30 Abril 2010
os grandes heróis gregos
Publicada por
Joaquim
em
18:29
|
Hiperligações para esta mensagem
informal
Publicada por
Joaquim
em
17:54
|
Hiperligações para esta mensagem
reacender a luta de classes
Paira um espectro sobre Portugal, é o espectro da luta de classes. Nessa luta, os liberais estão do lado do povo e os socialistas estão do lado do capital (ver aqui e aqui)
Ler Mais...
Publicada por
Joaquim
em
09:05
|
Hiperligações para esta mensagem
oficial e cavalheiro
A Srª Merkel é estúpida.
Baptista Bastos no JN
Publicada por
Joaquim
em
08:56
|
Hiperligações para esta mensagem
insustentável II
Esta diferença é insustentável porque onera todos os nossos produtos e serviços, tornando-os não competitivos.
Quando constato que a ACS vem publicamente afirmar o mesmo, congratulo-me com o realismo, mas olho à volta e não vejo mais ninguém a dar sugestões concretas para resolver o problema.
Deste modo, quando chegar a hora de efectuarmos os cortes necessários, não estaremos preparados e não será possível encontrar soluções de consenso.
Vou continuar a dizer que “o rei vai nu”, embora saiba perfeitamente que a maior parte dos nossos concidadãos prefere viver de olhos fechados.
Já não é mau que oficialmente se admita o que eu tenho vindo a afirmar nos últimos anos, o actual sistema é insustentável. Ler Mais...
Publicada por
Joaquim
em
07:41
|
Hiperligações para esta mensagem
insustentável
A Alta Comissária para a Saúde, Maria do Céu Machado, disse hoje que "a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde [SNS] é um problema complicado", sublinhando que "neste momento o SNS português está praticamente insustentável".
Via Público
Publicada por
Joaquim
em
07:08
|
Hiperligações para esta mensagem
deixem-se de diletantismos
Publicada por
Ricardo Arroja
em
00:51
|
Hiperligações para esta mensagem
o direito constitucional ao disparate
Eu não pretendia recuperar a questão de ontem com o Luís Naves sobre o «direito constitucional ao disparate», mas já que ele me reconheceu como titular desse novo direito fundamental, vou beneficiar um pouco mais do privilégio. Apenas com um objectivo: o de propor ao Luís Naves, na qualidade de responsável pela nova figura jurídica, que determine um prazo legal mínimo para a vigência do novo direito consagrado. Em face disto que leio num post do Francisco Almeida Leite, eu propunha que esse prazo fosse, pelo menos, de 24 horas, a fim de que todos possamos beneficiar da dimensão lúdica e circense que a manifestação de tão sagrado direito fundamental sempre produz. Menos do que isso dá muito trabalho e desestimula quem se proponha exercer esse direito. Pelo menos, a mim, chateia-me aplicar-me tanto a dizer disparates e vê-los assim desperdiçados em tão pouco tempo. Fica feita a sugestão.
Publicada por
rui a.
em
00:27
|
Hiperligações para esta mensagem
29 Abril 2010
caiu a máscara III
Uma moeda fraca é um imposto escamoteado sobre os pobres. É um roubo permanente, um assalto aos salários e à poupança. Ver a “esquerda” contemplar uma possível saída do euro e a adopção de uma moeda fraca, diz tudo.
A esquerda é uma fábrica de miséria.
Publicada por
Joaquim
em
22:22
|
Hiperligações para esta mensagem
desorientação
Todas as grandes obras públicas são para continuar.
Ministro das Obras Públicas, hoje.
As declarações do Ministro das Obras Públicas são irresponsáveis.
Paulo Rangel, hoje na SIC.
Publicada por
Joaquim
em
22:07
|
Hiperligações para esta mensagem
palhaço
Ex-ministro da finanças grego, George Alogoskoufis, relança carreira como palhaço. Ler Mais...
Publicada por
Joaquim
em
16:25
|
Hiperligações para esta mensagem
ouça um bom conselho III
Os portugueses adoram a ADSE, dá-lhes escolha e flexibilidade, pelo preço simbólico de 1,5% do vencimento. E a ADSE adora os portugueses porque lhes presta um serviço excelente, a um custo menor do que no SNS.
Para ajudar a combater o défice orçamental, o governo deve ampliar o universo dos potenciais beneficiários da ADSE e permitir o aparecimentos de seguros do tipo da ADSE para a população em geral.
Cada beneficiário contribuiria com cerca de 200,00 € /ano (1,5% do vencimento médio) e pouparia ao estado cerca de 158,00 € /ano.
Se entrassem para a ADSE mais 100.000 beneficiários, o estado pouparia 15,8 M€ e o orçamento seria complementado com mais 20,00 M€ de contribuições. Façam as contas para 1 milhão de pessoas e vejam.
Publicada por
Joaquim
em
11:35
|
Hiperligações para esta mensagem
salvar o estado social
Aguardam-se as reacções dos passistas "liberais".
Publicada por
rui a.
em
10:49
|
Hiperligações para esta mensagem
o paradoxo do contraditório
O Fernando Moreira de Sá, uma alma cada vez mais sensível aos excessos da direita (onde calculo que me inclui) e aos dislates da esquerda (onde espero que nunca se venha a incluir), enunciou, aqui, um novo paradoxo político. Eu chamar-lhe-ia, para enfatizar, «o paradoxo do contraditório». Os termos da descoberta são admiráveis e são os que se seguem.O primeiro postulado do raciocínio consiste em reconhecer, como diz o Fernando, que «o nosso país está a caminho do desastre», tal e qual «o Titanic» (a imagem é forte e adequada). O segundo postulado determina que os governantes actuais – de quem nada se pode esperar para salvar a pátria, segundo o Fernando – são os principais responsáveis pela situação. O terceiro é que, apesar de péssimos, os actuais governantes não podem por enquanto ser substituídos, nem o país ir a votos. «Seria o descalabro», avisa-nos prudentemente o Fernando: é necessário aguardar que a «tempestade amaine», o mesmo quer dizer, que a crise abrande e o país melhore, para, «mais tarde» se atacar e substituir o governo.
A beleza do paradoxo, como todos por esta altura já compreenderam, está em presumir que quem conduziu o país ao «desastre» possa ser quem consiga ultrapassar esse mesmo desastre. É uma contradição para a qual não consigo explicação. Mas os paradoxos são assim mesmo.
Publicada por
rui a.
em
10:30
|
Hiperligações para esta mensagem
em guerra com a aritmética
A mais elementar das equações que determinam a sustentabilidade das contas públicas mostra o que queremos esconder a todo o custo. Que com défices orçamentais aterradores e crescimento nominal nulo a dívida pública é imparável.
Miguel Morgado no i
Publicada por
Joaquim
em
09:40
|
Hiperligações para esta mensagem
uma no cravo, outra na ferradura
Em entrevista ao jornal espanhol “ABC”, o presidente do PSD diz esperar que os socialistas contribuam para evitar uma crise política, mas não acredita que Sócrates chegue ao fim da legislatura se mantiver a “arrogância”.
“O Governo perdeu a maioria absoluta e se se mantém como até agora, com uma posição de arrogância, é muito difícil que acabe o mandato”, refere Pedro Passos Coelho, numa entrevista concedida na semana passada, antes dos desenvolvimentos mais recentes onde se demonstrou disponível para ajudar o Governo liderado por José Sócrates a superar a crise.
Via JN
Publicada por
Joaquim
em
07:29
|
Hiperligações para esta mensagem
28 Abril 2010
não seria capaz de o dizer melhor
«Escassos Argumentos
A Fitch Ratings acabou de baixar o rating de Portugal. Isto, antes de o PEC que o Governo quis levar ao Parlamento ser votado. Logo, cada vez mais se percebe que a votação de amanhã é irrelevante do ponto de vista financeiro e económico – a questão é meramente política.
O PS quer juntar a Oposição no PEC que obrou. Sobretudo, meter o PSD no mesmo saco em que se embrulhou. Está quase a consegui-lo. Os restos da liderança de Ferreira Leite preparam-se para nos atordoar com mais uma calinada política. Mais um favor à agenda pessoal de Cavaco. Mais um frete ao Governo. As razões económicas avançadas para induzir a necessidade imperiosa de aprovar o PEC de Sócrates caem todos os dias – a credibilidade de Portugal não depende de um anúncio espúrio de intenções mas sim de medidas concretas, no terreno. Como a Fitch acaba de comprovar.
Espero que as Directas de dia 26 façam com que este modo boçal de fazer Oposição aconteça pela última vez.»
Publicada por
rui a.
em
23:54
|
Hiperligações para esta mensagem
até vital moreira compreende as coisas básicas
No i.
Publicada por
rui a.
em
21:39
|
Hiperligações para esta mensagem
"uma parte da direita que não compreende coisas básicas"
Com tantos e tão genuínos elogios à minha augusta pessoa, eu não poderia senão concordar com ele: há, de facto, uma certa direita que não compreende alguns conceitos básicos como, por exemplo, o que são, e para que servem, um governo e uma oposição.
Por falar em tentativas de ultrapassar os limites constitucionais ao disparate, eu sugeria-lhe que começasse por tornar claros e concisos, no seu espírito, estes dois conceitos, para, em seguida, se ele ainda estiver interessado, podermos manter um diálogo minimamente inteligível e proveitoso.
Publicada por
rui a.
em
19:55
|
Hiperligações para esta mensagem
governo e oposição
Nas democracias sensatas costuma ser o chefe do governo a pedir colaboração aos partidos e aos chefes da oposição para poder governar.Hoje, Pedro Passos Coelho estreou uma nova moda modalidade que consiste em oferecer unilateralmente os préstimos do maior partido da oposição ao governo e às suas políticas (neste caso à execução do PEC), sem que este tenha mexido uma palha para os merecer.
Com este gesto, que José Sócrates ainda deve estar a agradecer ao Menino Jesus, Pedro Passos Coelho legitimou a tese do primeiro-ministro, de que Portugal está a ser vítima de “um ataque especulativo sem fundamento”. Ora, de duas uma: se isso for verdade, quer dizer que o país não está tão mal como dizem os avaliadores internacionais e que não tem sido mal governado. Neste caso, o PSD não tem função útil. Todavia, se os “ataques” não forem tão “especulativos” como diz o primeiro-ministro é porque o país está, de facto, mal. Então, há que saber porque razões chegamos a este ponto, quem foram os responsáveis, e o que se pode propor como alternativa.
É para este último tipo de coisas que costumam servir os partidos da oposição, e não para andarem à volta do primeiro-ministro como se fossem cãezinhos amestrados.
Publicada por
rui a.
em
19:20
|
Hiperligações para esta mensagem
uma pergunta
Publicada por
rui a.
em
16:52
|
Hiperligações para esta mensagem
líder da oposição, procura-se
Publicada por
rui a.
em
14:12
|
Hiperligações para esta mensagem
caiu a máscara
Resultado da cimeira JS/PPC:
Quem vai pagar a crise são os desempregados, os beneficiários do RSI e os automobilistas.
Publicada por
Joaquim
em
14:11
|
Hiperligações para esta mensagem
ouça um bom conselho II
A segunda medida que deve ser tomada imediatamente para diminuir os gastos na saúde tem a ver com o modelo de financiamento das unidades do SNS. O governo deve terminar com todos os contratos-programa e adoptar um modelo de capitação.
Cada Unidade Local de Saúde deve receber uma dotação correspondente ao número de habitantes da sua região. Caberá depois às administrações dessas unidades alocar os recursos da forma que melhor entenderem.
A síndrome de Valença só se resolve deixando as populações locais estabelecerem as suas prioridades.
No actual modelo, o Estado gasta com cada cidadão cerca de 900,00 € /capita /ano. Esse montante pode ser reduzido para 700,00 €, sem prejuízo para os utentes (é o mesmo montante que gasta a ADSE).
Esta medida pode poupar até 2.000 M€ por ano. Deve ser faseada de acordo com a pressão orçamental.
Publicada por
Joaquim
em
14:10
|
Hiperligações para esta mensagem
ouça um bom conselho I
É necessário reduzir os gastos na saúde em cerca de 3.000 M€, nos próximos três anos. Eu já me fartei de explicar porquê, mas a mensagem custa a passar. Dado o momento difícil que atravessamos, deixem-me voltar à carga, explicando como se podem efectuar estes cortes “sem dor”.
1. Corte-se nos gastos com medicamentos. Temos margem para reduzir os gastos com medicamentos em cerca de 1.300 M€. Tenho vindo a sugerir um corte inicial de 330 M€ que pode ser efectuado imediatamente, apenas com a revisão da tabela de medicamentos comparticipados e da percentagem de comparticipação.
Numa segunda fase, é necessário racionalizar o consumo, através de uma prescrição mais rigorosa e de acompanhamento farmacoterapêutico.
Nos próximos posts vou indicar outras medidas para reduzir os gastos na saúde, sem prejuízo para os utentes.
Publicada por
Joaquim
em
11:47
|
Hiperligações para esta mensagem
social-estatismo
A culpa da situação em que nos encontramos tem, contudo, outra origem: o modelo social-estatista que a III República impôs a Portugal, e que todos os responsáveis pelo país se recusaram a abandonar ao longo dos anos, agravando a nossa relação de dependência para com o estado. Eles criaram, à custa de um estado que supostamente seria o dinamizador da economia, necessidades inesgotáveis de recursos privados para pagarem os custos da sua ineficiência, da sua incompetência e da sua inutilidade. Geraram um gigantesco buraco nas finanças públicas, que foram tentando encobrir à custa dos cada vez mais exauridos recursos da economia privada. Com esta política, não resolveram o défice das suas próprias contas, porque foram incapazes de reformar o estado e as suas atribuições, e, pelo caminho, destruiram as empresas nacionais e as poupanças dos cidadãos, estes sim verdadeiros criadores de riqueza. Quando existem, claro.
O aviso foi, de resto, claramente feito por José Sócrates quando, na campanha eleitoral que o levou ao poder, anunciou que iria criar 150.000 novos empregos. Era desta mentalidade que devíamos ter fugido. Foi, porém, a ela que nos atiramos de braços abertos. Os resultados estão à vista e a factura vem a caminho.
Publicada por
rui a.
em
10:15
|
Hiperligações para esta mensagem
(in)sustentabilidade
Publicada por
Ricardo Arroja
em
09:17
|
Hiperligações para esta mensagem
desconstruir o Estado Providência
Estou bastante pessimista relativamente à capacidade do bloco central para resolver a crise financeira. Porquê? Porque os cortes que é necessário efectuar têm de ser feitos na saúde, na educação e na segurança social, assim como nalgumas empresas públicas.
Ora estas áreas, que constituem o núcleo central do estado providência, são as vacas sagradas do socialismo democrático (PS) e da social-democracia (PSD), e não estou convencido que qualquer um destes partidos tenha a força necessária para desconstruir o que “andaram a construir” nos últimos 30 anos.
Vamos ver.
Publicada por
Joaquim
em
07:22
|
Hiperligações para esta mensagem
pai natal
Publicada por
Joaquim
em
07:07
|
Hiperligações para esta mensagem
começou o bloco central
Ler aqui.
Ler Mais...
Publicada por
rui a.
em
06:11
|
Hiperligações para esta mensagem
27 Abril 2010
Reler para ganhar perspectiva
Publicada por
Ricardo Arroja
em
21:53
|
Hiperligações para esta mensagem
decidam-se
Temos oposição ou temos cúmplices.
Ler Mais...
Publicada por
Joaquim
em
17:05
|
Hiperligações para esta mensagem
a república
Publicada por
Joaquim
em
11:47
|
Hiperligações para esta mensagem
sem dúvida
Rui Rio afirma que no Portugal Contemporâneo tudo é possível.
Ler Mais...
Publicada por
Joaquim
em
09:44
|
Hiperligações para esta mensagem
leviana
Publicada por
Ricardo Arroja
em
09:43
|
Hiperligações para esta mensagem
poço sem fundo
Publicada por
Ricardo Arroja
em
09:04
|
Hiperligações para esta mensagem
les jeux sont faits
A crise financeira vai obrigar Portugal a rever as suas política sociais sociais e a saúde não vai escapar. Temos que diminuir os gastos em cerca de 2% do PIB. Só desse modo poderemos vir a cumprir o critério dos 3% de défice.
Para não argumentarmos sobre este assunto, dou apenas o exemplo da Grécia e da Espanha, a que já me referi oportunamente.
Como efectuar os cortes necessários é a grande questão. Questão que, quanto a mim, só pode seguir uma de duas vias:
1.Um SNS redimensionado, mais reduzido, complementado pelo sector privado.
2.Uma mudança de paradigma que acabe com o actual sistema geral, universal e gratuito.
Estas alternativas resultam da compreensão da causa da insustentabilidade actual. Um sistema de saúde que procura dar tudo a todos, sem custos no acesso, uma filosofia que não permite qualquer contenção de gastos.
A primeira solução, que me parece a mais fácil de implementar, controlaria a oferta. É a solução de “um pouco menos para todos”. A segunda solução controlaria a procura. É a solução de “um pouco menos para alguns – os mais necessitados”.
No primeiro caso apenas precisamos de vontade política do executivo. No segundo caso é necessária uma revisão constitucional.
Les jeux sont faitts.
Publicada por
Joaquim
em
07:35
|
Hiperligações para esta mensagem
sem especuladores não há investidores
O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, foram hoje unânimes na opinião de que a Europa tem de agir contra os especuladores que procuram beneficiar dos problemas financeiros da Grécia.
Via JN
Publicada por
Joaquim
em
07:07
|
Hiperligações para esta mensagem
26 Abril 2010
ética republicana
Publicada por
rui a.
em
17:19
|
Hiperligações para esta mensagem
contabilidade criativa
O grupo estatal Parpública está a recorrer a financiamentos externos para pagar, pelo menos em parte, o património imobiliário que tem vindo a comprar ao Estado. A Parpública, através da Sagestamo, tem sido a principal compradora dos imóveis que os vários serviços públicos tem colocado à venda nos últimos anos, e em que estão incluídos hospitais, quartéis e repartições de finanças, entre outros. Só no ano passado, esta holding foi responsável pela esmagadora maioria - mais de 90% - das receitas de 300 milhões de euros que o Estado encaixou na alienação de património. E o cenário deverá repetir-se este ano.
É a própria Parpública que o assume, no relatórios e contas de 2009. "No ano de 2010 prevêem-se também novas aquisições de imóveis ao Estado e a outros entes públicos num montante superior a 300 milhões de euros. Para o efeito, a Sagestamo recorrerá, tal como já fez em 2009, a financiamentos no mercado".
Via ionline
PS: Assim não vamos lá!
Publicada por
Joaquim
em
14:04
|
Hiperligações para esta mensagem
apertar o cinto
Publicada por
Ricardo Arroja
em
12:25
|
Hiperligações para esta mensagem
três notas
1. Eu não questiono a importância da cultura católica na identidade nacional portuguesa. Descreio é na hipótese de, a partir dela, se edificar uma teoria política e de governo, coisa bem mais prosaica e que não deve confundir-se com assuntos daquela elevação.
2. Também não julgo que Portugal seja um bom exemplo de respeito pelo Papa ou pela hierarquia da Igreja Católica. Em post aqui publicado há uns dias, dei alguns exemplos da falta de respeito que por eles tiveram, ao longo de boa parte da nossa história, muitos dos nossos reis e governantes. O sentimento anticlerical é também muito comum na cultura e na literatura portuguesa, como também aí aludi. Quanto à opinião publicada dos nossos dias, julgo que os blogs são um bom exemplo disso mesmo.
3. Eu não defendo qualquer sistema político hermético, liberal ou outro, para Portugal ou para qualquer outra parte do mundo. Sou, a esse propósito, um obediente seguidor do que dizia Fernando Pessoa: «A experiência ensina que a vida é mais uma coisa flutuante e incerta, cheia, por mais que busquemos prever, de surpresas e contingências imprevisíveis – imprevisíveis, sem dúvida, porque procedem de leis que ignoramos, e, provavelmente, em grande parte, ignoremos sempre. Todo o pensador de sistemas fixos, todo o organizador de conjuntos definidos, sofre fatalmente desilusões, quando não desastres». Mas acredito que um pouco mais de liberdade civil, baseada no respeito pela propriedade, na liberdade de escolha e nos cada vez mais ausentes direitos individuais, nos faz muita falta. E não foi essa liberdade que lançou o país na guerra civil de 32-34, do século XIX, mas precisamente a falta dela e de um normal Estado de Direito, que evitasse que dois irmãos desavindos pelo controlo do poder tivessem lançado o país no desastre, como lançaram. Ambos eram, por sinal, católicos, sem que isso os tenha feito ponderar nas irresponsáveis consequências dos seus actos.
Publicada por
rui a.
em
10:24
|
Hiperligações para esta mensagem
25 Abril 2010
dai ao povo a liberdade
Intervenção excelente de Aguiar Branco na AR.
Via Blasfémias
Publicada por
Joaquim
em
18:49
|
Hiperligações para esta mensagem
os profissionais do cravo
Pelo menos, pareceram-me os únicos que se regozijavam com o evento. O resto da populaça passeava indiferente.
Creio que para a maioria dos portugueses, o 25 de Abril se transformou nisto. Umas arruadas ruidosas conduzidas por uns artistas de meia-tigela que se inspiraram nos cravos para se transformarem nuns cravas. Ler Mais...
Publicada por
Joaquim
em
18:41
|
Hiperligações para esta mensagem
Tratado de Cooperação Transfronteiriça
Publicada por
Joaquim
em
17:49
|
Hiperligações para esta mensagem
Exclusivo PC
Publicada por
Joaquim
em
17:44
|
Hiperligações para esta mensagem
25 de Abril de 2010 marca o fim do SNS
Entra em vigor, no próximo dia 24, o Tratado de Cooperação Transfronteiriça entre Portugal e Espanha, no tocante a questões de saúde, documento que, segundo o Eixo Atlântico, possibilitará, entre outras matérias, dar solução ao problema suscitado em Valença.
De acordo com o Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular (estrutura formada por 32 municípios do Norte de Portugal e da Galiza), no caso concreto de Valença, a entrada em vigor do tratado significa que a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte e a Junta da Galiza poderão, se assim o entenderem, estabelecer acordos para que o serviço de Urgências de Tui (na Galiza) se converta no centro de referência de Valença, de forma sistemática. Nesse caso, não seria necessário aos utentes lusos o recurso ao Cartão Europeu de Seguro de Doença, documento que, segundo a Direcção-Geral de Saúde esclareceu, "não cobre os custos nas situações em que a pessoa se desloca a outro Estado-membro expressamente para obter tratamento médico".
No entender do secretário-geral do Eixo Atlântico, Xoan Mao, o tratado vem, assim, "dar resposta a uma das reivindicações formulada tanto pela associação como pela recém-criada Rede Ibérica de Entidades Transfronteiriças, contidas na denominada Cooperação Transfronteiriça de Segunda Geração".
Para o responsável, a entrada em vigor do tratado "abre o caminho a possibilidades mais ambiciosas como a planificação conjunta de recursos sanitários transfronteiriços e a optimização dos recursos existentes, podendo os centros de saúde galegos dar assistência à população portuguesa e vice-versa, nas zonas limítrofes".
Via JN
Publicada por
Joaquim
em
14:28
|
Hiperligações para esta mensagem
saiba mais
PROGRAMA OPERACIONAL DE
COOPERAÇÃO TRANSFRONTEIRIÇA
PORTUGAL-ESPANHA 2007-2013
Download de ficheiro PDF
Publicada por
Joaquim
em
14:23
|
Hiperligações para esta mensagem
os intelectuais não têm senso comum
Os intelectuais não têm qualquer senso comum. Imaginem um tipo que se lamente, no início de um crónica, do País estar à beira da falência e que, no fim da mesma, se congratule com o Estado providência (como conquista de Abril). Sem articular, nem perceber, que foi a instituição do Estado providência que levou, e continua a levar, o País à falência.
Não acreditam? Pensam que bebi em excesso ou que estou taralhouco? Leiam a crónica de hoje do VPV, no Público.
Publicada por
Joaquim
em
14:00
|
Hiperligações para esta mensagem
pederastia
Os órgãos de comunicação social portugueses referem-se aos alegados abusos sexuais praticados por padres católicos como casos de pedofilia. A leitura das notícias sugere, porém, que se trata de casos de homossexualidade que envolvem jovens do sexo masculino, casos de pederastia.
A imprensa espanhola é muito mais transparente sobre este assunto e não receia chamar os bois pelos nomes.
A quem interessa, em Portugal, confundir a populaça?
Publicada por
Joaquim
em
10:30
|
Hiperligações para esta mensagem
24 Abril 2010
Zapatero segue sugestões do PC
O governo de Zapatero solicitou à Junta da Galiza cortes na despesa pública com medicamentos, no valor de 110 M€. Se extrapolássemos este valor para a nossa população chegaríamos a um valor de 407 M€. Quer isto dizer que poderíamos poupar 407 M€ em medicamentos, adoptando as políticas espanholas.
Este valor está em linha com a minhas sugestões. Neste meu post, de 5 de Fevereiro, afirmei que o governo português poderia efectuar cortes, nesta rubrica, de pelo menos 331 M€ (para nos alinharmos com a OCDE).
Começo a suspeitar que na Moncloa andam a espiar o Portugal Contemporâneo.
Publicada por
Joaquim
em
16:52
|
Hiperligações para esta mensagem
nuevo tijeretazo
La Xunta sólo recorta la mitad del gasto farmacéutico que pide Madrid:
Cuatro meses después de empezar el año, la Xunta dará un nuevo tijeretazo a sus cuentas y no se salvará ninguna consellería. El recorte global será de 200 millones de euros, más de la mitad a través de los departamentos de Sanidade y e Infraestructuras. Otros 25 millones los tendrá que restar Javier Guerra en el área de Economía e Industria, el 7% de lo que le habían asignado en este ejercicio. Las nuevas estrecheces van a hacer aflorar gastos prescindibles y ya ponen de manifiesto algunas ineficiencias, como que Facenda ha detectado que se pagan 700.000 euros en seguros y alquileres de locales que no se necesitan. Pero también añadirán una importante carga de trabajo a los funcionarios, incluidos los de la sanidad.
El ajuste del presupuesto viene marcado porque el Gobierno central ya no adelantará 111 millones del sistema de financiación autonómica ni aportará 16 millones del Fondo de Suficiencia que Galicia ingresaba para compensar la deducción de los 400 euros en el IRPF. "¿Dónde ahorramos?", se preguntó ayer la conselleira de Facenda tras dedicar 26 minutos a explicar las circunstancias que dieron lugar a este escenario. La Xunta encaró 2010 con un recorte global del 3%, y ha sumado el equivalente a otro 2% gracias a otra "reducción general de los gastos de funcionamiento". Será del 10% en el Sergas, Educación y Traballo "sin que se toquen", según Facenda, las partidas "dedicadas a servicios públicos".
Via El País
PS: Para grande surpresa minha, a Espanha de Zapatero está a cortar na despesa pública.
Publicada por
Joaquim
em
16:25
|
Hiperligações para esta mensagem
23 Abril 2010
Não está certo
Publicada por
Ricardo Arroja
em
15:29
|
Hiperligações para esta mensagem
quem será o protagonista?
O nosso grande objectivo, o nosso destino último, é libertar os portugueses de toda a suspeita e tutela. Libertar as forças da nação portuguesa, de todos os portugueses, de políticas rígidas e de mentalidades que criaram obstáculos que duram há décadas.
Precisamos de dar oxigénio, onde deixou de haver ar, justiça onde não há justiça, transparência onde há opacidade, segurança onde prevalece a insegurança e desenvolvimento para todos.
A nossa inspiração, a nossa fé, está nesta terra... O povo maravilhoso, a nossa juventude, as nossas visões. Tenho a certeza absoluta de que vamos ter sucesso.
Portugal precisa de acreditar nas suas possibilidades, no seu valor, em si próprio.
Ver aqui o texto original.
PS: Pergunto-me quem irá proferir este discurso, quando chegar a altura. Cavaco?
Publicada por
Joaquim
em
13:35
|
Hiperligações para esta mensagem
a velha rameira
Publicada por
Joaquim
em
10:29
|
Hiperligações para esta mensagem
um inovador
O PA é um inovador, num País que detesta inovadores. Foi um inovador no final dos anos 80, quando o conheci, e continua a sê-lo actualmente, com as suas reflexões sobre a cultura católica.
É pena que o seu contributo intelectual desperte tantas paixões, em vez de estimular a reflexão ponderada, mas a realidade é a que é.
No que me diz respeito, tenho beneficiado imenso do conhecimento do PA e da sua disponibilidade para o comunicar. Tornei-me liberal por sua influência, quando, como diz o Rui, o liberalismo era desconhecido em Portugal.
Do mesmo modo, comecei a valorizar muito mais o papel da cultura católica desde que o PA descobriu a sua vocação de missionário.
Para mim, o Portugal Contemporâneo funciona como um bloco de notas. Um site onde arquivo umas ideias que quero recordar, ou desenvolver, mais tarde. E também como um lugar de convívio e de aprendizagem. Aprecio o olhar do Rui sobre a revolução francesa e as suas análises sobre a política nacional. Como aprecio as dicas do Ricardo sobre negócios e mercados.
Os comentários, na minha perspectiva, têm um interesse relativo porque raramente contribuem para o debate das ideias.
Curiosamente, a nossa cultura católica explica bem a resistência dos portugueses à inovação. O PA teria mais sucesso a defender o valor da cultura católica num país protestante.
Publicada por
Joaquim
em
06:52
|
Hiperligações para esta mensagem
liberdade
O Pedro tem o dom da inconveniência. Há vinte anos era ele liberal e ser liberal era tomado então como uma bizarria. Hoje somos todos "liberais" e existe uma quase unanimidade em torno do essencial que o Pedro disse e escreveu nessa altura. Muitos anos depois, no seu regresso à opinião publicada, o Pedro desdisse quase tudo em que acreditara e pelo que antes tanto se expusera. Criou desagrado e defraudou as expectativas. Mas continuou a dizer o que lhe apeteceu e a discorrer sobre aquilo em que acreditava. Chegou ao catolicismo como chegara, vinte anos atrás, ao liberalismo: pela razão. E tentou construir um método de interpretação e análise da sociedade portuguesa que é, em muitos aspectos, verdadeiramente original. Excedeu-se - como sempre faz e faz muito bem - mas sempre assinou por baixo o que escreveu e deixou sempre abertas as caixas de comentários para que nelas se debitassem os impropérios julgados convenientes,
Por mim, preferia o velho Arroja liberal do passado ao Arroja católico dos nossos dias. Penso que existem entre nós muitos católicos francamente aptos a defender as suas convicções, e poucos liberais capazes de fazer o mesmo pelo liberalismo. E não creio que daqui por vinte anos todos sejamos católicos, do modo como somos hoje "liberais". Ou, se calhar, estarei enganado....
Sendo embora o Portugal Contemporâneo um blog colectivo, ele tem hoje a marca inequívoca do Pedro Arroja. Muito mais do que a do Ricardo e do Joaquim, que não me levarão certamente a mal por o dizer, e mesmo até do que a minha, que fundei e mantive o blog sózinho durante muito tempo.
Escuso, por isso, de dizer que o Pedro utilizará sempre o blog como entender, porque não se diz aos outros o que devem fazer daquilo que é seu. Por mim, apesar de discordar frequentemente do que tem escrito nos últimos tempos, muito me agradaria continuar a lê-lo por cá.
Publicada por
rui a.
em
03:26
|
Hiperligações para esta mensagem
22 Abril 2010
os pockets
A slow-moving bureaucracy, inefficient courts, poor schools and state-supported pockets of the economy protected from competition combine to hold Portugal back. Businessmen moan about rigid labour laws, which there is little political will to reform. Portugal has one of Europe’s toughest employee-protection regimes.
In short, Portugal is indeed different from Greece. But if the markets decided to put this to the test, chronic low growth, a drastic loss of competitiveness and high public and private indebtedness are all weaknesses which could swiftly undermine the protection that being different is meant to bring.
Via The Economist
Publicada por
Joaquim
em
19:46
|
Hiperligações para esta mensagem
ABC
La reacción a las malas previsiones sobre la economía portuguesa ya conocidas pero confirmadas en las últimas 24 horas por el Fondo Monetario Internacional (FMI) y Bruselas, penalizaron la deuda del país y su bolsa, que perdió el 2,6% lastrada también por la creación de un nuevo impuesto luso a los beneficios bursátiles.
Los intereses y seguros sobre la deuda lusa, en sus niveles más altos desde finales de los años noventa, volvieron a subir hoy y han colocado a Portugal entre los países más castigados del mundo, superados en Europa solo por Grecia e Islandia.
Los medios económicos de Lisboa comentaron el alza con preocupación y destacaron que sitúa a Portugal en un nivel de confianza a la altura de Líbano o Vietnam y entre la decena de naciones con mayor posibilidad de incumplimiento de sus compromisos.
Las obligaciones del tesoro portugués a diez años estaban ya hoy cerca del 5 por ciento de interés, mientras las griegas han sobrepasado el 8% y están más penalizadas aún a corto plazo.
Via ABC
Publicada por
Joaquim
em
19:32
|
Hiperligações para esta mensagem
Pobre e mal agradecida
Publicada por
Ricardo Arroja
em
10:06
|
Hiperligações para esta mensagem
the State delusion
Governo acusa PSD de querer cortar 1090 milhões no Serviço Nacional de Saúde.
Publicada por
Joaquim
em
06:56
|
Hiperligações para esta mensagem
21 Abril 2010
subtracção
Publicada por
Ricardo Arroja
em
20:41
|
Hiperligações para esta mensagem
o Estado empecilho
Publicada por
Joaquim
em
17:35
|
Hiperligações para esta mensagem
Apesar da "yield", ainda há muita complacência

Ler Mais...
Publicada por
Ricardo Arroja
em
17:04
|
Hiperligações para esta mensagem
a gripe A da aviação civil
Vivemos numa época de exageros e de histeria. Desta vez, "a síndrome da gripe A" atacou a aviação civil. Ler Mais...
Publicada por
Joaquim
em
07:22
|
Hiperligações para esta mensagem
20 Abril 2010
Imigrantes ilegais
Publicada por
Ricardo Arroja
em
18:53
|
Hiperligações para esta mensagem
bons princípios
Publicada por
rui a.
em
15:00
|
Hiperligações para esta mensagem
os ricos vão pagar
Os ricos vão pagar a crise. Em caso de colapso financeiro do País, é claro que vão ser os ricos a sofrer as consequências. São as pessoas com património que o vão ver desvalorizado ou até evaporado.
Isto leva-me a perguntar: O que é que estas pessoas estarão a pensar? Porque é que não se manifestam mais e de forma mais veemente?
Publicada por
Joaquim
em
14:55
|
Hiperligações para esta mensagem
Patrioteiro
Publicada por
Ricardo Arroja
em
09:29
|
Hiperligações para esta mensagem
19 Abril 2010
Boa Mike!
Publicada por
Ricardo Arroja
em
21:36
|
Hiperligações para esta mensagem
EU - Estupidez Universal
No i
Em Portugal, como na União Europeia, ser turista vai passar a ser um direito. Idosos com mais de 65 anos, pensionistas, jovens entre os 18 e 25 anos, famílias com “dificuldades sociais, financeiras ou pessoais” e portadores de deficiência, todos poderão vir a beneficiar de férias com um subsídio da Comissão Europeia, que pode cobrir até 30% das despesas.
É estupidez pura e simples. Sem mais comentários.
Via Insurgente
PS: Sugiro que as viagens sejam à Grécia, para dar uma ajudinha.
Publicada por
Joaquim
em
11:42
|
Hiperligações para esta mensagem
Será coincidência?
Publicada por
Ricardo Arroja
em
11:27
|
Hiperligações para esta mensagem
A jóia
Publicada por
Ricardo Arroja
em
10:52
|
Hiperligações para esta mensagem
a porca da política
Especialistas dizem que não é preciso rever a Constituição
Os constitucionalistas Jorge Reis Novais, da Universidade Clássica de Lisboa, e Tiago Duarte, da Universidade Nova de Lisboa, rejeitam ambos que seja necessário rever a Constituição para conseguir concretizar as propostas de reformas feitas pelo novo líder do PSD, Pedro Passos Coelho.
Via Público
A forma mais baixa da política, na minha opinião, é a que é conduzida por alegados especialistas do meio académico.
Publicada por
Joaquim
em
06:44
|
Hiperligações para esta mensagem
18 Abril 2010
a opinião pública em Portugal
Quando os ataques começaram, eu e o PA fomos dos primeiros a denunciar o carácter político dos ataques e o facto de serem protagonizados por activistas conhecidos, sem qualificações nem escrúpulos. A racaille da pseudo-elite intelectual.
No dia 4 de Abril e sem qualquer troca de ideias, ambos reagimos (aqui e aqui) a este texto do Times, que era obviamente insultuoso para a Igreja Católica e para Bento XVI.
As reacções não se fizeram esperar. Foram tantas que o número de visitas ao PC quase duplicou de um dia para o outro.
A maioria foi insultuosa e rasca, mas mesmo as críticas mais articuladas não escaparam à tentação de denegrir os argumentos apresentados e de nos atacarem “ad hominem”.
No dia 11 de Abril reagimos de novo a este ataque (aqui e aqui). Perante o espalhafato, eu senti-me até obrigado a dizer que as minhas opiniões não tinham sido formuladas em cima do joelho.
A imprensa internacional continuou na sua cruzada contra a Igreja Católica, mas entretanto começou a tornar-se evidente a natureza dos ataques e a sua proveniência.
No dia 16 de Abril, o artigo do Paulo Pinto Mascarenhas no i, já reflectia a percepção desta realidade a que o autor chamou, e bem, a nova inquisição.
Hoje, no Público, VPV rematou o assunto, afirmando que os ataques são de natureza política por Bento XVI ser considerado, nos círculos progressistas, um reaccionário. Case closed.
Reparem, os primeiros a manifestarem as suas opiniões são insultados (mesmo tendo razão). Entra-se depois num período de latência, em que o tema é digerido. O bom-senso, porém, demora algum tempo a emergir e a ser transmitido pelas vias oficiais (órgãos de comunicação social). Por fim, surge uma eminência intelectual, certificada e lacrada, a confirmar o óbvio. A partir daí toda a gente mete o rabo entre as pernas, mas ninguém aparece a dar razão a quem a teve de início e a manifestou sem reservas. Ler Mais...
Publicada por
Joaquim
em
17:13
|
Hiperligações para esta mensagem
«por nomeação do presidente da república»
Para melhor se compreender o que aqui tenho vindo a explicar sobre as relações de Salazar e do Estado Novo com a Igreja Católica, o entendimento que ele tinha do poder político e da posição meramente instrumental e decorativa da hierarquia católica no regime, vale a pena ler este artigo de José Manuel Fernandes, no Público, sobre um livro de Irene Pimentel em torno da figura do Cardeal Cerejeira. O artigo é bem elucidativo das difíceis relações entre a Igreja e o regime, e explica bem a pouca, ou nenhuma, influência que teve sobre Salazar.Destaco duas passagens do artigo, embora recomende a sua leitura integral:
«Irene Pimentel situa o momento de viragem nas relações entre Cerejeira e Salazar em 1932, depois de este ter chegado a presidente do Conselho após muitos anos a trabalhar, como ministro das Finanças, à ordem de sucessivos chefes de Governo oriundos do republicanismo conservador. No momento da consagração de Salazar o velho amigo de Coimbra quis lembrar que ele "era o enviado de Deus" e que chegara onde chegara "graças ao apoio da Igreja Católica". O professor de Santa Comba reagiu de forma seca, afirmando que estava onde estava "por nomeação do Presidente da República".»
«Na verdade Salazar - que Irene Pimentel suspeita ter-se afastado do catolicismo no final da vida, tal como terá sucedido com Marcello Caetano - nunca subordina a sua agenda política aos desejos de Cerejeira. Talvez o exemplo mais eloquente da falta de colaboração do Estado Novo num projecto que o Cardeal Patriarca alimentava desde sempre tenha sido a demora na criação da Universidade Católica. O bispo de Lisboa formulou esse desejo ainda nos anos 20, nunca deixou de se bater pela concretização desse sonho desde que ascendeu a Cardeal, mas só o veria concretizado no ocaso da vida, no final dos anos 60.»
Publicada por
rui a.
em
10:24
|
Hiperligações para esta mensagem
as argoladas da Marta
No mundo simples da MC, entre o sexo axial e os quadros do Couber, a realidade é sempre branca ou preta. Não há tonalidades de cinzento.
Quando um cardeal do Vaticano afirma que existe uma relação entre a homossexualidade e a pedofilia, a MC “tira-se do sério”, ela e a filha.
Como é possível que a Igreja não saiba aquilo que até as crianças conhecem?
Sem pretender entrar em polémicas infantis, gostaria contudo de fazer algumas observações sobre este assunto.
Em primeiro lugar é patético atribuir à Igreja toda a responsabilidade pelas declarações de uma pessoa, mesmo tratando-se de um cardeal. A Igreja é uma organização, a Igreja não sabe, a Igreja apenas tem a sua doutrina.
Em segundo lugar, é necessário analisar de que estamos a falar. Estaremos a falar de pedofilia no sentido psiquiátrico do termo ou no sentido legal?
Se estivermos a falar de pedofilia no sentido psiquiátrico (atracção sexual por pré-púberes) é fácil aceitar que não existe qualquer relação entre a homossexualidade e a pedofilia. Mas se estivermos a falar da pedofilia legal (sexo com menores – dito de forma simples) então é claro que existirão homossexuais legalmente pedófilos, pelo menos na mesma percentagem que existem heterossexuais legalmente pedófilos.
Não conheço os casos específicos a que o cardeal Tarcísio Bertone se referia, mas poderia estar a falar de padres homossexuais que se envolveram com jovens menores, mas sexualmente desenvolvidos e até activos.
Enfim, as tais nuances de cinzento que dão muito trabalho a compreender e a explicar.
Já agora, se uma filha minha, presumo que ainda pequena, me viesse fazer comentários sobre a “ignorância da Igreja” em matéria de sexo, sabem o que é que eu lhe dizia?
- Cala a boca e não te ponhas a falar do que não sabes. A Igreja é especialista em sexo desde o tempo de Adão e Eva.
Publicada por
Joaquim
em
09:12
|
Hiperligações para esta mensagem



























