09 outubro 2014

não há uma cadeia de comando


Para combater uma ameaça como o ébola, é necessária uma disciplina férrea porque qualquer falha pode ser fatal. Esta disciplina implica uma clara cadeia de comando, liderada pelos médicos mais competentes.
Ora neste momento, pelo menos em Portugal, não existem cadeias de comando uniformizadas no sector da saúde. Nos hospitais, por exemplo, cada corporação tem a sua própria cadeia de comando. Os médicos respondem perante a Direção Clínica, os enfermeiros respondem perante a Direção de Enfermagem e até as auxiliares têm chefias autónomas. O resultado é que, nos serviços, as equipas não têm “uma cabeça”. Não há coerência de ação.
Em presença do um inimigo como o ébola, esta organização é nefasta. Muitos cabos e sargentos não substituem um general, como rapidamente ficará demonstrado.

9 comentários:

Anónimo disse...

Bom post.
Agora talvez comenzou o Joaquim a racionalizar...
Assim empezou tudo: por ter uma ministra-quixote e um pressidente do governo de bom-coracaozinho, talvez? imprudente como mínimo.
Sabia o Joaquim que o único hospital (que bem podía haver atendido um caso destes enfermedades contagiosas e tropicais foi desmantelado) e que agora os hospitais e que a sanidade agora depende das respectivas comunidades Autónomas que efectivamente nao podem asumir uma carga epidemiológica do virus que anda por ai possivelmente a dar conta destes quixotes e Sanchos...
Ah. Por certo. Sabía que a actividade profesional desta Ministra nao tem nada a ver com a Medicina?

Anónimo disse...

E que uma (licenciada em Medicina) e ex-ministra de Sanidade e Consumo nos anos 2002 a 2004 está dirigindo agora ... o Ministerio de Fomento e Infraestructuras !

Gustaf disse...

Os médicos têm uma cadeia de comando?

Não parece porque então não valem um chavelho porque se há tanto médico a baldar-se ao trabalho, a faltar, a acumular simultaneamente(à mesma hora) no público e privado, prescrevem mal(é só ver a prescrição de antibióticos) é porque os chefes deles não são lá grande coisa, curiosamente a maioria dos presidentes de CA's são médicos e existem directores médicos. Não têm feito grande coisa estes anos todos...porque se há quem seja indisciplinado e contestatário são os médicos( até do branco ser branco constestam em vez de trabalhar).

É preciso ir buscar quem saiba comandar. E quem o faz bem?
Vão buscar a Florence Nightingale que desceu a mortalidade de 40 para 2% nos soldados hospitalizados na Guerra da Crimeia.

Se é para funcionar
ponham Enfermeiros a mandar
Se é para engonhar
ponham médicos a tagarelar

Gustaf disse...

quanto mais se mexe na saúde mais os médicos têm poder o que é estranho porque não se costuma entregar o ouro ao bandido a não ser que queiramos ficar sem nada nos bolsos.

Anónimo disse...

http://m.20minutos.es/noticia/2261222/0/consejero-salud-madrid/dimitir/ebola/

Ole tus huevos.
O Conselheiro de Saude da Comunidadede Madrid onde se produziu o contagio do Ebola.
Si tenho que dimitir dimitirei...Tengo la vida cubierta. Soy medico.

Cfe disse...

Tanta frescura com a ASAE e onde é preciso e necessário...

Anónimo disse...

Un médico de EEUU mata a su esposa a los tres minutos de acabar la fiesta de su boda

Una discusión sobre el acuerdo prenupcial derivó en el asesinato y el suicidio del marido

"Nunca dejaré que pongas las manos en mi dinero", había espetado el doctor de 54 años.

zazie disse...

Ficou, não- foi contagiada.

Phónix, também já apanhei vírus bloguice.

Gustaf disse...

Ó Jaquim, este também é um médico alfa, daqueles muito competentes e que devem mandar sempre.

Olha só o que a sumidade diz:

"As imagens televisivas com que fomos recentemente presenteados, mostrando-nos técnicos de saúde, quais marcianos, envergando complexas máscaras junto de doentes suspeitos, são totalmente insensatas e dignas de um mau filme de ficção científica.

É importante saber-se que o vírus ébola não se transmite com facilidade. Para haver transmissão do vírus, tal como acontece com o vírus da sida – o VIH –, é necessário um contacto direto com um líquido biológico do doente, como o sangue, as fezes ou o vómito.

Seria bom que se soubesse que não há qualquer transmissão por via aérea, ou seja, quando uma pessoa fala ou tosse, não vai espalhar o vírus pelo espaço aéreo circundante.

O mito dum passageiro africano infetado pela doença, no avião, que poderia infetar o país europeu onde desembarcasse é da mesma forma totalmente irrealista e traduz uma total ignorância sobre a realidade do vírus ébola"

http://www.publico.pt/ciencia/noticia/virus-ebola-o-embuste-1668502

Quem não vos conhecer que vos compre!