02 setembro 2015

Beata Angela Merkel II

BE elogia Angela Merkel. Ainda bem que o nosso governo segue uma santa...

o problema são os outros

O problema dos carros sem condutor são os condutores dos outros carros.

o k aconteceu ao charme discreto da Mercedes?
















grosso modo

2010

PIB/capita - 17.017,7 Euros
Despesa corrente do Estado/capita - 7.593,5 Euros

2014

PIB/capita - 16.638,0 Euros
Despesa corrente do Estado/capita - 7.621,6 Euros

PS: Os portugueses estão mais pobres e o Estado está mais rico, eis o resultado da governação PSD/CDS.

que fizeste ao teu meio-irmão? II

...
Mas tal como não devemos tolerar xenofobias e racismos, não nos podemos permitir demonizar aqueles a quem as centenas de milhares de chegadas sugerem dúvidas e preocupações.
...
o sociólogo Robert Putnam concluiu que diásporas muito grandes, além da pressão sobre os recursos públicos, diminuem “o capital social” (a confiança interpessoal) das sociedades de acolhimento. A circulação e a diversidade são inerentes à globalização, e provavelmente uma vantagem para qualquer economia competitiva. Mas, como há vários anos pergunta David Goodhart, até que ponto são compatíveis com a coesão e a solidariedade que todos gostaríamos continuassem a estruturar as nossas sociedades?
O simples deve-e-haver não chegam para decidir a questão.
Comentário: Aqui está, neste artigo de Rui Ramos, uma visão muito equilibrada do problema da imigração para a Europa. Ridicularizar as "madames das Avenidas Novas", ou minimizar o problema, é que não ajuda.

01 setembro 2015

que fizeste ao teu meio-irmão?


Já é um bocado raro comprar o Público durante a semana, mas hoje tive uns minutos livres antes das nove da manhã e lá sacrifiquei 1,15 € no altar da saudade dos jornais impressos.
Em boa hora porque o artigo da última página: “Que fizeste ao teu irmão?”, é uma espécie de sermão de leitura obrigatória que o nosso querido Francisco não enjeitaria de pregar urbi et orbi.
Um sermão que denuncia a indiferença das “senhoras das Avenidas Novas” (avenidas que eram novas há 40 anos...) perante o sofrimento humano dos refugiados sírios e líbios que aportam às nossas costas.
No fundo, o que estas madames querem é manter o seu estilo de vida burguês, no seio da família, dos amigos e dos conhecidos. Não se ralando pívia com os outros, árabes e persas, outros que também são nossos irmãos.
Como libertário quero associar-me a esta investida contra o conservadorismo patético destas senhoras que não compreendem a modernidade.
Apenas gostaria de chamar a atenção para um pequeno detalhe que é o seguinte: os árabes e os persas não nos consideram irmãos, nós é que os consideramos irmãos a eles. Basta ver o que acontece aos católicos que expressam este sentimento fraternal, no Islão, para compreender o fenómeno.
Agora, não podemos esperar é que uma flausina qualquer das Avenidas Novas tenha capacidade para apreciar minudências filosóficas. Escumalha conservadora, só quer é o seu sossego egoísta.

Beata Angela Merkel

Afinal a Angela é uma santa, basta ver a primeira página do Público de hoje: "Merkel quer portas abertas, mas a União Europeia resiste".

Podemos dormir um pouco mais tranquilos porque afinal o governo não andava "enkonado" com o Diabo. Pelo contrário, escutava e recebia conselhos de uma verdadeira humanista.

A esquerdalhada que andou a denegrir tão excelsa figura deve-nos, e sobretudo deve-Lhe, um pedido de desculpas. O Público já deu a cara por esta causa.

revolução sexual

The agonies college campuses are now routinely experiencing are the result of a hyper-sexualized culture that has robbed the young of romance, courtesy, privacy, and, yes, love.
Mona Charen

... uma cultura hipersexualizada despojou os jovens de romance, cortesia, privacidade e, também, de amor.

natureza

Podes escorraçar a natureza com uma forquilha que mesmo assim não te livras dela

Horácio, citado neste artigo do "The Federalist"

Melania Trump

Não é verdade que Trump seja contra @s imigrantes

30 agosto 2015

assimetrias das economias

Não nos iludamos, a questão de fundo está por resolver: as uniões monetárias não aceleram a convergência, antes acentuam as assimetrias, entre as diferentes economias.

Comentário: Aqui está uma afirmação que carece de prova. Se tivéssemos uma economia capitalista, a união monetária teria acelerado o processo de convergência. Infelizmente, como temos uma economia socializada, a união monetária conduziu-nos à bancarrota.
A solução é abraçar com convicção a "democracia liberal e capitalista" ou sair do Euro. António Costa, contudo, "pensa" que a solução está na coesão (rima propositada). Estender a mão aos países do Norte para manter o socialismo nos países do Sul. António Costa não aprendeu nada com a crise grega.
Em abono da verdade, devo acrescentar que a postura do PS, nesta matéria, não anda muito longe da prática da coligação PSD/CDS. O governo acusado de ser o mais liberal de sempre também não abraçou a "democracia liberal e capitalista". Pelo contrário, sufocou qualquer perspetiva de convergência com o famigerado "enorme aumento de impostos", para manter o Estado de bem-estar pessoal (Estado Social) e empresarial ("crony capitalism" ou bem-estar empresarial).
Se me permitem uma metáfora, o PS quer-nos "pobrezinhos mas limpinhos, a sonhar com uma esmola" e o PSD/CDS quer-nos "pobrezinhos mas limpinhos, resignados com a nossa condição".
‹‹T'arrenego Satanás››, digam em coro

Natureza Humana

29 agosto 2015

teorema fundamental

Muitos economistas, independentemente da sua posição no espectro político, acreditam que, em geral, os mercados permitem um afectação eficiente dos recursos - e, como tal são fonte de riqueza e crescimento económico. Em termos técnicos, isto corresponde a um resultado formal que é suficientemente importante para ser designado como "teorema fundamental".

Luís Cabral, hoje no Expresso

27 agosto 2015

a dignidade suprema


Cheguei à quarta carta de António Costa depois de ler este post do rui a.. Não vou tecer comentários sobre o seu conteúdo porque o tema das próximas eleições não me interessa por aí além. Espreitei a missiva por puro voyeurismo. E por de voyeurismo se tratar, deixem-me apenas comparar o estilo de António Costa a uma daquelas posições do Kama Sutra que exigem um físico de contorcionista.
Reparem no primeiro parágrafo:
DEFENDER OS SERVIÇOS PÚBLICOS, CONTRA A SUA PRIVATIZAÇÃO

De par com a opção entre a inovação e o empobrecimento como modelos de desenvolvimento, a segunda opção de fundo que se coloca nestas eleições centra-se na defesa da segurança social, do Serviço Nacional de Saúde e da escola pública, garantias de uma sociedade decente assente no valor supremo da dignidade da pessoa humana.
Com alguns anos de experiência no Portugal Contemporâneo, sugiro a seguinte reformulação:
SOMOS CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS 
Vamos defender a segurança social, o Serviço Nacional de Saúde e a escola pública, para garantir uma sociedade decente alicerçada no valor supremo que é a dignidade da pessoa humana. O empobrecimento nunca é motor do progresso económico.
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Frases curtas, escritas num português coloquial, são sempre preferíveis a circunlóquios ininteligíveis. Também são de evitar as rimas: empobrecimento com desenvolvimento e decente com assente, por exemplo.
Suspeito que estas cartas serão mesmo escritas por António Costa, um vício que este deve abandonar para não ofender a “dignidade suprema da pessoa humana”.

por que é que os socialista são contra o porte de arma?

- Por cortesia profissional, só pode.