, for um festim gastronómico com entradas, pratos de peixe e de carne, doces e fruta, tudo bem regado por vinhos e champanhe, claro que pode provocar um enfarte - no duplo sentido do termo :-)
Que o diga o ex-vice-presidente dos EUA, Nelson Rockefeller (71 anos) que faleceu nos braços da sua secretária (26 anos), e sobre quem a revista New Yorker escreveu: ‹‹Nelson thought he was coming but he was going››.
A minha resposta é que pode, mas só se for do bom.
Este estudo, que o Observador publica hoje, afirma o contrário, mas refere-se a uma amostra que compara o sexo a "um passeio rápido" ou a subir "dois lances de escadas".
Se o termo de comparação, porém, for um festim gastronómico com entradas, pratos de peixe e de carne, doces e fruta, tudo bem regado por vinhos e champanhe, claro que pode provocar um enfarte - no duplo sentido do termo :-)
Que o diga o ex-vice-presidente dos EUA, Nelson Rockefeller (71 anos) que faleceu nos braços da sua secretária (26 anos), e sobre quem a revista New Yorker escreveu: ‹‹Nelson thought he was coming but he was going››.
21 setembro 2015
a crise do capitalismo
Os meus dois últimos posts demonstram, de forma inequívoca, como os capitalistas estão a fazer o seu melhor para acabar com o capitalismo. Depois queixem-se.
delírio
Para já, o plano da Altice é simples, aplicar às empresas norte-americanas a mesma receita de cortes de custos usadas nas outras operadoras. “Não gosto de pagar salários. Pago o menos que posso”, afirmou Drahi, citado pela Variety.
Da junção entre a Suddenlink e a Cablevision (que se vão manter como estruturas independentes), há um potencial de poupanças de pelo menos 900 milhões de euros, diz a Altice. “O meu modelo é levar a ARPU [receita média mensal por cliente] dos Estados Unidos para a Europa e o nível de custos europeus para os Estados Unidos”, sintetizou Drahi, o terceiro homem mais rico de França.
Público
Comentário: É engraçado que os jornalistas publiquem este tipo de afirmações de forma totalmente acrítica. Todas as empresas pagam o mínimo que podem e dizer que ‹‹não gosto de pagar salários›› é patético. Por outro lado, aquilo a que Drahi chama ‹‹o meu modelo››, é puro delírio. Seria como um CEO, em Portugal, gabar-se de que pretendia o nível de custos de Marrocos e de receitas da Alemanha. Ninguém o levaria a sério.
Da junção entre a Suddenlink e a Cablevision (que se vão manter como estruturas independentes), há um potencial de poupanças de pelo menos 900 milhões de euros, diz a Altice. “O meu modelo é levar a ARPU [receita média mensal por cliente] dos Estados Unidos para a Europa e o nível de custos europeus para os Estados Unidos”, sintetizou Drahi, o terceiro homem mais rico de França.
Público
Comentário: É engraçado que os jornalistas publiquem este tipo de afirmações de forma totalmente acrítica. Todas as empresas pagam o mínimo que podem e dizer que ‹‹não gosto de pagar salários›› é patético. Por outro lado, aquilo a que Drahi chama ‹‹o meu modelo››, é puro delírio. Seria como um CEO, em Portugal, gabar-se de que pretendia o nível de custos de Marrocos e de receitas da Alemanha. Ninguém o levaria a sério.
20 setembro 2015
VW vigariza reguladores e clientes
Volkswagen could face $18 billion penalties from EPA
Volkswagen AG (VOWG_p.DE) faces penalties up to $18 billion after being accused of designing software for diesel cars that deceives regulators measuring toxic emissions, the U.S. Environmental Protection Agency said on Friday."Put simply, these cars contained software that turns off emissions controls when driving normally and turns them on when the car is undergoing an emissions test," Cynthia Giles, an enforcement officer at the EPA, told reporters in a teleconference.
Volkswagen can face civil penalties of $37,500 for each vehicle not in compliance with federal clean air rules. There are 482,000 four-cylinder VW and Audi diesel cars sold since 2008 involved in the allegations. If each car involved is found to be in noncompliance, the penalty could be $18 billion, an EPA official confirmed on the teleconference.
Costa já foi
Na sua crónica de hoje, VPV, chama a Costa o maior ‹‹cacique da cena política portuguesa desde a I República››.
Porquê?
Porque Costa afirmou que se perdesse as eleições, o PS não viabilizaria o Orçamento de Estado.
Só que, e aqui é que está o busílis da questão, se perder as eleições Costa ‹‹não conseguirá aguentar uma hora como secretário-geral›› e, portanto, a afirmação referente ao OE é apenas retórica.
Se o PS perder as eleições, como o VPV já intuiu, António Costa apresentará a demissão no dia das eleições.
Aliás, o insulto de VPV a Costa apenas revela que a intelligentsia considera que o Sr. Costa já foi.
Porquê?
Porque Costa afirmou que se perdesse as eleições, o PS não viabilizaria o Orçamento de Estado.
Só que, e aqui é que está o busílis da questão, se perder as eleições Costa ‹‹não conseguirá aguentar uma hora como secretário-geral›› e, portanto, a afirmação referente ao OE é apenas retórica.
Se o PS perder as eleições, como o VPV já intuiu, António Costa apresentará a demissão no dia das eleições.
Aliás, o insulto de VPV a Costa apenas revela que a intelligentsia considera que o Sr. Costa já foi.
a anunciação
Gosto de ler os artigos do Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada e já aqui, no PC, o tenho citado. Hoje, porém, discordo absolutamente da sua condenação moral da Joana Amaral Dias.
As suas fotografias não nos atacam, nem são brutais, nem incomodam nehum ser humano mentalmente saudável. Apenas são um recurso publicitário barato e de mau gosto, mas o mau gosto não é imoral.
A moral, deixem-me recordar, trata do Bem e do Mal. Ora, pergunto eu, que mal pode advir ao mundo destas fotos? Nehum!
Não deve haver vergonha no corpo humano, nem na sua exibição pública. Muito menos durante a gravidez, que é "uma graça divina". A JAD não ofendeu ninguém e, pelo contrário, pode inspirar muitas outras mulheres a buscarem a alegria de lhes ser anunciada a presença de um filho nos seus ventres. O que é um Bem, não é um Mal.
As suas fotografias não nos atacam, nem são brutais, nem incomodam nehum ser humano mentalmente saudável. Apenas são um recurso publicitário barato e de mau gosto, mas o mau gosto não é imoral.
A moral, deixem-me recordar, trata do Bem e do Mal. Ora, pergunto eu, que mal pode advir ao mundo destas fotos? Nehum!
Não deve haver vergonha no corpo humano, nem na sua exibição pública. Muito menos durante a gravidez, que é "uma graça divina". A JAD não ofendeu ninguém e, pelo contrário, pode inspirar muitas outras mulheres a buscarem a alegria de lhes ser anunciada a presença de um filho nos seus ventres. O que é um Bem, não é um Mal.
19 setembro 2015
raposadas
O Henrique Raposo já nos habituou a tanta bacorada que já podemos falar de "raposadas"
Última
Os europeus de leste são racistas e parolos.
Memoráveis
Os alemães sofrem de ‹‹um grau doentio de ordnung››, são pessoas ‹‹tão racionais que acabam na irracionalidade››.
Top
As polacas são putas (esta mereceu puxão de orelhas da Embaixada da Polónia).
Última
Os europeus de leste são racistas e parolos.
Memoráveis
Os alemães sofrem de ‹‹um grau doentio de ordnung››, são pessoas ‹‹tão racionais que acabam na irracionalidade››.
Top
As polacas são putas (esta mereceu puxão de orelhas da Embaixada da Polónia).
para o Francisco
Just two charts I would ask the pope to look at.
1.) Human progress: The amount of people, life expectancy and global personal GDP. These “hockey sticks” show that, since the advent of fossil fuels, the human condition has improved immensely.
2.) The factual record of CO2 and temperature in the geological history of the earth.
There is no apparent linkage, so why is CO2 suddenly the climate control knob when there were years with higher CO2 and lower temperatures?
I won’t go any further except to say I can’t believe his excellency, if exposed to this, would not at the very least question the positions he has adopted. It is my hope while he is here that he at least glances at other information such as this.
Joe Bastardi is chief forecaster at WeatherBELL Analytics, a meteorological consulting firm.
© Copyright 2015 The Patriot Post
1.) Human progress: The amount of people, life expectancy and global personal GDP. These “hockey sticks” show that, since the advent of fossil fuels, the human condition has improved immensely.
2.) The factual record of CO2 and temperature in the geological history of the earth.
There is no apparent linkage, so why is CO2 suddenly the climate control knob when there were years with higher CO2 and lower temperatures?
I won’t go any further except to say I can’t believe his excellency, if exposed to this, would not at the very least question the positions he has adopted. It is my hope while he is here that he at least glances at other information such as this.
Joe Bastardi is chief forecaster at WeatherBELL Analytics, a meteorological consulting firm.
© Copyright 2015 The Patriot Post
segurança e liberdade
Os seres
humanos necessitam de dois valores fundamentais, de segurança e de liberdade.
Infelizmente, em nenhuma altura da história e em nenhum lugar do planeta, nunca
alguém descobriu a fórmula de ouro que equilibre estes dois valores.
Infelizmente porque segurança sem liberdade é escravatura e liberdade sem
segurança é o caos. Qual será o ponto de equilíbrio?
Zygmut Bauman
Comentário: Retirei esta citação deste vídeo.
O erro deste filósofo é que não há nenhuma
fórmula de ouro para determinar o ponto de equilíbrio entre a segurança e a
liberdade, nem deve, nem pode haver. Assim somos mais flexíveis.
Privilegiamos a segurança quando há grandes
riscos e a liberdade quando há paz e abundância.
Com mais flexibilidade a nossa espécie pode ter mais sucesso.
18 setembro 2015
2nd take
Uma das grandes preocupações dos europeus,
relativamente aos refugiados do Médio Oriente, é que estes não se integrem na
nossa cultura, não respeitem os nossos valores e que, pelo contrário, se mantenham
leais a entidades externas.
Vejam o exemplo da “fatwa” do Ayatollah
Khomeini sobre a cabeça do Sr. Rushdie, ordenando que os crentes islâmicos
assassinassem o escritor. Perante uma situação destas, para onde penderá a
lealdade dos que buscam refúgio “em nossa casa”? A pergunta tem todo o
cabimento.
Para esclarecer (reparem que não disse
resolver) esta situação, eu sugiro que todos os migrantes que busquem refúgio
na Europa sejam obrigados a “Jurar Lealdade” ao Estado que os recebe e à UE.
O texto do chamado “Oath of Allegiance”, que
os EUA exigem aos imigrantes que pretendem ser norte-americanos, pode servir de
modelo:
I hereby declare, on oath, that I absolutely
and entirely renounce and abjure all allegiance and fidelity to any foreign
prince, potentate, state, or sovereignty of whom or which I have heretofore
been a subject or citizen; that I will support and defend the Constitution and
laws of the United States of America against all enemies, foreign and domestic;
that I will bear true faith and allegiance to the same; that I will bear arms
on behalf of the United States when required by the law; that I will perform
noncombatant service in the Armed Forces of the United States when required by
the law; that I will perform work of national importance under civilian
direction when required by the law; and that I take this obligation freely
without any mental reservation or purpose of evasion; so help me God.
A violação deste
compromisso deve determinar o repatriamento imediato do refugiado para o seu país
de origem.
17 setembro 2015
1st take
É necessário encontrar soluções práticas para
o problema dos refugiados. Neste momento eles são apenas uma arma de arremesso
político e um escape para o sentimentalismo barato à Facebook, Público, e Observador.
Um primeiro passo tem de passar pela criação
de um fundo europeu suficientemente robusto para lidar com uma crise desta
dimensão. Estaremos a falar de números da ordem dos 15 a 20 MM€ por ano, nos
próximos anos.
Este fundo deveria ser financiado por todos os
países da UE, em proporção dos seus PIB’s.
Os países que recebessem os refugiados, seriam
financiados desse fundo. Estou a pensar em 15 a 20.000,00 Euros por pessoa, por
um período de 10 a 20 anos.
Se Portugal recebesse 100.000 refugiados,
teria fundos da UE na ordem de 1.500 a 2.000 M€/ ano. Esta verba financiaria a
educação, a saúde e segurança social, destas pessoas.
Em simultâneo, os países com dificuldades
económicas poderiam renegociar a sua dívida com a UE. Por exemplo, não
pagar juros de 50% da dívida durante 20 anos. Estou a pensar nos PIGS.
Por fim, a UE interviria na Síria, juntamente com os EUA, a Rússia e a China, para estancar
a guerra civil. Esta intervenção teria vertentes humanitárias, diplomáticas e militares.
Eis a minha primeira reflexão sobre esta crise, "my 1st take".
temos melhores condições
Portugal tem melhores condições culturais para receber os sírios do que a Alemanha. Submeto, em abono desta afirmação, dois quadros retirados do site do Hostede. É evidente que temos melhores condições porque eles são muito mais parecidos connosco do que com os alemães.
je suis Rahf
Uma imagem que pode ofender a dignidade islâmica. Espero que o Observador, no seu piedoso afã, não vá por aí.
é desta gente que precisamos
Nem a guerra os impede de procriar.
Quero agradecer ao Observador a publicação desta piedosa imagem e a coragem de responsabilizar os europeus pela desgraça dos sírios.
Abram as fronteiras à Rahf, a bébé síria de 4 dias de vida.
Quero agradecer ao Observador a publicação desta piedosa imagem e a coragem de responsabilizar os europeus pela desgraça dos sírios.
Abram as fronteiras à Rahf, a bébé síria de 4 dias de vida.
16 setembro 2015
manda vir novos
- Os meus escravos estão velhos e já não se reproduzem em quantidade suficiente para manter a força de trabalho - disse a Angela com convicção.
- Temos de mandar vir escravos novos, com mais força na verga - comentou o Viktor.
- Temos de mandar vir escravos novos, com mais força na verga - comentou o Viktor.
iguais ou diferentes?
Os migrantes que assolam as nossas fronteiras, aos milhares, são pessoas como nós ou são diferentes? Permitam-me que coloque esta pergunta, de forma retórica, para esclarecer este (ver aqui) tipo de argumentos.
1. São pessoas como nós
Neste caso podemos prever que quando se instalarem na Europa irão adoptar os nossos princípios e, portanto, irão deixar de se reproduzir à bárbara.
2. São pessoas diferentes de nós, pela genética e pela cultura, e nunca irão adoptar os nossos princípios.
Neste caso a sua vinda augura o fim da nossa cultura e devemos travá-la.
1. São pessoas como nós
Neste caso podemos prever que quando se instalarem na Europa irão adoptar os nossos princípios e, portanto, irão deixar de se reproduzir à bárbara.
2. São pessoas diferentes de nós, pela genética e pela cultura, e nunca irão adoptar os nossos princípios.
Neste caso a sua vinda augura o fim da nossa cultura e devemos travá-la.
suicídio ou homicídio
A Europa está a envelhecer e precisa da imigração para contrariar o “suicídio demográfico” em curso e para manter a sua força de trabalho, defende o vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Vitor Constâncio.
Comentário: Ó Constâncio... não é um suicídio, é um homicídio. São as políticas socialistas que matam a reprodução.
Comentário: Ó Constâncio... não é um suicídio, é um homicídio. São as políticas socialistas que matam a reprodução.
15 setembro 2015
o erro de Francisco
O papa afirmou esta segunda-feira que a crise dos refugiados na Europa é "a ponta do icebergue", criada por "um sistema sócioeconómico mau e injusto".
Em entrevista à Rádio Renascença, em Roma, Francisco considerou que o problema está no foco da sociedade que deixou de ser a pessoa e passou a ser o dinheiro.
"Estes refugiados fogem da guerra, da fome, mas essa é a ponta do icebergue. Por baixo está a causa e a causa é um sistema sócioeconómico mau e injusto, porque dentro de um sistema económico, dentro de tudo, dentro do mundo – falando do problema ecológico –, dentro da sociedade socioeconómica, dentro da política, o centro tem de ser sempre a pessoa”, disse o papa, lembrando que 17% da população mundial detém 80% das riquezas.
Francisco
Comentário: Os chamados "problemas sociais" nunca são culpa da ‹‹sociedade*››, são das pessoas. Porque são as pessoas que fazem a sociedade e não o contrário.
*A sociedade não existe - Margaret Thatcher
Em entrevista à Rádio Renascença, em Roma, Francisco considerou que o problema está no foco da sociedade que deixou de ser a pessoa e passou a ser o dinheiro.
"Estes refugiados fogem da guerra, da fome, mas essa é a ponta do icebergue. Por baixo está a causa e a causa é um sistema sócioeconómico mau e injusto, porque dentro de um sistema económico, dentro de tudo, dentro do mundo – falando do problema ecológico –, dentro da sociedade socioeconómica, dentro da política, o centro tem de ser sempre a pessoa”, disse o papa, lembrando que 17% da população mundial detém 80% das riquezas.
Francisco
Comentário: Os chamados "problemas sociais" nunca são culpa da ‹‹sociedade*››, são das pessoas. Porque são as pessoas que fazem a sociedade e não o contrário.
*A sociedade não existe - Margaret Thatcher
o bom aluno
António Costa assumiu o papel de bom aluno da Srª Angela Merkel, que vê nos refugiados sírios a solução final para o problema demográfico europeu:
O socialista sustentou mesmo que Portugal tinha a “obrigação, o interesse e oportunidade de o fazer”, explicando porquê: “Acho que um país como Portugal devia ser exemplar, em nome da sua história, mas também por termos um problema demográfico sério que não se resolve só com políticas de natalidade activas.” Para o candidato do PS, o acolhimento de refugiados era uma “oportunidade para o desenvolvimento dos países” e rematou dizendo que era por isso mesmo que a “Alemanha tem olhado com muita atenção” para o assunto.
Público
Comentário: Como há dezenas de milhares de jovens emigrantes portugueses, a solução de Costa, na realidade, corresponde a substituir a população nativa por imigrantes. Imigrantes que são menos aptos e preparados do que os nossos emigrantes.
O socialista sustentou mesmo que Portugal tinha a “obrigação, o interesse e oportunidade de o fazer”, explicando porquê: “Acho que um país como Portugal devia ser exemplar, em nome da sua história, mas também por termos um problema demográfico sério que não se resolve só com políticas de natalidade activas.” Para o candidato do PS, o acolhimento de refugiados era uma “oportunidade para o desenvolvimento dos países” e rematou dizendo que era por isso mesmo que a “Alemanha tem olhado com muita atenção” para o assunto.
Público
Comentário: Como há dezenas de milhares de jovens emigrantes portugueses, a solução de Costa, na realidade, corresponde a substituir a população nativa por imigrantes. Imigrantes que são menos aptos e preparados do que os nossos emigrantes.
14 setembro 2015
13 setembro 2015
Berlim 2015
Roma 476
Bárbaro é puro; é sangue novo e forte;
É o ruivo e brutal que retempera
A decadência doiro; é primavera
No outono hipnótico da morte.
Quando a taça mais vinho não comporte
E trema já a mão que o invertera,
O bárbaro impulso que lhe altera
O equilíbrio é ruivo e vem do norte
Oh! Nós, os para quem andam contados
Os dias viciosos, requintados!
Que chovam, triunfais, pétalas, cravos,
Como quem peça a derradeira orgia!
Pois antes que, talvez, renasça o dia,
Do norte venha quem nos faça escravos.
Poema de Reinaldo Ferreira
Os "bárbaros" que hoje invadem Berlim não são ruivos nem vêm do Norte. São morenos e vêm do Levante.
Bárbaro é puro; é sangue novo e forte;
É o ruivo e brutal que retempera
A decadência doiro; é primavera
No outono hipnótico da morte.
Quando a taça mais vinho não comporte
E trema já a mão que o invertera,
O bárbaro impulso que lhe altera
O equilíbrio é ruivo e vem do norte
Oh! Nós, os para quem andam contados
Os dias viciosos, requintados!
Que chovam, triunfais, pétalas, cravos,
Como quem peça a derradeira orgia!
Pois antes que, talvez, renasça o dia,
Do norte venha quem nos faça escravos.
Poema de Reinaldo Ferreira
Os "bárbaros" que hoje invadem Berlim não são ruivos nem vêm do Norte. São morenos e vêm do Levante.
o fim do trabalhismo
Labour is closing down – and voluntarily relinquishing the arena where
the important matters of a modern democracy are up for discussion. How
should we regulate free markets? How can public services be delivered
most fairly and efficiently? What is the proper role of government
intervention? Instead of dealing with these questions in ways that most
adults know they must be addressed, Labour will be pushed into
presenting a prospectus of state control, punitive taxation and a
command economy which would scarcely appeal to anyone outside the
zealous enclaves of the far Left.
Telegraph
Telegraph
12 setembro 2015
o nosso modo de vida
-
Quem são os europeus?
Uma cambada de velhos, cobardes, impotentes e
debochados. Preguiçosos, incultos e amorais. Sem respeito algum pelos princípios
ancestrais que nos deviam governar.
A acentuação destas características, inevitavelmente,
só pode abrir a porta a invasões por hordas de bárbaros.
São mais jovens do que nós, reproduzem-se, têm
fé no futuro, e estão dispostos a arriscar tudo.
Precisamos deles, mas é óbvio que vão pôr fim
ao nosso modo de vida.
emotibooks
EMOTIBOOKS - Neologismo
Mídia e redes sociais especializados na exploração das emoções e dos sentimentos da populaça. Operam substituindo o racionalismo pelo emocionalismo (Ayn Rand) e pelo imediatismo. Não contextualizam os problemas, não analisam as consequências, não avaliam os riscos. Misturam alhos com bugalhos, corrompem a linguagem, e chegam a mentir descaradamente.
Para quê? Para conquistarem "apoios por impulso", acenos de cabeça, palmas e "likes".
Em Portugal, todos os canais de TV, todas as rádios noticiosas, e todos os jornais de grande circulação, são EMOTIBOOKS. São lixo tóxico.
Mídia e redes sociais especializados na exploração das emoções e dos sentimentos da populaça. Operam substituindo o racionalismo pelo emocionalismo (Ayn Rand) e pelo imediatismo. Não contextualizam os problemas, não analisam as consequências, não avaliam os riscos. Misturam alhos com bugalhos, corrompem a linguagem, e chegam a mentir descaradamente.
Para quê? Para conquistarem "apoios por impulso", acenos de cabeça, palmas e "likes".
Em Portugal, todos os canais de TV, todas as rádios noticiosas, e todos os jornais de grande circulação, são EMOTIBOOKS. São lixo tóxico.
mas as crianças, Senhor, porque lhes dais tanta dor?
No pós-guerra, muitas famílias portuguesas acolheram órfãos que ‹‹circandavam pelas ruas a caçar ratazanas›› - Henrique Raposo, hoje no Expresso - num acto de compaixão ‹‹que teve como palco um Portugal muitíssimo mais pobre do que o atual››. ‹‹Temos o dever de o repetir››.
Concordo, genericamente, com esta afirmação. Eu estou disposto a receber, em minha casa, órfãos de guerra e julgo que muito portugueses estarão dispostos ao mesmo. Ajudarei na medida das minhas possibilidades e dar-lhes-ei a mesma educação católica que dei às minhas filhas.
Não tenho porém condições para alojar e manter famílias inteiras. Dar guarida a órfãos, não é o mesmo que abrir as portas do país a dezenas de milhares de migrantes. O Henrique Raposo sabe disso, mas não se importa de fazer demagogia barata. É a vida.
Concordo, genericamente, com esta afirmação. Eu estou disposto a receber, em minha casa, órfãos de guerra e julgo que muito portugueses estarão dispostos ao mesmo. Ajudarei na medida das minhas possibilidades e dar-lhes-ei a mesma educação católica que dei às minhas filhas.
Não tenho porém condições para alojar e manter famílias inteiras. Dar guarida a órfãos, não é o mesmo que abrir as portas do país a dezenas de milhares de migrantes. O Henrique Raposo sabe disso, mas não se importa de fazer demagogia barata. É a vida.
guerras e migrações
Europeus que imigraram para os EUA entre 1941 e 1950
Alemães - 226.000
Ingleses - 139.000
Italianos - 57.000
Comentários: Estes números não têm qualquer relação com as migrações actuais para a Europa
Alemães - 226.000
Ingleses - 139.000
Italianos - 57.000
Comentários: Estes números não têm qualquer relação com as migrações actuais para a Europa
11 setembro 2015
A Hungria
A Hungria tem funcionado, até agora e contra as regras europeias, como uma auto-estrada entre a Sérvia e a Áustria para os imigrantes ilegais. Sabendo que os imigrantes não tinham a Hungria como destino final, a Hungria não só abria as fronteiras como chegava a pagar bilhetes de comboio para que os imigrantes atravessassem o país mais depressa. Para a Hungria, e para o seu governo conservador, este esquema funcionava bem: não arranjava problemas em casa e não tinha grande despesa em segurança ou para defender a fronteira. Porquê a mudança recente? Certamente, não foi por vontade dos líderes húngaros.
A Jordânia e a Turquia recebem centenas de milhares de refugiados enquanto os países europeus não recebem nenhum
Há neste tipo de comentários uma tremenda falácia. Na Europa jamais se aceitaria ter refugiados a viver nas condições em que vivem os refugiados sírios na Turquia ou na Jordânia. Ter centenas de milhares de pessoas a viver naquelas condições seria um suicídio político para qualquer líder da União Europeia. É este nível de exigência da opinião pública que torna impossível a qualquer país europeu receber tantos refugiados como a Turquia
politics 101
The Costa Corbyn: how the Labour leadership affects your life
Even a politician who never gets elected or holds power can make a difference to voters' everyday life
10 setembro 2015
quem ganhou o debate?
- Quem ganhou o debate?
- Quem tu quiseres.
Se eu fosse comentador de televisão/ pré-candidato a PR, quereria que ganhasse o debate o candidato do partido da oposição ao meu. E quereria ser o primeiro a declará-lo publicamente, para beneficiar da boa-vontade dos eleitores desse partido na futura eleição presidencial. Por outro lado poderia ainda, como bónus, conquistar uma aura de independência que faz sempre jeito a um pré-candidato.
Afirmada a vitória de um candidato, por um líder de opinião, o mais natural é que 30 a 40% das pessoas concordem, mesmo que sem convicção. E eu julgo que esta percentagem será maior entre os pânditas.
Quem viu o debate sabe que não houve golos e, portanto, a chamada "vitória moral" pode ser atribuída a qualquer um dos dois contendores.
- Quem ganhou o debate?
- Quem é que te convém que tenha ganho?
- Quem tu quiseres.
Se eu fosse comentador de televisão/ pré-candidato a PR, quereria que ganhasse o debate o candidato do partido da oposição ao meu. E quereria ser o primeiro a declará-lo publicamente, para beneficiar da boa-vontade dos eleitores desse partido na futura eleição presidencial. Por outro lado poderia ainda, como bónus, conquistar uma aura de independência que faz sempre jeito a um pré-candidato.
Afirmada a vitória de um candidato, por um líder de opinião, o mais natural é que 30 a 40% das pessoas concordem, mesmo que sem convicção. E eu julgo que esta percentagem será maior entre os pânditas.
Quem viu o debate sabe que não houve golos e, portanto, a chamada "vitória moral" pode ser atribuída a qualquer um dos dois contendores.
- Quem ganhou o debate?
- Quem é que te convém que tenha ganho?
natureza humana II
Há dias, ao ler este post do CGP, pensei: ‹‹que palavreado tão romântico e utópico››. A conclusão de que pode ser um bom ponto de partida para qualquer discussão sobre a imigração para a Europa é sedutora. Infelizmente, as utopias nunca são um bom ponto de partida para nada. Pensei nisto ao ver a reação dos passageiros do voo da BA que sofreu um acidente em Las Vegas.
O melhor ponto de partida para qualquer discussão, sobre qualquer assunto, é a natureza humana. Não é nunca aquilo que nós gostaríamos que fosse o comportamento humano. Um Homem a morrer afogado é um Homem, sem dúvida. Mas a nossa decisão de o tentar salvar depende de múltiplos fatores, desde logo dos riscos que estamos dispostos a correr.
É sempre útil uma certa dose de realismo, seja para escapar de um avião em chamas ou para salvar um náufrago.
O melhor ponto de partida para qualquer discussão, sobre qualquer assunto, é a natureza humana. Não é nunca aquilo que nós gostaríamos que fosse o comportamento humano. Um Homem a morrer afogado é um Homem, sem dúvida. Mas a nossa decisão de o tentar salvar depende de múltiplos fatores, desde logo dos riscos que estamos dispostos a correr.
É sempre útil uma certa dose de realismo, seja para escapar de um avião em chamas ou para salvar um náufrago.
a natureza humana
“Move quickly to the closest usable exit, taking nothing with you.” Yet here again are images of passengers trundling suitcases and carrying hand luggage across the runway, after evacuating a British Airways aircraft that caught fire before take-off at Las Vegas.
FT
MailOnline
FT
MailOnline
chique ou galdéria?
So what's the line between chic and cheeky? Sheer and braless should probably remain on the runways — unless you are a young Jane Birkin.
Qual é a diferença entre chique e galdéria? As mamas ao léu, provavelmente, devem ficar reservadas apenas para os desfiles de moda.
09 setembro 2015
what a joke
A responsável (Merkel) avisou, no entanto, que os refugiados têm de obedecer às leis alemãs e defendeu junto da comunidade que é preciso que os recém-chegados devem ser integrados na sociedade.
"Temos de tornar claro quais são as regras que se aplicam, e não devemos simplesmente assistir a que certas comunidades fiquem isoladas, rejeitem a integração e criem sociedades paralelas"
"Temos de tornar claro quais são as regras que se aplicam, e não devemos simplesmente assistir a que certas comunidades fiquem isoladas, rejeitem a integração e criem sociedades paralelas"
os valores que nos distinguem dos animais, vistos da Ponta do Sol
O presidente do Governo regional da Madeira está “chocado” com os comentários “xenófobos” e “imbecis” que estão a ser feitos nas redes sociais contra o acolhimento de refugiados no arquipélago.
“Não é admissível que uma região como a Madeira, com uma tradição de emigração, tenha qualquer hesitação perante aquela que é uma obrigação da humanidade”, sublinhou, argumentando com a situação de guerra, fome e desespero que atinge os países de origem dos refugiados que estão a chegar à Europa.
A questão, disse Albuquerque, não é se existe muito ou pouco desemprego na Madeira. Nem se será necessário repartir os subsídios de apoio social. “É uma questão de valores. Se perdermos os valores que nos distinguem de outros animais, tudo está perdido.”
Comentário: É um erro muito grave insultar as pessoas que se opõem ao acolhimento de refugiados. Especialmente numa ilha falida.
“Não é admissível que uma região como a Madeira, com uma tradição de emigração, tenha qualquer hesitação perante aquela que é uma obrigação da humanidade”, sublinhou, argumentando com a situação de guerra, fome e desespero que atinge os países de origem dos refugiados que estão a chegar à Europa.
A questão, disse Albuquerque, não é se existe muito ou pouco desemprego na Madeira. Nem se será necessário repartir os subsídios de apoio social. “É uma questão de valores. Se perdermos os valores que nos distinguem de outros animais, tudo está perdido.”
Comentário: É um erro muito grave insultar as pessoas que se opõem ao acolhimento de refugiados. Especialmente numa ilha falida.
08 setembro 2015
os ricos não têm coração
Que obrigação têm os 200.000 italianos mais ricos de contribuir com 15.000,00 € cada um para a ACNUR, como pediu António Guterres?
Depois de contribuirem com 43% em IRS, 27,5% em IRC e 22% em IVA (fora todos os outros impostos e taxas), não têm obrigação nenhuma. O governo italiano que contribua por eles.
António Guterres podia ter pedido 100,00 € a cada italiano e teria duplicado o montante final, mas isso não teria o mesmo efeito mediático.
Ao estender a mão ao ricos, Guterres está apenas a fazer demagogia e a desenterrar o fantasma da luta de classes. Os ricos que não corresponderem ao seu apêlo, suspeito que quase todos, serão vistos como pessoas más e sem coração.
Depois de contribuirem com 43% em IRS, 27,5% em IRC e 22% em IVA (fora todos os outros impostos e taxas), não têm obrigação nenhuma. O governo italiano que contribua por eles.
António Guterres podia ter pedido 100,00 € a cada italiano e teria duplicado o montante final, mas isso não teria o mesmo efeito mediático.
Ao estender a mão ao ricos, Guterres está apenas a fazer demagogia e a desenterrar o fantasma da luta de classes. Os ricos que não corresponderem ao seu apêlo, suspeito que quase todos, serão vistos como pessoas más e sem coração.
sangue
Estou muito preocupado, não por mim, mas pelos meus netos. Escrevi-o há 30 anos: o que se passa no mundo não é um fenómeno de imigração, mas de migração. A migração produz a cor da Europa. Quem aceitar esta ideia, muito bem. Quem não a aceitar, pode ir suicidar-se. A Europa irá mudar de cor, tal como os Estados Unidos. E isto é um processo que demorará muito tempo e custará imenso sangue. A migração dos alemães bárbaros para o Império Romano, que produziu os novos países da Europa, levou vários séculos. Portanto, vai acontecer algo terrível antes de se encontrar um novo equilíbrio.
Umberto Eco, ao Expresso
Umberto Eco, ao Expresso
07 setembro 2015
Merkel
La reunión celebrada ayer en la Cancillería de Berlín fue una de las más tensas que se recuerdan entre los tres socios que gobiernan Alemania. Los socialcristianos bávaros de la CSU —partido hermano, pero independiente, de los democristianos de la CDU— arremetieron antes del encuentro contra la canciller, Angela Merkel, por permitir en la noche del viernes el paso de miles de refugiados que se agolpaban en Hungría. El sector más conservador de la CDU tampoco ve con buenos ojos una decisión que, creen, puede tener efecto llamada. Apoyan a la canciller la gran mayoría de su partido y los socialdemócratas del SPD.
El País
Comentário: A grande líder começa a ser criticada pela sua posição relativamente aos refugiados. Merkel tem de forçar os parceiros da UE a receber mais imigrantes, para passar a mensagem de que é tudo uma questão humanitária.
El País
Comentário: A grande líder começa a ser criticada pela sua posição relativamente aos refugiados. Merkel tem de forçar os parceiros da UE a receber mais imigrantes, para passar a mensagem de que é tudo uma questão humanitária.
Sócrates
Não é aceitável que um político, usando o poder dos cargos que desempenha ou a influência de que dispõe no meio judicial, tente interferir no processo de Sócrates. Mas desde quando é que discutir as dimensões políticas de um caso é interferir na justiça? A justiça é, por acaso, uma forma de censura?
Veremos se a acusação consegue ou não provar em tribunal que Sócrates cometeu os crimes de que é suspeito. Mas há um facto que já foi admitido por Sócrates e pelos seus coarguidos: durante anos, José Sócrates recebeu secretamente dinheiro de Carlos Santos Silva. A defesa de Sócrates trata isto como um assunto privado, uma relação entre amigos. Mas Sócrates foi secretário-geral do Partido Socialista e primeiro-ministro de Portugal, e Carlos Santos Silva foi administrador do Grupo Lena. Ou seja, Portugal teve um primeiro-ministro e o PS um secretário-geral cujas despesas eram pagas ocultamente pelo administrador de uma empresa com negócios com o Estado. Isto pode ser uma questão judicial, se esse dinheiro tiver tido origem em actos de corrupção, mas deveria ser sempre, e em qualquer caso, uma questão política, para ser discutida politicamente. Noutros países, não seria normal nem aceitável. E aqui? Que diz o PS? Que dizem os outros partidos? Acham isto aceitável? Mais: acham isto normal? E se todos acham isto aceitável e normal, que devemos nós, os cidadãos, pensar de tudo isto – e deles?
Rui Ramos
Veremos se a acusação consegue ou não provar em tribunal que Sócrates cometeu os crimes de que é suspeito. Mas há um facto que já foi admitido por Sócrates e pelos seus coarguidos: durante anos, José Sócrates recebeu secretamente dinheiro de Carlos Santos Silva. A defesa de Sócrates trata isto como um assunto privado, uma relação entre amigos. Mas Sócrates foi secretário-geral do Partido Socialista e primeiro-ministro de Portugal, e Carlos Santos Silva foi administrador do Grupo Lena. Ou seja, Portugal teve um primeiro-ministro e o PS um secretário-geral cujas despesas eram pagas ocultamente pelo administrador de uma empresa com negócios com o Estado. Isto pode ser uma questão judicial, se esse dinheiro tiver tido origem em actos de corrupção, mas deveria ser sempre, e em qualquer caso, uma questão política, para ser discutida politicamente. Noutros países, não seria normal nem aceitável. E aqui? Que diz o PS? Que dizem os outros partidos? Acham isto aceitável? Mais: acham isto normal? E se todos acham isto aceitável e normal, que devemos nós, os cidadãos, pensar de tudo isto – e deles?
Rui Ramos
06 setembro 2015
ninguém sabe
Nas próximas décadas a Alemanha vai precisar de cerca de 16 milhões de trabalhadores, devido ao envelhecimento da população e à baixa taxa de natalidade.
Isto dizem os especialistas, em quem a Srª. Merkel, obviamente, acredita, ao abrir a porta a 800.000 imigrantes (ao que dizem).
Claro está que os alemães são pessoas de boas contas e quem sou eu para duvidar, mas a verdade é que duvido, e muito. Todas estas contas e continhas baseiam-se em cenários previsíveis, quando a "Acção Humana" é por natureza imprevisível.
A informática, a inteligência artificial e a robótica, podem vir a dispensar trabalhadores aos milhares e, em 2050, a Alemanha pode fazer mais com 29 milhões de trabalhadores do que atualmente com com 45 milhões. Quem sabe?
Nesse caso, o que fariam os verdadeiros e puros alemães aos milhões de desempregados que entretanto foram para lá "dar cabo da raça germânica".
Não me vou pôr aqui a especular mas, olhando para o passado recente, não tenho qualquer dúvida que seriam muitas as vozes a propor soluções definitivas. Já o fizeram e há bem pouco tempo.
Isto dizem os especialistas, em quem a Srª. Merkel, obviamente, acredita, ao abrir a porta a 800.000 imigrantes (ao que dizem).
Claro está que os alemães são pessoas de boas contas e quem sou eu para duvidar, mas a verdade é que duvido, e muito. Todas estas contas e continhas baseiam-se em cenários previsíveis, quando a "Acção Humana" é por natureza imprevisível.
A informática, a inteligência artificial e a robótica, podem vir a dispensar trabalhadores aos milhares e, em 2050, a Alemanha pode fazer mais com 29 milhões de trabalhadores do que atualmente com com 45 milhões. Quem sabe?
Nesse caso, o que fariam os verdadeiros e puros alemães aos milhões de desempregados que entretanto foram para lá "dar cabo da raça germânica".
Não me vou pôr aqui a especular mas, olhando para o passado recente, não tenho qualquer dúvida que seriam muitas as vozes a propor soluções definitivas. Já o fizeram e há bem pouco tempo.
grande líder ou grande oportunista?
Berlin has won
plaudits for seizing the moral high ground and opening its doors
unconditionally to Syrian refugees but Austria and Hungary attacked it on
Tuesday for stoking chaos at their railway stations, on their roads and at
their borders as thousands of people seek transit to Germany.
The German chancellor,
Angela Merkel, rejected the criticism and stepped up her campaign to pressure
reluctant EU partners into relieving the load on Germany and taking
part in a more equitable system of sharing refugees across the EU.
“We must push through
uniform European asylum policies,” she said. With Germany expecting to process
800,000 asylum applications this year – more than four times the figure
for 2014 and more than the rest of the EU combined – Merkel insisted that there
had to be a fairer distribution. “The criteria must be discussed,” she said.
On the basis of
several different possible scenarios, the migration researchers calculate that
by 2050, Germany will need a net average of between 276,000 and 491,000
immigrants per year from non-EU countries.
Comentário: Nas últimas semanas tenho assistido atónito à
beatificação da Angela Merkel, que passou "de besta a bestial" à
velocidade da luz.
Nunca fui um grande
admirador, ou crítico, da Srª. e, portanto, tenho um certo distanciamento para
formular o meu próprio juízo. A Alemanha necessita, com urgência, de centenas
de milhares de imigrantes para manter a sua força de trabalho. A chancelarina
sabe disto, mas está politicamente entalada entre os empresários, que defendem
uma política de portas abertas, e os sindicatos, que temem pelos postos de
trabalho e salários?
Que fazer?
Uma posição unilateral
da Alemanha seria suicídio político para a Angela Merkel. O melhor parece ser
forçar os outros países da UE a aceitar alguns refugiados e assumir a postura
humanista de acolher os restantes.
Grande líder?
Oportunista?
Cada um que julgue por
si. Para mim não é uma grande líder, embora esteja pronto a admitir que não me
importava nada de ter uma clone da Srª. à frente do nosso governo. Seria mil vezes
melhor do que o que temos.
05 setembro 2015
vai a chorar até ao banco
Bono offers support to refugees as he changes chorus of U2 song in memory of tragic Syrian boy
As for Bono, he surely knows that he inhabits the credibility gap between being an international rich man who lives in many places but pays little in taxes while also being an anti-poverty campaigner
As for Bono, he surely knows that he inhabits the credibility gap between being an international rich man who lives in many places but pays little in taxes while also being an anti-poverty campaigner
04 setembro 2015
potes de ouro
"Greece or Italy sell me an island, I'll call its independence and host the migrants and provide jobs for them building their new country,"
Há pessoas que contemplando uma tragédia só veem miséria, outras, contemplando a mesma tragédia, veem potes de ouro.
Há pessoas que contemplando uma tragédia só veem miséria, outras, contemplando a mesma tragédia, veem potes de ouro.
obrigado
Gostaria de agradecer à líder da coligação AGIR ter-nos poupado à divulgação pública da cena da inseminação que culminou nesta gravidez de risco. Cá no jardim já tivemos a nossa dose de desvarios de MILFS. Mais não! Tira a pica.
a clerocracia e os clerocratas
A lo largo de la historia, el estamento que más ha promovido el independentismo no ha sido la burguesía ni el proletariado radical, sino la clerecía. Obviamente, no está formada sólo por clérigos, aunque muchos líderes del independentismo sí hayan vestido el hábito, de Pau Claris a Lucía Caram o Teresa Forcades; ni aunque todos los estamentos eclesiásticos hayan estado implicados en todos nuestros conflictos de soberanía. Ni, lo más importante, aunque el papel de la nueva clerecía siga teniendo mucho de religioso, pues maneja más creencias que ideas.
Para Samuel Coleridge, son clerisy quienes viven de crear, preservar y diseminar la cultura nacional. En la Cataluña de hoy, eso incluye a funcionarios, escritores, académicos y demás profesionales dedicados a una amplia serie de actividades, que abarca desde escribir poemas a diseñar balanzas fiscales, desde dar clases de bachillerato a presentar noticias o producir teleseries.
Esta clerisy contribuye a la riqueza de las naciones cuando se centra en las ideas y no en las creencias. Pero, como todo grupo humano, tiene sus propios intereses. En tiempos de agitación, esos intereses chocan con los de la burguesía. Como apunta Deirdre McCloskey, durante los dos últimos siglos la clerecía occidental ha aprovechado toda crisis política o económica para vender ensoñaciones antiburguesas, desde el nacionalismo al comunismo. Gracias a que la burguesía le asegura el sustento, la clerecía puede dedicarse a preparar aventuras mientras “toma café al lado del Sena”. Gusta de la aventura porque, a diferencia de la burguesía, tiene mucho que ganar y poco que perder.
Comentário: Um artigo muito interessante sobre os clerocratas, a elite social que é "dona da cultura" e das crenças.
É pena que os autores não tenham resistido a deixar umas farpas ao nosso país: ‹‹ ... la experiencia de los últimos 38 años no garantiza que Cataluña se convierta en Austria o Dinamarca, pues en calidad de gobierno hoy se asemeja más a Portugal ››.
dead-child porn
This narcissistic search for outlets for our tenderness has increased a million-fold with the dawn of the internet, when not only can we gawp at more images of destitute, destroyed kids, but we can republish them too, signalling our virtue and emotional sensitivity. But showing dead kids is, in my mind, emotionally insensitive. It can be cruel and unnecessary. It’s the victory of the visceral over the rational. And we really need a rational debate about the migrant crisis, rather than people holding up a dead-child snuff photo and saying: ‘I cried, therefore I’m good.’
Spectator
Spectator
03 setembro 2015
tudo o resto é faca e alguidar
As much as our hearts may break when we look at the image of a drowned little boy, if we are not prepared to do anything about the reasons why his family felt that getting on that rickety boat to Greece was worth the risk, then it counts for nothing.
This refugee crisis is not going to be resolved until Britain and other western nations wake up and see the real picture: that we need to instigate military action to oust the psychopathic regimes and Islamic extremists who are forcing people like three-year-old Aylan and his family to flee their homes in their millions.
It will cost money and it will cost lives. What we have to decide now is whether we are willing to pay that high a price so that we don’t have to look at another photograph of a dead child washed up on a beach.
Everything else, I’m afraid, is just bleeding heart sentimentality.
uma fotografia que vale mil palavras
Quase todos os jornais que eu leio, do El País ao Telegraph, publicaram hoje esta fotografia. O Público também, com esta nota editorial.
02 setembro 2015
grosso modo
2010
PIB/capita - 17.017,7 Euros
Despesa corrente do Estado/capita - 7.593,5 Euros
2014
PIB/capita - 16.638,0 Euros
Despesa corrente do Estado/capita - 7.621,6 Euros
PS: Os portugueses estão mais pobres e o Estado está mais rico, eis o resultado da governação PSD/CDS.
PIB/capita - 17.017,7 Euros
Despesa corrente do Estado/capita - 7.593,5 Euros
2014
PIB/capita - 16.638,0 Euros
Despesa corrente do Estado/capita - 7.621,6 Euros
PS: Os portugueses estão mais pobres e o Estado está mais rico, eis o resultado da governação PSD/CDS.
que fizeste ao teu meio-irmão? II
...
Mas tal como não devemos tolerar xenofobias e racismos, não nos podemos permitir demonizar aqueles a quem as centenas de milhares de chegadas sugerem dúvidas e preocupações.
...
Mas tal como não devemos tolerar xenofobias e racismos, não nos podemos permitir demonizar aqueles a quem as centenas de milhares de chegadas sugerem dúvidas e preocupações.
...
o sociólogo Robert Putnam concluiu que diásporas muito grandes, além da pressão sobre os recursos públicos, diminuem “o capital social” (a confiança interpessoal) das sociedades de acolhimento. A circulação e a diversidade são inerentes à globalização, e provavelmente uma vantagem para qualquer economia competitiva. Mas, como há vários anos pergunta David Goodhart, até que ponto são compatíveis com a coesão e a solidariedade que todos gostaríamos continuassem a estruturar as nossas sociedades?
O simples deve-e-haver não chegam para decidir a questão.
Comentário: Aqui está, neste artigo de Rui Ramos, uma visão muito equilibrada do problema da imigração para a Europa. Ridicularizar as "madames das Avenidas Novas", ou minimizar o problema, é que não ajuda.
01 setembro 2015
que fizeste ao teu meio-irmão?
Já é um bocado raro
comprar o Público durante a semana, mas hoje tive uns minutos livres antes das
nove da manhã e lá sacrifiquei 1,15 € no altar da saudade dos jornais
impressos.
Em boa hora porque o
artigo da última página: “Que fizeste ao teu irmão?”, é uma espécie de sermão de
leitura obrigatória que o nosso querido Francisco não enjeitaria de pregar urbi et orbi.
Um sermão que
denuncia a indiferença das “senhoras das Avenidas Novas” (avenidas que eram
novas há 40 anos...) perante o sofrimento humano dos refugiados sírios e líbios
que aportam às nossas costas.
No fundo, o que estas
madames querem é manter o seu estilo de vida burguês, no seio da família, dos
amigos e dos conhecidos. Não se ralando pívia com os outros, árabes e persas,
outros que também são nossos irmãos.
Como libertário quero
associar-me a esta investida contra o conservadorismo patético destas senhoras
que não compreendem a modernidade.
Apenas gostaria de
chamar a atenção para um pequeno detalhe que é o seguinte: os árabes e os
persas não nos consideram irmãos, nós é que os consideramos irmãos a eles.
Basta ver o que acontece aos católicos que expressam este sentimento fraternal,
no Islão, para compreender o fenómeno.
Agora, não podemos
esperar é que uma flausina qualquer das Avenidas Novas tenha capacidade para
apreciar minudências filosóficas. Escumalha conservadora, só quer é o seu
sossego egoísta.
Beata Angela Merkel
Afinal a Angela é uma santa, basta ver a primeira página do Público de hoje: "Merkel quer portas abertas, mas a União Europeia resiste".
Podemos dormir um pouco mais tranquilos porque afinal o governo não andava "enkonado" com o Diabo. Pelo contrário, escutava e recebia conselhos de uma verdadeira humanista.
A esquerdalhada que andou a denegrir tão excelsa figura deve-nos, e sobretudo deve-Lhe, um pedido de desculpas. O Público já deu a cara por esta causa.
Podemos dormir um pouco mais tranquilos porque afinal o governo não andava "enkonado" com o Diabo. Pelo contrário, escutava e recebia conselhos de uma verdadeira humanista.
A esquerdalhada que andou a denegrir tão excelsa figura deve-nos, e sobretudo deve-Lhe, um pedido de desculpas. O Público já deu a cara por esta causa.
revolução sexual
The agonies college campuses are now routinely experiencing are the result of a hyper-sexualized culture that has robbed the young of romance, courtesy, privacy, and, yes, love.
Mona Charen
... uma cultura hipersexualizada despojou os jovens de romance, cortesia, privacidade e, também, de amor.
Mona Charen
... uma cultura hipersexualizada despojou os jovens de romance, cortesia, privacidade e, também, de amor.
natureza
Podes escorraçar a natureza com uma forquilha que mesmo assim não te livras dela
Horácio, citado neste artigo do "The Federalist"
Horácio, citado neste artigo do "The Federalist"
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