Um jovem interno aproxima-se de um doente terminal, numa cama dos cuidados intensivos. Na cabeceira pode ler-se: José, 90 anos.
O médico abre o processo clínico e na primeira página, em letras grandes, está o diagnóstico: insuficiência múltipla de órgãos; NR (não ressuscitar!). Mas a atenção do clínico desvia-se por momentos dos "fundamentais" para se concentrar no monitor.
A frequência cardíaca está normal, a tensão arterial é boa e a saturação de oxigénio também. O jovem "pensa":
- Parece que há melhoras, ‹‹mas claro que tudo isto se pode esfumar num minuto››.

3 comentários:
Bem apanhado.
.
Rb
Mas, pronto, ainda me esforcei por ver as melhorias, mas não as consegui enxergar nos gráficos apresentados.
.
Eu não compreendo como é que anda tanta gente enganada.
.
Como é que se pode afirmar que interessa reduzir o consumo das familias, quando o que interessa é reduzir uma parte desse consumo: as importações?
.
Que eu saiba, CONSUMO é igual a compras de cenisses IMPORTADAS e NÃO-IMPORTADAS (fabrico nacional). Porque é que esta malta insiste que temos de reduzir o consumo de PRODUçÂO NACIONAL?
.
Não compreendo e olhe que me esforço muito por compreender. Mas não há vivalma que me responda.
.
Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, valha-me Deus.
.
É que, se esta malta tivesse a noção que apenas nos interessa reduzir as importações (e nem todas, por ex. as materias-primas e subsidirias para processo de fabrico deviam aumentar) e não nos interessa NADA diminuir o consumo de produção nacional, dizia, se percebessem isto, estariam absolutamente CONTRA a politica adoptada de desvalorização de salários como forma de combater a crise e centrar-se-iam nos cortes saudáveis da despesa e indiferentes para a actividade económica. E ele ha tanto sitio para cortar. Podiam concentrar-se em reduzir os serviços de uma forma geral. Podiam concessionar o ensino.
Deviam ter planeado, num plano a 5 anos, a redução do nº de FP's para o nivel considerado optimo e aceitavel em vez de estarem a cortar salários e expectativas às pessoas. Deviam ter colocado um imposto a FP's por classe profissional cujo salario fosse superior à média nacional e não uma razia que não considera nada nem ninguém.
.
Eu tenho mesmo a convicção que o tribunal constitucional, em nome do bem do país, devia chumbar tudo. Aliás o TC devia ir mais além daquilo que lhe foi pedido. Os politicos, esses, vão adoptando a estratégia da morte lenta da qual inexoravelmente não podemos escapar.
.
Um chumbo massivo seria, pois, a única forma do país regressar ao nível de gastos compatível com a sua riqueza produzida, fazer regressar uma moeda compativel com a nossa produtividade efectiva e fazer com que comecemos a trabalhar a sério.
.
Só dessa forma é que podemos fazer disparar o turismo e as exportações e diminuir drasticamente as importações.
.
Calibrar esta cenisse toda com politicas fiscais agressivas e direcionadas para as empresas. Por ex: descer o IVA (para 1%) na importação de materias primas e subsidirias que integrem processo de fabrico.
.
Porra, temos é que por a maquina industrial a andar, que se faz tarde.
.
Rb
Olhe, espere sentadinho Rb...
Pôr a máquina industrial a andar... Essa é boa. Primeiro, era preciso que houvesse máquina, e não o monte de sucata pós-25A. Segundo, era preciso que o governo central de Bruxelas (ou, melhor dizendo, quem nele manda), estivesse minimamente interessado nisso... Mas mesmo que estivesse, demoraria anos o processo de industrialização para nos por ao nível de 74.
Seriam necessários quadros de gente verdadeiramente qualificada, não portadores de canudos em ciências sociais. Seria absolutamente necessário um saldo positivo das contas públicas para o Estado poder fazer fomento progressivo e crescente assim como fazer face a despesas inesperadas e catástrofes. Seria necessário um esforço diplomático enorme e delicado para encetar acordos comerciais vantajosos que nos permitissem ir exportando e em contrapartida obter as coisas que necessitamos.
Em suma, seria necessário um processo em tudo semelhante ao Estado Novo mas mais difícil, parece-me, e de preferência sem distrações de guerras mundiais nem subversão estrangeira.
Temos alguma vantagem em relação ao Estado Novo: muita da infra-estrutura necessária em termos de energia e telecomunicações está en place e a trabalhar (graças a quem? pooois), ou pode estar a curto prazo. Temos acesso a tecnologia informática que permite desburocratizar os processos da Administração Pública, agilizando-os e permitindo reduzir funcionários e diminuir tempos de resposta ao cidadão e - muito importante - diminuir o período entre ordem e execução (que já era um problema no EN e antes).
Por outro lado temos desvantagens gigantescas no campo da soberania, independência e coesão nacional: Militarmente estamos limitados pela NATO e UE. Não temos controlo sobre a moeda nem de sectores fundamentais da economia. Socialmente, o país está desagregado e dividido. Existe uma parte substancial da população que não está integrada, quer por motivos económicos, quer por motivos etno-culturais. A própria cultura portuguesa está debilitada e sob assalto (cf. aborto ortográfico, jacobinismo, dominância cultural esquerdista).
Politicamente, as pessoas estão desenquadradas e são empurradas pelos media, a par de programas de embrutecimento (vulgo entertenimento), para a ilusória alternância esquerda-direita para alimentar inúteis, de quem a actividade política é couto exclusivo. Nas franjas, o comunismo é fóssil e serve de agência de agit-prop do sistema, enquanto os nacionalistas quase não se distinguem (nem fazem por se distinguirem) de brutos da bola e - pasme-se! - são até pró-sionistas.
Em suma, o país está bem em termos d'aquilo que o dinheiro público pode (pôde) comprar. Está completamente de rastos em tudo o resto.
Enviar um comentário