31 Dezembro 2011
2012
A UE e o Euro não irão colapsar. Não que não mereçam, pelo contrário. Mas só porque, tal como o terrível Mr. Burns dos Simpsons se mantém vivo pelo equilibrio perfeito de todas as doenças que o afectam, as forças negras da Nova Ordem Mundial corporativa/financeira/tecnocrática se dedicarão, com inefável zelo, imaginação delinquente e cinismo, a manter vivo o corpo do zombie moribundo.
Devemos ficar gratos. Dá-nos mais algum tempo para armazenar ouro, moedas de prata, arame farpado, comprimidos para purificar água e munições.
James Delingpole, no Spectator
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Joaquim
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20:03
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líderes Yanomami
Os líderes Yanomami compreendem que a desobediência compromete o seu estatuto.
Observações de N. A. Chagnon sobre a política nas tribos Yanomami. Ler Mais...
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18:24
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igualmente bem
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explique lá
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a democracia liberal
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Nenhuma catástrofe
No caminho em que Portugal se encontra – a que chamarei, por simplicidade, o caminho do Euro – a economia portuguesa está sujeita a uma lenta asfixia: cada ano será pior do que o anterior: mais desemprego, mais falências, mais austeridade. A Grécia está aí como exemplo vivo, para dizer aos portugueses, com um ano de antecedência, aquilo que lhes vai acontecer. Assim, por exemplo, daqui por um ano os funcionários públicos não estarão a lamentar, como agora, a perda dos subsídios de férias e de Natal. Estarão numa situação muito pior, como já estão os gregos: estarão a interrogar-se se o Estado terá dinheiro, no final de cada mês, para lhes pagar os salários.
A saída de Portugal do Euro, ou o desmembramento da zona Euro, tem sido por vezes descrita como uma grande catástrofe para Portugal. Mas não é. Catastrófico é o caminho actual – o caminho do Euro – porque é um caminho de empobrecimento progressivo e sem esperança. O Euro pode hoje ser considerado o mais colossal erro de política económica cometido na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Não foi, porem, caso único.
No início dos anos 90, a Argentina decidiu ligar a sua moeda – o peso – ao dólar através de uma relação de paridade – uma política conhecida por peg e que, para todos os efeitos práticos, era equivalente à existência de uma moeda única entre os dois países. Não possuindo os níveis de produtividade americanos, aquilo que sucedeu à Argentina nos anos seguintes foi o mesmo que sucedeu a Portugal com referência aos países mais produtivos da zona Euro, como a Alemanha: um défice externo permanente, dinheiro que saía todos os anos do país para pagar esse défice, o recurso inicial ao crédito para o fazer, até que o crédito começou a escassear. Nessa altura o dinheiro começou a faltar no país, enquanto os argentinos apertavam o cinto e o desemprego aumentava, e até os bancos ameaçavam falência. As manifestações de rua sucederam-se e os governos foram contestados.
Até que, à beira do caos económico, social e político, a Argentina decidiu acabar com a política do peg. O peso caiu 30% face ao dólar, mas o emprego começou a subir imeditamente, primeiro nas indústrias exportadoras e nas de substituição de importações. Os rendimentos voltaram a aumentar, embora acompanhados de alguma inflação (cerca de 9%, em média, nos últimos cinco anos). Hoje, a economia argentina, que antes estava paralisada como a portuguesa, cresce a uma robusta taxa de 10% ao ano. Nenhuma catástrofe o abandono do peg. Antes, a salvação.
(Publicado no jornal A Ordem, Dezembro 2011)
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a porca da política
Não pode haver maior ironia: apesar da sublimidade da arte, da física, da matemática e de todas as outras manifestações do génio humano, tudo depende da vulgar, frustrante e por vezes ordinária actividade chamada política (e da sua subespecialidade mais exigente – o “estadismo”). Porque se não acertarmos nas políticas correctas, tudo o resto corre o risco de extinção.
Estamos fartos da política. Mas temos de nos lembrar do seguinte: a política - com toda a sua grosseria, egoísmo, corrupção e tantas outras características desprezíveis – é rainha na sociedade. Tudo depende, em última instância, da política.
Charles Krauthammer
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09:00
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um telefone mal educado
- "How many people are there in the world?" - Pergunta o rapaz.
- "Shut the fuck up, you ugly twat" - responde o iPhone. Ler Mais...
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08:55
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30 Dezembro 2011
um grande número
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democracia
2012: as palavras democracia e democrata ganharão um sentido crescentemente pejorativo.
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Pedro Arroja
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13:34
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a arte
2012: os portugueses vão recriar uma arte que é parte da sua tradição - a arte de viver sem dinheiro.
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Pedro Arroja
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13:22
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universidades
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Pedro Arroja
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equipamentos sociais
2012: Muitos equipamentos sociais (auto-estradas, centros culturais, hospitais, escolas, etc.) vão iniciar um processo de degradação que se prolongará por muitos anos.
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12:59
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não vai ser bom
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12:49
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economia informal
2012: o regresso à economia informal, uma trave mestra da tradição económica portuguesa.
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12:42
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2012
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12:36
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fazendo votos
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faliu
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Pedro Arroja
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12:25
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a produção em massa é catastrófica para a saúde
Os responsáveis britânicos pretendem agora que o NHS se passe a focar nos resultados que os doentes procuram, em vez de se preocuparem apenas com o débito das linhas de montagem.
É um grande passo no sentido da adopção da produção por projectos na saúde, que eu fui dos primeiros autores a propor. Ler Mais...
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Joaquim
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10:02
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29 Dezembro 2011
sendo estrangeiro
Dir-se-ia que, sendo estrangeiro o autor, a opinião é fiável. Mas não é. Portugal e a Grécia nunca quererão sair do Euro. Portugal e a Grécia vão sair do Euro. Mas não, querendo.
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Pedro Arroja
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23:31
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lei das rendas
Fisco vai ser o grande beneficiário da actualização das rendas antigas. Para já os senhorios vão ter de continuar a englobar as suas rendas no IRS. No futuro (?) poderão vir a pagar 25% ao Estado.
Com esta carga fiscal vai ser difícil libertar recursos para recuperar os edifícios degradados.
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Joaquim
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20:07
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não lesisti
A paltil de Janeilo pala sua maiol comodidade pague as fatulas da EDP num dos muitos milhales
de postos de coblança existentes no Pais .... A LOJA DO CHINÊS MAIS PLÓXIMA !!!! Ler Mais...
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Joaquim
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2 notícias 2
O Presidente de Angola José Eduardo dos Santos reconheceu hoje em Luanda que a erradicação da fome, da pobreza, do analfabetismo e das injustiças sociais constituem "objectivos essenciais" que não foram ainda alcançados.
Angola tem de explicar ao FMI saída não justificada de 25 mil milhões de euros.
PS: José Eduardo dos Santos é um homem modesto, pelo menos não lhe ficava mal admitir que tinha acabado com a pobreza da sua própria família e da dos membros do governo.
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Joaquim
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07:18
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28 Dezembro 2011
o fenómeno político de 2011, em Portugal
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Joaquim
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19:11
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dívida monetarizada
O desconto a que foram vendidos os títulos pressupõe uma rendibilidade de 3,25% na maturidade (daqui a 179 dias), que compara com os cerca de 6,5% proporcionados por títulos semelhantes colocados num leilão efectuado a 25 de Novembro.
Foi submetido um total de ofertas no valor de 15.216 milhões de euros, o que representa um rácio de cobertura de 1,69 face aos nove mil milhões que foram colocados.
Itália e Espanha têm nas últimas semanas sentido um alívio nos custos de financiamento, uma tendência suportada pelas medidas de injecção de liquidez anunciadas pelo BCE, entre as quais uma injecção de liquidez a três anos que atraiu forte procura.
PS: O problema com esta "solução" é que estrangula o acesso ao crédito por parte do sector privado (PME's sem capacidade para contrair crédito na banca internacional) , o tal "crowding out".
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Joaquim
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11:56
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estilo Sócrates
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Joaquim
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07:16
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27 Dezembro 2011
but the sun is still in the sky and shining above you
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Joaquim
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21:24
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soul-crushing
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Ricardo Arroja
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13:53
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anti-business
Um título indigno de um jornal de negócios:
Empresas dos Estados Unidos aproveitam oportunidades com as desgraças da Europa.
O título adequado seria: Crise cria oportunidades para investidores dos Estados Unidos.
O Jornal de Negócios, contudo, preferiu destacar que há empresas norte-americanas a aproveitarem-se das desgraças alheias. Um comportamento condenável, à luz da nossa cultura e que, na minha opinião, não corresponde à realidade. A realidade é que as desgraças da Europa desvalorizaram os activos que agora estão a ser vendidos com um risco adicional porque nada garante que a crise tenha batido no fundo.
Utilizando a lógica do Jornal de Negócios, poderíamos também afirmar, por exemplo: "Chineses aproveitam desgraça de Portugal para entrar no capital da EDP". Seria um título ridículo.
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Joaquim
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07:22
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26 Dezembro 2011
São estrangeiros, Joaquim!
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Pedro Arroja
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19:09
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manipulação da opinião pública II
O politólogo e professor universitário belga esteve recentemente em Lisboa para ajudar a lançar a Iniciativa por uma Auditoria Cidadã à Dívida Pública.
O fulano que o Público apresenta como "politólogo e professor universitário" é, na realidade, um destacado membro da Internacional Trotskista, que se deslocou a Portugal no âmbito de uma agenda política. Este facto, que o Público omite, é fundamental para compreender as opiniões expressas. Enfim!
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Joaquim
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19:02
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a rectaguarda
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Pedro Arroja
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17:32
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25 Dezembro 2011
um rotundo falhanço
Exportações – constitui o maior problema da economia portuguesa, e a origem de muitos outros (escassez de crédito, falências, desemprego). Os portugueses falharam de forma concludente, em termos de competitividade internacional, nesta época de globalização.
E, no entanto, foram os portugueses nos séculos XV e XVI, juntamente com os espanhóis, os pioneiros da globalização - entendida como a extensão do comércio à escala intercontinental -, e Portugal conheceu então o período mais próspero da sua história.
O que mudou no processo de globalização desde então, que diferenças existem entre a globalização dos séculos XV e XVI e a globalização actual, o que explica o enorme sucesso português no primeiro caso e o seu rotundo falhanço no segundo?
A globalização portuguesa dos séculos XV e XVI foi uma globalização relevando tipicamente da cultura católica, ao passo que a globalização actual provém da cultura protestante.
A globalização portuguesa (e espanhola) dos alvores da modernidade era uma globalização assente em relações pessoais. Os portugueses foram por esse mundo fora estabelecendo relações pessoais, e as relações comerciais eram depois assentes sobre as relações pessoais. Produzia-se para, ou comerciava-se com, o mandarim chinês ou o soba africano.
Pelo contrário, a globalização actual está assente em ideias, não em pessoas, e em particular nas ideias do economista britânico do século XIX David Ricardo, segundo as quais a liberdade comercial entre nações e continentes é benéfica para a generalidade das populações. A globalização actual realiza-se pelo esbatimento das barreiras alfandegárias e pela e remoção de todos os outros impedimentos à liberdade de circulação de recursos (v.g., trabalho, capital) entre nações e continentes. Cada um passa a ser livre de produzir para uma massa anónima de pessoas situada noutro país ou continente.
Esta globalização assente na ideia abstracta da vantagem comparativa (David Ricardo), e distintamente impessoal, briga directamente com duas características principais da cultura católica – primeiro, o seu ênfase no concreto em detrimento do abstracto; segundo, e mais importante, o seu carácter altamente pessoalizado.
Dizer a um português que agora pode produzir livremente para a Alemanha ou para a China, leva-o imediatamente a perguntar: “Mas produzo para quem?”. E sem que esta pergunta esteja respondida, ele não faz nada e a globalização não lhe diz nada.
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Pedro Arroja
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23:43
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o gosto
"Pesam sobre nós defeitos tradicionais ... No fundo, dominando o quadro, o gosto doentio do que é estrangeiro, a ignorância ou o desprezo das coisas portuguesas"
(Salazar)
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Pedro Arroja
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18:42
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iguais às que vemos fazer
"Desde o começo do século XIX até ao presente, fizemos em Portugal numerosas experiências políticas semelhantes, senão iguais, às que vemos fazer noutros países. Tivemos a monarquia não partidária, as guerras civis, os pronunciamentos, o caudilhismo dos marechais, o rotativismo de dois partidos, a fragmentação partidária, a República sem partidos de 1910, de novo a divisão após a Constituição de 1911, as tentativas de aglutinação, o presidencialismo de Sidónio Pais, enfim o 28 de Maio".
(Salazar, 1 de Julho de 1958, in O Diário de Salazar, op. cit. p. 205)
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Pedro Arroja
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18:17
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liquidação nacional
Não consegui ainda descortinar os motivos que impelem alguns a aceitar, senão a bendizer, esta sorte de liquidação nacional."
(Salazar, 19 de Janeiro de 1956, in António Trabulo (ed.), O Diário de Salazar, Lisboa: Parceria A.M. Pereira, 9a. Edição, 2007, pp.193-4)
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Pedro Arroja
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14:17
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manipulação da opinião pública
O discurso do Cardeal Patriarca:
Em jeito de apelo, o patriarca acrescentou: “Um dos frutos do presente sofrimento colectivo pode ser levar a sociedade a abrir-se a uma nova etapa da civilização.” Essa etapa deve caracterizar-se por dar “maior prioridade à pessoa, uma ordem económica que acentue o bem comum, vença os individualismos, as desigualdades chocantes, todas as formas de materialismo; que aprenda a dar prioridade aos valores do espírito e não apenas ao dinheiro”.
O título do Público:
Patriarca pede uma ordem económica que vença desigualdades.
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Joaquim
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08:40
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24 Dezembro 2011
um político
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Ricardo Arroja
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18:19
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à margem do mainstream
Há algum tempo que sigo Ron Paul e considero-o, a larga distância de todos os outros, o mais cativante, o mais interessante, o mais desafiante personagem político da América. E a verdade é que, depois de uma carreira política que já leva quase 40 anos, Ron Paul, finalmente, começa a merecer a credibilidade que o pensamento "mainstream" lhe tentou negar décadas a fio. De lunático passou agora para os lugares cimeiros das sondagens relativas às primárias que o Partido Republicano, em breve, organizará, a fim de escolher o seu candidato às Presidenciais norte-americanas de 2012.
Paul, médico ginecologista de formação, começou a sua carreira política ligado às correntes libertárias. Hoje, por questões tácticas de elegibilidade, está encostado ao Partido Republicano, mas, apesar de tudo, diferenciando-se marcadamente do pensamento "mainstream" daquele partido, sendo que não é de excluir a sua candidatura independente caso perca as primárias. Em Ron Paul, há duas linhas de pensamento que o caracterizam: a) uma oposição férrea ao intervencionismo estatal, em defesa das liberdades individuais e b) uma oposição ainda mais férrea ao sistema de papel moeda, corporizado nos bancos centrais, e ao sistema bancário de reservas fraccionadas.
Ora, em 2008 e 2009, eu escrevi abundantemente acerca da origem da crise bancária que depois resultou na crise soberana. Por diversas ocasiões, defendi que o início da crise esteve na abolição do sistema de Bretton Woods em 1971, tal como Ron Paul defende. É uma tese que mantenho, de forma cada vez mais convicta, embora hoje, ao contrário de então, não vislumbre qualquer hipótese (a oportunidade perdeu-se) de se poder regressar a um sistema padrão-ouro ou afim. A fuga para a frente é aquilo que sucederá porquanto a desalavancagem, associada a um regime monetário assente numa base tangível, seria de tal ordem acentuada (tal como foi acentuada a euforia dos últimos 40 anos...) que nem a população o suportaria nem os interesses partidários o permitiriam. É que não o esqueçamos: sem a capacidade de imprimir dinheiro e conceder crédito "out of thin air", como Paul gosta de frisar, os políticos perderiam boa parte do seu indevido poder e as populações boa parte das suas desmesuradas ilusões.
É neste enquadramento que Ron Paul aparece como alguém que representa algo verdadeiramente diferente. Sobretudo à medida que cresce a animosidade contra o poder do Estado, contra os interesses público-privados e também contra a incapacidade de auto-regulação da política. Pelo contrário, em face de tudo aquilo, cresce o apoio à alternativa, às ideias, até aqui tidas como radicais e utópicas de alguns como Ron Paul. No mundo ocidental, as pessoas estão a deixar de acreditar no paradigma actual da política, mas não deixaram, nem (acredito eu) vão deixar, de acreditar na liberdade. É por isso que na América um crescente número de pessoas, nas quais eu me incluiria se fosse norte-americano, estão dispostas a dar a oportunidade a uma alternativa que seja verdadeiramente uma alternativa ao enquadramento que nos trouxe até aqui.
Ora, dito isto, devo também dizer que, no presente, não acredito na viabilidade de se regressar ao padrão ouro; à austeridade orçamental que actualmente é necessária, para regressar a uma trajectória saudável e sustentável, será necessário juntar-lhe alguma indisciplina monetária antes de, também, esta poder ser invertida. Mas acredito e muito na necessidade de devolver às pessoas a primazia que o Estado, mesmo que democraticamente, ganhou sobre o Indivíduo. Acredito na obrigatoriedade de rever (e reduzir drasticamente) o papel e a presença do Estado na nossa sociedade, remetendo-o essencialmente, na tradição libertária, para o domínio da Justiça enquanto zelador do cumprimento de contratos livremente estabelecidos. Considero crucial a eliminação da cobertura e relação institucional que o Estado concede ao "Big Business", eliminando o "too big to fail". E, por fim, penso ser indispensável que a política se torne executante da vontade popular e descentralizada dos eleitores, para a qual toda a transparência democrática e toda a relação directa entre eleitor e eleito serão necessárias. Contudo, e é aqui que reside o grande "appeal" de Ron Paul, só alguém fora do "mainstream" partidário, cá como lá, é que será capaz de assegurar tais desígnios.
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Ricardo Arroja
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15:11
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um simulacro
Enfim, sempre que estou na Madeira, a leitura da propaganda jardinista, o "Jornal da Madeira", que apesar do preço de capa de 10 cêntimos é distribuído maciçamente pela ilha de forma gratuita, é um "must". É sempre uma leitura divertida e que me leva a questionar se estamos mesmo no século XXI ou se ainda estamos no tempo da guerra fria e das teorias da conspiração...
Hoje, véspera de Natal, Alberto João Jardim quebra finalmente o silêncio e num artigo de página e meia "explica" que, afinal, quem deve é o Estado português à Madeira e não a Madeira ao Estado português. Notável! A lógica é simples: é à Administração Central que cabe o financiamento do Saúde e da Educação no arquipélago, não obstante, como o próprio Jardim escreve, a Região Autónoma ter o direito de ficar com os impostos cobrados na ilha. Ou seja, dentro desta lógica, a Região Autónoma tem direitos mas não tem deveres. Quanto aos impostos retidos, imagino que sejam para, entre outras coisas, financiar o Jornal da Madeira e a promiscuidade público partidária que a não adopção de uma Lei de Incompatibilidades (adoptada em todo o território nacional excepto na Madeira) tem permitido ao longo dos anos.
Ora, ainda esta semana, foi amplamente difundido que Portugal já não qualifica como uma democracia sem falhas. Pois não, mas isso já não é de agora. O exemplo da Madeira, por oposição ao que ainda recentemente aconteceu nos Estados Unidos com a condenação de um senador e antigo governador do Illinois, é a prova provada de que a democracia nacional é plena de falhas. É que não esqueçamos o essencial: foi o Governo Regional que ocultou despesas e compromissos que por lei estava obrigado a comunicar a quem de direito, numa situação irregular que prosseguiu sem grandes consequências.
Quanto à extravagante interpretação que Jardim tem dos direitos e deveres da Autonomia Política, na qual alegadamente se apoia num parecer de Gomes Canotilho e de Vital Moreira, representa uma nuvem de fumo destinada a lançar um imbróglio jurídico e, assim, se perder o fio à meada. É lamentável. Mas isto acontece porque neste sistema não há ainda os "checks and balances" sem os quais, considerando-se a nulidade política que resulta da acção da Presidência da República, a acção dos políticos, por omissão ou por comissão, se sobrepõe aos processos democráticos. E este é o drama actual: ninguém tem mão nos representantes eleitos. A verdadeira Democracia, deste modo, não existe. Temos, sim, um simulacro democrático.
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Ricardo Arroja
em
10:52
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23 Dezembro 2011
Inovar na tradição
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Pedro Arroja
em
19:28
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A Tradição
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Pedro Arroja
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17:42
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Tu és Pedro...
O director do jornal pediu-me então que escrevesse um próximo artigo a explicar o meu pensamento. Escrevi o seguinte:
Um verdadeiro democrata
Por: Pedro Arroja
Na sua obra filosófica e teológica, o teólogo Joseph Ratzinger, actual Papa Bento XVI, tem utilizado frequentemente o episódio de Pilatos para ilustrar o principal vício da Democracia moderna. Pilatos estava convencido da inocência de Cristo. Porém, comportou-se como um verdadeiro democrata quando entregou a decisão sobre a vida de Cristo à multidão para que esta decidisse democraticamente o destino a dar-lhe.
O ponto que o teólogo Ratzinger pretende salientar é que a democracia não é nem um critério de verdade nem um critério de justiça. É apenas uma maneira de tomar decisões, e que essas decisões não são necessariamente boas somente porque são democráticas. Não. Essas decisões são boas se, e somente se, se conformarem com a Lei de Deus. Tomada como um bem absoluto, a Democracia conduz ao relativismo moral e cultural, na opinião do Papa um dos maiores males das sociedades democráticas modernas. Assim, por exemplo, não é por uma sociedade decidir democraticamente legalizar o aborto que o aborto se torna um acto moral.
Serão o Papa Bento XVI, e a Igreja Católica em geral, adversários da Democracia? Não, claro que não. O próprio Papa é eleito democraticamente. Aquilo que o Papa e a Igreja são contra é uma Democracia que não conhece limites, uma Democracia ilimitada, uma Democracia tornada critério da Verdade e da Justiça, e uma democracia de massa que é desumanizante. Naquela que é talvez a primeira Encíclica onde a Igreja reconhece plenamente as virtualidades positivas da Democracia, o Papa Pio XII escreveu: “Pelo que fica dito, aparece clara outra conclusão: a massa – como nós acabámos de defini-la – é a inimiga capital da verdadeira democracia e do seu ideal de liberdade e igualdade” (Encíclica Benignitas et Humanitas, 1944).
Desde há muitos séculos que a Igreja pratica a Democracia na eleição do Papa, muito antes do advento da Democracia moderna, de massas ou de sufrágio universal. Mas a Democracia que a Igreja pratica é uma democracia limitada. É uma Democracia entre pares - a elite da Igreja -, em que cerca de 120 cardeais são chamados a eleger o Papa, e não uma democracia de massas em que um eleitor de 18 anos é posto no mesmo plano de um outro de 60 anos, que tem idade e experiência de vida para ser seu pai ou mesmo avô. A Igreja não chama a eleger o Papa nem sequer a generalidade dos bispos, menos ainda os presbíteros, para não falar nos fiéis.
E uma vez eleito o Papa, o exercício democrático termina, passando a Igreja a ser governada pela autoridade suprema e absoluta do Papa, que não tem de prestar contas a ninguém, nem sequer a quem o elegeu, mas apenas a Deus. Parece ter sido essa, na realidade, a vontade de Deus, que a Igreja seja governada por um Homem, e não pelo povo ou pelos representantes do povo, como é próprio da Democracia moderna.
A palavra Igreja (do grego Ekklesia) significa comunidade. Cristo poderia ter entregue o governo da sua Comunidade (Igreja), ao povo, para que este a governasse democraticamente. Mas não o fez. Entregou o governo da sua Comunidade (Igreja) a uma elite de doze homens, designados por Ele, e até começou por designar o primeiro dentre eles: “Tu és Pedro…”.
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Pedro Arroja
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15:28
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Não estava, não está ...
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Pedro Arroja
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12:47
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numa altura
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Pedro Arroja
em
12:26
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a voz
Publicada por
Pedro Arroja
em
12:04
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instant money
Chineses vão instalar bancos em Portugal.
Fantástico! Com umas centenas de milhões de Euros, os chineses vão ser capazes de alavancar investimentos de biliões e se a coisa correr mal, cá vão estar os contribuintes para aparar a jogada.
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Joaquim
em
08:57
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22 Dezembro 2011
sra.
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Pedro Arroja
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20:14
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Vai correr mal
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Pedro Arroja
em
19:55
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vamos ser precisos
Não me parece correcto falar-se de privatização da EDP quando 21,35 % do capital da empresa passa para o controle da República Popular da China. Que raio de privatização é essa?
Talvez seja mais correcto falar-se de uma transnacionalização.
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Joaquim
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18:16
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three gorges corporation
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Joaquim
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17:34
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a emigração
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Joaquim
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10:31
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salvar a face
EDP. Governo dividido entre chineses e alemães.
O que significa este título? A minha leitura é que a proposta dos brasileiros foi chumbada, como era de esperar, e que o governo quer transmitir a ideia de que está hesitante entre os chineses e os alemães. Mas como são os alemães que mandam cá no burgo, em última análise são estes que vão sair vencedores. Ou a lógica é uma batata!
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Joaquim
em
07:34
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21 Dezembro 2011
o argumento irracional
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Joaquim
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20:18
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o argumento racional
O comissário europeu dos assuntos sociais, Laszlo Andor, mostrou-se hoje muito preocupado com a emigração de jovens europeus para outras paragens, nomeando "Brasil, Angola e Moçambique", numa mensagem que parece desenhada para chocar com o apelo à emigração feito pelo primeiro-ministro português, Passos Coelho. Andor não apenas critica a perda de uma "geração inteira" como também recorda o "custo financeiro" que isso acarreta.
"Alguns jovens já estão a sair da Europa para encontrar emprego em países como os EUA, o Canadá, Austrália ou o Brasil, Angola e mesmo Moçambique dependendo da sua língua de origem", lamentou o comissário. "Esta tendência não pode continuar: não apenas arriscamos perder uma geração inteira mas também há um custo financeiro. Há, aliás, um recente estudo europeu concluiu que o fardo dos actuais níveis de desemprego para a sociedade é de cerca de dois mil milhões euros por semana ou um pouco mais de 1% do PIB da UE". E por isso, a comissão de Durão Barroso "apela de forma urgente à acção europeia mas também nacional e local" para travar esta sangria geracional.
DE
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Joaquim
em
19:42
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insuficiência económica
Publicada por
Joaquim
em
17:28
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a última
Está neste caso o Estado-Social ou Estado-Providência. O moderno Estado-Providência é uma criação do muito anti-católico chanceller alemão Otto von Bismarck.
Durante muitos séculos, foi a Igreja Católica que por toda a Europa, incluindo a Alemanha, assegurou grande parte das funções ditas sociais, como a assistência aos pobres e idosos, a educação e a saúde. Porém, no seguimento da reforma religiosa, que teve o epicentro na Alemanha, e com a perseguição à Igreja, sobretudo no norte do país, havia que encontrar uma instituição que substituísse a Igreja nessas funções. Assim nasceu o Estado-Social. Nos países protestantes, O Estado substituiu a Igreja nas funções sociais e tornou-se a principal instituição de assistência social.
Desde 1974 o Estado português foi aquele que mais cresceu em toda a Europa Ocidental, passando a sua despesa em termos do PIB de 20% em 1974 para mais de 50% actualmente, e isto ocorreu sobretudo pela expansão das suas funções sociais. Porém, a cultura popular católica não é apenas uma cultura de imitação. É também uma cultura de excessos e exageros. E o Estado-Social em Portugal rapidamente foi levado ao exagero, a tal ponto que se encontra hoje falido.
Inovar por imitação é a forma fácil e falsa de inovar. A verdadeira inovação é a inovação na tradição. E qual é a tradição de assistência social em Portugal? É uma tradição que põe o Estado como a última instituição de assistência social – a instituição subsidiária -, e não como a primeira, como faz a tradição luterana alemã.
A tradição católica, no seu realismo, parte do princípio de que quem conhece melhor as necessidades dos carenciados são aqueles que lhes estão próximos. Por isso, a primeira instituição de assistência social é a família, seguindo-se o grupo de amigos, a freguesia, as associações sociais, profissionais e recreativas, o concelho, e só finalmente o Estado. A Igreja cruza transversalmente todas estas instituições, a sua acção de assistência exercendo-se desde o nível mais local da paróquia até ao nível nacional, passando pela diocese.
Quando um país perde o rumo, só existe um caminho seguro – a tradição. É certamente um bom sinal que o Governo tenha anunciado recentemente a sua intenção de devolver às Misericórdias doze hospitais que tinham sido nacionalizados com o 25 de Abril. Num país profundamente católico como é Portugal, o Estado nunca será, nem de longe, um concorrente sério da Igreja no exercício de funções sociais. Falta-lhe a experiência. Falta-lhe a tradição.
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Pedro Arroja
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12:43
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Emissários culturais
No início dos anos 80 conheci numa conferência em Nova Iorque um jovem economista brasileiro. Nessa altura, o Brasil passava por uma crise semelhante à crise portuguesa actual e os brasileiros emigravam em massa. Discutimos as causas da crise e no final ele comentou a propósito do seu próprio país: “Pobre país que não consegue dar de comer aos seus próprios filhos”. A frase, carregada de emoção, tocou-me, tanto mais que eu vinha de um país que, não apenas tinha dado origem ao Brasil, mas que, tal como o Brasil, tinha uma tradição de vagas recorrentes de emigração.
O choque foi tanto maior quando me dei conta que estava na capital económica do país ocidental que tem a maior tradição moderna, não de emigração, mas de imigração – os EUA. Eu próprio, nessa altura, vivia noutro país a norte – o Canadá – também ele com uma grande tradição de imigração, não de emigração. Mas tenho de admitir que nessa altura não consegui encontrar explicação para este fenómeno. Por que é que certos países da civilização ocidental ou cristã (Portugal, Itália, Brasil, etc.) têm tradição de emigração, e outros (EUA, Canadá, Alemanha, Suíça, etc.), a tradição oposta, a de imigração?
Hoje penso que conheço a resposta. Um país de cultura católica ou universal, para possuir dentro das suas fronteiras tudo aquilo que existe no mundo e assim fazer justiça à sua cultura universal, precisa de enviar regulamente ao estrangeiro emissários que depois venham contar o que se passa lá fora e reproduzir no país os modos de pensar e de fazer que existem pelo mundo. É essa a função cultural dos emigrantes. Os emigrantes são os emissários da cultura católica ou universal, sem os quais esta cultura nunca se manteria universal.
Qualquer país de cultura católica acaba por necessidade a gerar, a intervalos regulares de tempo, condições internas (políticas, económicas ou outras) que impelem a uma vaga de emigração por parte da sua população. Sem este mecanismo, eles perderiam a sua cultura católica ou universal.
Na realidade, e vendo o problema agora a esta luz, na civilização ocidental ou cristã, os países de emigração são os países de cultura predominantemente católica, enquanto os países de imigração são os países de cultura predominantemente protestante. A cultura protestante, ao contrário da cultura católica, não emigra. É uma cultura paroquial, que não se interessa por aquilo que se passa fora das suas fronteiras. O filósofo alemão Emanuel Kant, às vezes chamado o filósofo do protestantismo, permanece como um símbolo do paroquialismo da cultura protestante. Em 80 anos de vida (1724-1804) nunca viajou mais de cem quilómetros para além da sua terra natal, Konigsberg.
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Pedro Arroja
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11:45
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keynesianismo à moda do Porto II
Agência Nacional da Emigração
Observatório Nacional da Emigração
Formação Profissional para Emigrantes
Novas Oportunidades para Emigrantes
Plano Nacional de Saúde para Emigrantes
Centro de Apoio às Famílias dos Emigrantes
Casa do Emigrante
Museu Nacional da Emigração
Centro Etnológico do Emigrante
Dia do Emigrante
Caixa Geral de Depósitos dos Emigrantes
PS: Como acabei de demonstrar, a emigração pode criar emprego em Portugal
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Joaquim
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07:30
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keynesianismo à moda do Porto
Paulo Rangel propõe investimento público para combater o desemprego. Como? Criando uma agência (+ 1) para ajudar os portugueses a emigrar.
O eurodeputado do PSD Paulo Rangel sugeriu hoje a criação de uma agência nacional para ajudar os portugueses que queiram emigrar, considerando que essa pode ser uma "segunda opção" para quem não encontra trabalho em Portugal.
Trata-se de uma novidade absoluta em termos políticos e institucionais. Julgo que seríamos o primeiro país do mundo a investir dinheiro dos contribuintes na corrente da emigração.
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Joaquim
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07:20
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o descalabro da política
Há umas horas vi um programa da TVI24, chamado "Política mesmo", onde um tal de João Oliveira, deputado comunista, afirmava, entre outras pérolas, que o problema associado aos prejuízos das empresas públicas era o resultado da sucessiva desgovernação que sucessivos governos (presume-se, PS-PSD-CDS) tinham produzido, alegadamente de propósito, naquelas empresas a fim de as conduzir à necessidade da privatização. Mais, afirmava ainda aquele deputado, aparentemente indignado, que ao privatizar parte do Sector Empresarial do Estado se iria retirar ao Estado generosos dividendos, pagos por aquelas empresas, e que agora iriam parar aos bolsos de interesses privados! Enfim, seria conveniente que alguém explicasse ao ilustre deputado que, com excepção talvez da EDP (e somente, nos anos recentes, após a privatização do monopólio da EDP), aquilo que o Estado gastou em aumentos de capital superou e muito aquilo que recebeu em alegados dividendos. Seria uma clarificação importante, no mesmo dia em que outro jovem comunista, o "motard/pugilista" Miguel Tiago, acusou o Ministro Vítor Gaspar de uma agenda "fascizante" e de um ajuste de contas com Abril, não se percebeu bem a propósito de quê...Ora, é bom que se discutam as privatizações (por exemplo, folgo em saber que a privatização da Águas de Portugal, uma empresa rentável e gestora de um monopólio natural, foi adiada). E é bom que se discuta o papel e a presença do Estado na economia. Mas não é bom nem é aceitável que, intelectualmente, se tente aldrabar o eleitorado que ainda vai financiando este circo da nossa pequena política e destes pobres protagonistas.
Lamentavelmente, a insolvência de Portugal é o reflexo desta gente que, através do Parlamento, conduziu este nosso País, genericamente abúlico, a esta triste situação. Ora, como um dia escreveu Ludwig von Mises "the flowering of human society depends on two factors: the intellectual power of outstanding men to conceive sound, social and economic theories and the ability of these or other men to make these ideologies palatable to the majority" (Human Action, 1943). Por cá, nem uma coisa nem outra. E é por isso que, certamente por cá, eu deixei de acreditar na democracia representativa. Se é para esta miséria intelectual, então, poupem-nos a este espectáculo patético. Devolvam o poder político directamente ao eleitorado e logo se verá se esta gente é mesmo representativa do País, se é melhor ou se, afinal, é até bem pior.
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Ricardo Arroja
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02:25
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20 Dezembro 2011
IBM 5 in 5: 2011
Via Jornal de Negócios
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Joaquim
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21:13
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group thinking
O jovem desempregado em vez de ficar na "zona de conforto" deve emigrar, disse o secretário de Estado da Juventude e do Desporto.
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, sugere que os professores desempregados emigrem para países lusófonos.
O ministro dos Assuntos Parlamentares acusa de «conservadorismo» os que criticam a sugestão dada pelo primeiro-ministro aos professores para que emigrem.
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Joaquim
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18:43
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19 Dezembro 2011
pirem-se
Todos os portugueses têm o direito a viver e desenvolver a sua actividade em Portugal. Trata-se de um direito inalienável, este direito de cidadania. Podemos emigrar, mas no estrangeiro não somos cidadãos nacionais, somos residentes, com um estatuto de menoridade relativamente à população nacional.
Não fica bem, portanto, ao primeiro-ministro, sugerir a quem quer que seja que se pire daqui para fora, quaisquer que sejam as razões. Pelo contrário, os líderes nacionais devem manifestar desconforto com os níveis de emigração que atingimos.
Relativamente aos professores é necessário analisar o problema em duas vertentes:
- No mundo actual a formação académica não corresponde necessariamente a uma determinada carreira profissional. Um professor de português pode vir a trabalhar numa editora, por exemplo, ou um de matemática pode vir a trabalhar no controle de qualidade de uma têxtil.
- Não faz sentido que os quadros das escolas públicas estejam completamente fechados para os jovens. Tem de haver renovação, os professores menos competentes devem dar o lugar aos jovens e procurar outras actividades para que tenham mais jeito.
Ao sugerir a "porta da rua" aos jovens professores sem colocação, PPC revela grande insensibilidade e incapacidade para mudar o que realmente está mal. Ler Mais...
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Joaquim
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07:32
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18 Dezembro 2011
um cenário de pesadelo
“Crise na zona euro: Relações Exteriores tem plano de retirada de expatriados” é a manchete do jornal The Daily Telegraph.
O jornal afirma que os britânicos que vivem em Espanha e em Portugal “podem ter ajuda do Governo para deixarem os países se a crise na zona euro arrastar os seus bancos” e eles deixarem de “ter acesso às suas contas bancárias”.
Segundo o jornal, vivem em Espanha cerca de um milhão de britânicos e 55 mil em Portugal.
Ao jornal Sunday Times, o Ministério das Finanças confirmou os planos, mas recusou-se a dar mais detalhes.
O Ministério das Relações Exteriores disse ao diário que se está a preparar para um “cenário de pesadelo”, com milhares de britânicos sem dinheiro a dormir nos aeroportos e sem meios para chegar a casa. Entre os planos de contingência que o Governo está a preparar consta o envio de aviões, navios e autocarros. Segundo uma fonte daquele ministério, os planos estão a ser debatidos para entrarem em ação caso se verifique o pior cenário.
Em causa está a crise da dívida soberana nos países da zona euro que tem estado sobre foco nos principais mercados.
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Joaquim
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18:45
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mão de obra qualificada
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Joaquim
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18:29
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Paganismo II
Tem piada pensar que paganismo vem do Latim - paganus, significando provinciano, rústico. O paganismo é isso mesmo, uma proto-religião simplória e parola. Ler Mais...
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Joaquim
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10:46
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17 Dezembro 2011
uma história da província
Era uma vez um polícia municipal de Coimbra A (ou seria Coimbra B ?) que causou alarido no burgo por enviar um email com "votos de sexo incrível".
Numa cidade cosmopolita ninguém se teria dado ao trabalho de enviar, ou de abrir, um ficheiro em Power Point, anexo a um email com a palavra "sexo", mas em Coimbra o sexo ainda comove os indígenas.
O polícia considera-se um tipo moderno, o presidente da autarquia considera-se um tipo austero e os funcionári@s consideram-se umas flores de estufa. Enfim, a província no seu melhor.
E o pior é que em Coimbra ninguém deve saber exactamente o que é o "sexo incrível". Nem o polícia, para quem o sexo incrível deve ser uma espécie de Euromilhões, nem o presidente da Câmara, nem os funcionários.
Ora deixem-me então explicar, aos conimbricences, o que é para mim, um verdadeiro cosmopolita com tirocínio tirado numa década em Nova Iorque, com mulheres de todas as cores e nacionalidades, o que é o sexo incrível:
Meus amigos, é quando um tipo está deitado de barriga para o ar com o cassetete na vertical e a "mula" desce do candeeiro, em posição de espargata e em rodopio, até se encaixar no dito e rodopiar durante um período mínimo de 15 minutos (1).
Boas Festas para todos os nossos amigos de Coimbra A e de Coimbra B e "votos de sexo incrível" para todos.
(1) O sexo incrível não deve ser practicado por pessoas com mais de 65 anos ou por doentes com vertigens. Ler Mais...
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Joaquim
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06:41
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16 Dezembro 2011
Deus é grande
A minha resposta a esta pergunta é que podemos conquistar a eternidade de dois modos: procriando ou dando contributos culturais relevantes para a sobrevivência da espécie.
Christopher Hitchens, que faleceu ontem, foi um actor importante do panorama cultural dos últimos anos, mas ficou aquém de dar qualquer contributo "imortal". Há milhares de ateus fundamentalistas por aí... cada um com as suas opiniões (este considerava-se um Marxista conservador !!!).
Sobra, portanto, a procriação. Felizmente Christopher Hitchens deixa três filhos que se não estiverem envenenados pelo pensamento maléfico do pai, ainda podem vir a fazer qualquer coisinha de útil. "Deus é grande", haja esperança! Ler Mais...
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Joaquim
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18:06
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o mister
"We have an atomic bomb that we can use in the face of the Germans and the French: this atomic bomb is simply that we won't pay," said Pedro Nuno Santos, vice-president of the Socialist Party in the parliament.
"Debt is our only weapon and we must use it to impose better conditions, because recession itself is what is stopping us complying with the (EU-IMF Troika) accord. We should make the legs of the German bankers tremble," he said.
Telegraph
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Joaquim
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07:54
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o fim da história à portuguesa
Segundo Sampaio, "o capitalismo não tem alternativa depois do falhanço do socialismo soviético e de coisas parecidas" e, definiu, "o grande problema que se coloca é não haver um outro sistema "home made".
Mas, alertou, "tem que haver uma transição com o mínimo de razoabilidade" porque, disse, "as pessoas não podem de repente ficar sem sistema".
Estas observações de Jorge Sampaio parecem retiradas de uma revista do nosso querido Vilhena. Jorge Sampaio demorou umas dezenas de anos, mas finalmente chegou à conclusão de que não há alternativas ao capitalismo. Obviamente, Jorge Sampaio não leu "O Fim da História", do Francis Fukuyama, publicado há 20 anos.
Ao mesmo tempo, Jorge Sampaio assume que Portugal não é um país capitalista porque apostou em sistemas falidos ou em soluções utópicas "home made". E agora "tem de haver uma transição" com um mínimo de razoabilidade.
Mais uma vez, Jorge Sampaio deixa-nos com um sorriso nos lábios. Razoabilidade? Algum país acabou com o socialismo "razoabilidademente"?
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Joaquim
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06:47
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15 Dezembro 2011
2 notícias 2
Freitas do Amaral: "Alemanha e França querem expulsar-nos do euro".
Pedro Nuno Santos: "Estou a marimbar-me para o banco alemão que emprestou dinheiro a Portugal nas condições em que emprestou".
A mesma maneira de pensar, a culpa é dos outros.
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Joaquim
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19:10
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muito engraçado
O "mercado político" é mais dinâmico do que o mercado financeiro. Fernando Ulrich, por exemplo, é CEO do BPI desde 2003, neste período as acções do banco desceram de 2,19 € para 0,45 € (uma perda de cerca de 80% do valor do banco). Entretanto, na arena política, desde 2003 tivemos Durão Barroso, Santana Lopes, José Sócrates e agora Pedro Passos Coelho.
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Joaquim
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11:07
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person of the year 2011
A Time nunca a elegeria, por ser alemã e por ser mulher. Ler Mais...
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Joaquim
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07:31
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the protester
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Joaquim
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07:30
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14 Dezembro 2011
molho de bróculos
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Joaquim
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14:27
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anti-keynesiano?
Na sua crónica de hoje no Público, Rui Tavares - o eurodeputado independente do BE (ex?) - afirma que Hitler era contrário às políticas de expansão económica, que agora se chamam "keynesianas". Penso que se trata de uma afirmação completamente descabida.
Leia-se a este propósito este texto de Llewellyn H. Rockwell, Jr., do Instituto Mises:
In the 1930s, Hitler was widely viewed as just another protectionist central planner who recognized the supposed failure of the free market and the need for nationally guided economic development. Proto-Keynesian socialist economist Joan Robinson wrote that "Hitler found a cure against unemployment before Keynes was finished explaining it."
What were those economic policies? He suspended the gold standard, embarked on huge public works programs like Autobahns, protected industry from foreign competition, expanded credit, instituted jobs programs, bullied the private sector on prices and production decisions, vastly expanded the military, enforced capital controls, instituted family planning, penalized smoking, brought about national health care and unemployment insurance, imposed education standards, and eventually ran huge deficits. The Nazi interventionist program was essential to the regime's rejection of the market economy and its embrace of socialism in one country.
Such programs remain widely praised today, even given their failures. They are features of every "capitalist" democracy. Keynes himself admired the Nazi economic program, writing in the foreword to the German edition to the General Theory: "[T]he theory of output as a whole, which is what the following book purports to provide, is much more easily adapted to the conditions of a totalitarian state, than is the theory of production and distribution of a given output produced under the conditions of free competition and a large measure of laissez-faire."
Keynes's comment, which may shock many, did not come out of the blue. Hitler's economists rejected laissez-faire, and admired Keynes, even foreshadowing him in many ways. Similarly, the Keynesians admired Hitler (see George Garvy, "Keynes and the Economic Activists of Pre-Hitler Germany," The Journal of Political Economy, Volume 83, Issue 2, April 1975, pp. 391—405).
PS: Só falta agora ao Rui Tavares comparar as políticas económicas de Merckel às de Hitler. Aguardemos pela próxima crónica...
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Joaquim
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10:51
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isento e transparente
O líder da empresa chinesa candidata à privatização da EDP manifestou-se hoje "muito confiante" no sucesso da sua proposta e na "isenção" e "transparência" do Governo português.
Apenas um comentário: o governo português deve ser tão isento e transparente, nestes assuntos, como o governo chinês. Nem mais nem menos.
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Joaquim
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09:55
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brandos costumes
Um funcionário da Euroscut Algarve foi esta noite atingido por um tiro, depois de se deslocar ao pórtico da zona da Guia que estava a arder, mas ficou ferido sem gravidade, disse fonte oficial à agência Lusa.
Público
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Joaquim
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07:06
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12 Dezembro 2011
o alfabeto é uma coisa fascinante
Verdades de sempre:
A água é um composto fascinante.
A linguagem é um fenómeno fascinante.
A vida é um milagre fascinante.
A reprodução é fascinante (muito mais fixe do que afirmar que o sexo é porreiro).
A existência é fascinante.
O ser é fascinante.
A transformação do sumo de uva em vinho é um fenómeno fascinante, com a característica notável de que quanto mais vinho se bebe mais fascinante nos parece esta transformação.
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Joaquim
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14:42
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tem tok
A entrevista de ontem de MRS ao "jovem" escritor Gonçalo M. Tavares revelou potencial. Pelo menos o potencial de passar à história pela afirmação mais profunda e original de 2011. Gonçalo Tavares, depois de se confessar deslumbrado pelas letras e pelo alfabeto, afirmou então o seguinte:
- O alfabeto é uma coisa fascinante!
Num País de analfabetos, temos de concordar com o Gonçalo Tavares. Numa terra de cegos...
PS: Se a entrevista fosse em inglês, o video já se tinha tornado viral.
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Joaquim
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07:44
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opiniões
Eu ainda prefiro o estilo Coco antes de ser Chanel. Ler Mais...
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Joaquim
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06:54
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