06 março 2016

marsapo murcho

Eu gostaria agora de voltar ao Pires.

"Falta-lhe virilidade!", foi assim que eu sintetizei, num post anterior,  tudo aquilo que o Pires me inspirou.

A palavra virilidade respeita a toda uma série de atributos masculinos (coragem, força, honra, determinação, sexualidade, etc.), mas numa cultura, como a de hoje, em que homens e mulheres são educados da mesma maneira, e os homens passaram a ser tendencialmente iguais às mulheres, e as mulheres iguais aos homens, todos esses atributos que distinguiam a masculinidade da feminilidade se esbateram, para ficar apenas um - o sexo.

E mesmo este não durará muito tempo como atributo distintivo entre o homem e a mulher, por virtude da nova filosofia do género em que um homem se pode declarar mulher e uma mulher se pode declarar homem. Seja como fôr, comecemos por aí, pela sexualidade.

À parte o parágrafo inicial (em que fala de mulheres fortes, curiosamente um atributo da virilidade, e não da feminilidade), o Pires, quando se refere às mulheres, é só para falar de sexo. Para ele, mulher é sexo. Pior ainda, quando invoca uma mulher em concreto, é uma pornstar, a quem em português corrente se chamaria uma prostituta.

É esta a imagem da mulher que flui espontaneamente do espírito do Pires -  o objecto sexual de que o modelo é a prostituta. É comum esta visão da mulher a todos os homens que navegam nas áreas ideológicas do Pires. Por isso, eu não queria o Pires para marido de qualquer uma das minhas filhas.

Um homem que pratica muito sexo, como parece ser o caso do Pires, é obviamente um homem sexualmente pouco viril. A zazie infere isso quando fecha a caixa de comentários dizendo que o Pires tem marsapo murcho.

Qualquer homem ou mulher sabe que o ponto mais baixo da virilidade sexual de um homem, o momento em que ele, em termos de virilidade (ou da falta dela), mais se assemelha a uma mulher, ocorre precisamente após ele ter tido relações sexuais com ela.

A mulher, através da relação sexual, tira a virilidade ao homem. Ele fica de marsapo murcho, e se ele tem relações sexuais com muita frequência, como o Pires parece ter, então,  excepto por pequenos intervalos,  ele anda permanentemente de marsapo murcho, não tem virilidade nenhuma.

Ora, eu queria lá ter para marido de qualquer uma das minhas filhas um homem que, quando chega a casa, já vem de marsapo murcho... Para marido de uma filha minha eu quero um homem viril, um homem que murche o marsapo com ela.

7 comentários:

Zephyrus disse...

Tanto quanto se sabe o casamento monogâmico remonta ao início da Civilização na região do actual Iraque. Este modelo de família surge também no Antigo Egipto ou nas elites romanas.

As consequências sociais e económicas do divórcio estão bem documentadas no Império Romano. A difusão do divórcio nas elites de Roma é apontada como uma das causas para a queda do Império.

O Cristianismo tentou trazer o casamento monogâmico para as classes mais baixas.

Na Bacia do Mediterrâneo tal como no Próximo e Médio Oriente e na Europa Média e do Norte pagãs existiam muitas culturas e modelos familiares. Por sua vez os portugueses e espanhóis e mais tarde os franceses, ingleses e holandeses contactaram com diversos modelos de família durante as Descobertas e na era colonial.

Temos para trás uma sabedoria acumulada ao longo de Milénios sobre família, o casamento e a sexualidade. Deitamos tudo fora e entramos em experimentalismos. Bonito serviço.

Zephyrus disse...

O Taoísmo interessa-me e tem pontos de contacto com a sabedoria ocidental.

Diz-nos esta filosofia oriental que o que dá a vida tira a vida.

A consequência prática é esta: um homem que abusa da sua função sexual perde a potência. Avicena também ensinava isto.

Anónimo disse...

Oh Pires, tens mesmo levado na tromba como gente grande, hem?

Eu concordo com o Arroja, também não queria uma Gaja como tu para a minha filha.

Até sinto vergonha que gajos como tu façam parte da minha espécie.

Faz mas é a operação, pá! Depois arranja uma gaja, casa com ela e adoptem um pretinho...

PS - É por andar a esbajar dinheiro em merda como a que tu produzes que o económico foi à falência.

Pedro Sá disse...

1. É MARZÁPIO, e não MARSAPO.

2. Ainda no outro dia no facebook tive uma discussão acesa com um activista GLBT, quando ele me mostra vários tipos de classificações de género...eu fiquei perplexo porque duas delas implicavam assumir como facto consumado os papéis ditos tradicionais de género que eles dizem combater (o mesmo para as feministas maria-capaz da actualidade, que para reivindicar o que reivindicam têm necessariamente que aceitar os paradigmas burgueses e machistas sobre a mulher).

3. Essa sua lógica...para si, falando curto, grosso e brejeiramente, homem viril é aquele que está de tomates cheios.

4. Claro que quase nenhum homem vai dizer que é mulher e vice-versa. Não faça o mesmo tipo de dramas ridículos dos activistas GLB (aqui retiro propositadamente o T). Isso é por causa dos transsexuais - e esses já sofrem que chegue.

zazie disse...

Se é activista é porque põe a render a coisa.

Anónimo disse...

Desculpai, mas a palavra para o pénis é marsápio.

zazie disse...

marzapo- com z