21 junho 2014

equívocos científicos

A autora, a jornalista de investigação Nina Teicholz, não tem pejo em classificar a campanha contra as gorduras saturadas como uma das maiores experiências não controladas feitas na população americana nas últimas décadas. E junta à história, que tem como marco o primeiro ataque cardíaco de Eisenhower em 1955, algumas estatísticas persuasoras: quando em 1961 a Associação Americana de Cardiologia emitiu as primeiras recomendações no sentido de uma dieta baixa em gordura e colesterol, um em cada sete adultos americanos tinha excesso de peso. Quarenta anos depois, a obesidade afecta um terço da população e a taxa de diabetes passou de 1% da população para 11%, números próximos dos que se verificam na maioria dos países industrializados. Portugal inclusive.

A ideia de que as gorduras saturadas podem não ser o demónio na alimentação tem sido objecto de alguns estudos nos últimos anos, mas foi em Março que saiu o trabalho que serve de base à edição da "Time". A equipa de investigadores, liderada pela Universidade de Cambridge, considera que são precisos ensaios clínicos para validar os resultados mas o curto sumário na revista "Annals of Internal Medicine", uma das mais prestigiadas, conclui que "os dados actuais não suportam de forma clara as orientações cardiovasculares que apoiam um elevado consumo de ácidos gordos polinsaturados (ómegas) e um baixo consumo de gorduras saturadas". Os investigadores analisaram 72 estudos de 18 países, com uma amostra de 600 mil pessoas, e concluem não haver reduções significativas no risco de doença de quem segue dietas pobres em gorduras saturadas ou consome mais peixe gordo e derivados.

A nova tese, que os cientistas de Cambridge não assinam, é que o paradigma que durante décadas levou muitas pessoas a torcer o nariz (por um bem maior) à gordura da manteiga, ao queijo ou aos ovos pode ter tido como revés a criação um inimigo mais real da saúde: maior consumo de hidratos de carbono, por vezes escondidos nos produtos magros ou de baixo teor calórico para lhes dar textura, e estes, segundo algumas investigações, parecem favorecer a acumulação de gordura e intensificam a fome. Por outro lado, as gorduras saturadas contêm colesterol bom e mau, pelo que um "limpa o outro", resume o artigo da "Time".


Comentário: A ciência engana-se, com demasiada frequência, e as consequências podem ser devastadoras. Neste caso a actual epidemia de obesidade e diabetes pode ser consequência directa de recomendações "científicas" erradas.
Um aviso para os crentes na ciência, com destaque para os "aquecimentistas".

11 comentários:

Álvaro Queirós disse...

(y),,,

Anónimo disse...

É por isso que eu digo, Joachim, cheire, sinta e olhe. Não tem nada que enganar. A poluição provocada por acção humana está aí para quem quiser ter olhinhos e narizinho.
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E vc conclui ao contrário. Consequencias devastadoras será não ligar ao que afirmam peremtentoriamente os cientistas: que o clima está em acelerada mudança provocada mais do que provavelmente mais pela acção do homem do que por causa externas como a actividade do solinho e dos vulcoezinhos.
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Rb

Anónimo disse...

Mas eu aprecio a sua manha.
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Quer dizer, as gorduras fazem mal, mas se as não ingerirmos vamos substitui-las por outras cenas que ainda fazem pior.
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Parabens.
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É como dizer, poluir com fuminhos faz mal ao planeta e aquece-o, mas se não tivessemos emitido fuminhos o planta estaria pior porque teriamos emitido outras cenas piores. Logo, poluir faz bem à saude do planeta..
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É a lógica, bushiana da guerra preventiva. Se não os eliminarmos eles um dia eliminar-nos-ão.
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Rb

Anónimo disse...

Mas o que é que o aquecimentismo tem a ver com ciência?
JM

zazie disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
zazie disse...

Realmente, um erro de aquecimento global deve provocar afrontamentos nos birgolinos


Tadinhos

Anónimo disse...

Joaquim! Diz tantas asneiras… e é obsessivo… já não lhe disse que os porcos ganharam? Vê alguém preocupado?
A indústria alimentar, designadamente nos EUA, é um caso à parte… o que é preciso é comer mais, que interessa se são gorduras, pink slime ou mcnuggets?
Deixo-lhe fotografias para comemorar os máximos do carvão em 44 anos! (InFocus) -- JRF

Anónimo disse...

Retirado do WUWT e do youtube:

In the video below, about 1 minute and 20 seconds in, Senator Jeff Sessions asks the $64,000 question of Democrat-invited EPA wonks during the Senate EPW hearing this Wednesday. He said:

The President on November 14th 2012 said, «The temperature around the globe is increasing faster than was predicted, even ten years ago.» And then on May 29th last year he also said – quote – «We also know that the climate is warming faster than anybody anticipated five or ten years ago.» close quote
So I would ask each of our former Administrators (of EPA) if any of you agree that that’s an accurate statement on the climate. So if you do, raise your hand.

Watch the response here:

http://www.youtube.com/watch?v=nsNY4uKXXL8

Eis um exemplo do consenso de 100% no 0% da cientificidade da tese sobre o aquecimento global. No entanto reconheço que qualquer verdalhusco pode continuar a defender a sua tese, alegando que o Obama é um imbecil; e esta sim, é uma hipótese, relativamente à qual eu não hesitarei em levantar a mão para contribuir para um consenso de 100%...

Juntando isto às festividades dos máximos dos 40 anos do carvão, fica a pergunta: como é que o aumento CONTÍNUO da concentração do CO2 da atmosfera não provocou um aumento CONTÍNUO da temperatura? e número e intensidade dos furacões já agora...

Anónimo disse...

Jesus Cristo… não só ganharam como tomaram conta do manicómio… uma coisa que tenho reparado a cada passo,… é que os porcos têm uma energia inesgotável… -- JRF

Anónimo disse...

JFR ainda aqui andas? Cá por mim já vais atrasado para te atirares da varanda, e livrares o planeta Terra da tua pegada ecológica.

zazie disse...

Este é javardo. Deve estar bom para a matança

":OP