Se a ADSE e todos os outros subsistemas terminassem, os portugueses, no seu conjunto, seriam mais livres ou menos livres?
Fala-se tanto de liberdade de escolha e de concorrência na saúde, então porque não alargar os benefícios da ADSE ao SNS, em vez de alargar a falta de escolha do SNS à ADSE?
Os socialistas que defendem um sistema único, de facto, têm ódio à liberdade.
31 Julho 2009
i a liberdade?
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Joaquim
em
21:27
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i a ADSE?
A ADSE é financiada exactamente da mesma forma que o SNS, através do OE. Não existe qualquer duplicação de financiamento; quando um doente da ADSE vai ao SNS a ADSE paga pelos serviços prestados. Do mesmo modo (e pela mesma tabela) que pagaria a uma instituição privada, se fosse essa a escolha do beneficiário.
Acresce que os beneficiários da ADSE ainda comparticipam com 1,5% dos seus vencimentos para este subsistema enquanto o resto da populaça não comparticipa directamente para o SNS (só através dos impostos).
Porquê, então, tanto ódio à ADSE? Porque os beneficiários da ADSE preferem a assistência privada à pública! Se o resultado da livre escolha dos beneficiários da ADSE recaísse sobre o SNS, não existiria qualquer problema. Ora, como é que respondem a este desafio os socialistas mais radicais? Melhorando o SNS para atrair mais beneficiários dos subsistemas? Não, extinguindo a ADSE.
Pretender que a ADSE é um serviço anacrónico só porque vem do tempo de Salazar, é o quê?
PS: Comentário ao editorial de hoje do Miguel, no i
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Joaquim
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21:17
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O

Hoje é O dia, mas amanhã é que a Marta explica tudo.
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Joaquim
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20:50
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Sir Bobby Robson (1933-2009)
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Ricardo Arroja
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13:05
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Notas soltas
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Ricardo Arroja
em
10:55
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uma tipa com QALY

Estou de férias. Só falo com pessoas de alto QALY.
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Joaquim
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07:26
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QALY
QALY. O que é QALY?
QALY significa “Quality Adjusted Life Years” e é o número de anos de esperança de vida com qualidade que uma determinada pessoa ainda pode ter.
Os técnicos atribuem o valor 1 a cada ano de vida adicional com qualidade e o valor 0 a anos de vida adicionais sem “qualidade”.
Se um doente necessitar de tratamentos dispendiosos, Obama propõe que se use o QALY para determinar o custo-benefício. Se o QALY for baixo, os democratas consideram que a sociedade deve optar por gastar os recursos em doentes com QALY elevado.
Esperem até a moda chegar a Portugal.
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Joaquim
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07:14
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30 Julho 2009
obsceno
Se eu fosse director da RTP, teria censurado esta notícia.
Ler Mais...
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Joaquim
em
13:47
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de infarto

Porque é que são sempre necessários dois cirurgiões nos blocos operatórios do SNS?
- Porque "las enfermeras son de infarto".
ahahahahah
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Joaquim
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07:05
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2 cirurgiões 2

Quantos especialistas são necessários, no SNS, para efectuar esta operação? Quem é capaz de adivinhar?
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Joaquim
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06:56
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casadas ou solteiras?
É mais seguro dar umas voltas com uma casada ou com uma solteira? Hoje em dia as diferenças são poucas e cada vez menos.
As solteiras, teoricamente, são monogâmicas sucessivas, portanto, o risco de nos cruzarmos com um chifrudo raivoso é diminuto. Por outro lado, têm pouco incentivo para manter a relação sigilosa e podem dar azo a situações delicadas, com muita facilidade.
As casadas calam-se mais, embora seja moderno gabarem-se às amigas que andam a dar umas voltas por fora. Porém, há sempre o perigo de um marido se sentir humilhado ou pretender ser recerssido financeiramente pelos serviços prestados pela esposa. Depois há as DST’s. O mais frequente é o encornanço matrimonial ser mútuo e a esposa estar exposta à fauna e à flora que o marido transporta gratuitamente para casa. Um aviso, maridos emigrados constituem um caso sério para a saúde pública da população.
Era muito desejável que as autoridades tomassem providências nesta matéria, obrigando os maridos a testes periódicos e emitissem certificados de robustez sexual que as raparigas poderiam depois apresentar aos amantes. Para quando um Observatório Nacional das Doenças Sexualmente Transmitidas por Maridos Encornados.
Se o Estado não tratar deste problema, a iniciativa privada vai ter dificuldade em continuar a dispensar às esposas, toda a atenção e carinho necessário, acabando por onerar o SNS com consultas de psiquiatria e Prozac.
Mais vale prevenir que remediar.
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Joaquim
em
06:49
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29 Julho 2009
Mercado de compra e venda de votos
Se ganhar as eleições, o Partido Socialista vai dar 200€ a cada recém nascido para ver se ganha as eleições estimula a natalidade. Esta prática é bastante ineficiente. É ineficiente porque o PS não tem garantas de que as pessoas retribuirão votando no PS e porque pessoas que não vão ter filhos também gostariam de vender o seu voto e não podem. Para alem de ser uma medida ineficiente, é uma medida penalizadora para os contribuintes que de facto pagarão a conta.
Sugiro por isso que se institua um verdadeiro mercado do voto em que:
1. Todos os partidos podem comprar votos, mesmo aqueles que não chegam ao poder;
2. Os votos em vez de serem comprados com o dinheiro público passam a ser comprados com o dinheiro dos partidos e respectivos simpatizantes;
3. Qualquer pessoa pode comprar e vender votos, independentemente da sua condição social ou do número de filhos que faça.
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JoaoMiranda
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13:43
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estão a ver?
Por norma, em todas as intervenções cirúrgicas de oftalmologia têm de estar sempre presentes dois médicos especialistas. Como só um é que pode operar, de cada vez, o segundo fica de “sentinela”.
O argumento subjacente é que o médico operador pode ser acometido de doença súbita e ter de interromper o procedimento que está a efectuar, com incomodidade para o doente.
O Estado recomenda e paga. É o centralismo democrático na saúde...
Na minha opinião, cada unidade de saúde deve definir os seus próprios critérios de segurança, dentro de certos limites. Por exemplo, um hospital com vários oftalmologistas poderia perfeitamente prescindir de ter dois, em simultâneo, no bloco operatório. Ou poderia ter um segundo especialista de chamada.
É possível descentralizar este tipo de decisões sem afectar a qualidade.
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Joaquim
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07:31
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central ou local II

Faz algum sentido que seja o governo, em Lisboa, a decidir o vencimento de um médico, por exemplo, na Covilhã?
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Joaquim
em
07:12
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laissez-faire
Regionalizar, no meu entender, implica ceder poder político às regiões. Portugal talvez seja demasiado pequeno para beneficiar de qualquer regionalização. Quando falo em descentralização, no contexto da saúde, refiro-me à descentralização da gestão corrente. Refiro-me a dar autonomia às múltiplas unidades do sistema de saúde.
Na questão dos medicamentos, por exemplo, o governo deve definir a “política do medicamento”, responsabilizar-se pela introdução de novos fármacos, garantir a qualidade e a segurança. Contudo, é um exagero o governo envolver-se na micro-gestão da distribuição e comercialização dos medicamentos, na abertura de novas farmácias, na distribuição de medicamentos pelos hospitais, etc.
Estes últimos problemas, na minha opinião, podem ser melhor resolvidos localmente.
O governo deve, em muito casos, adoptar um certo “laissez-faire” que permita o aparecimento de novas soluções, enquanto responsabiliza a gestão local.
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Joaquim
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07:07
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28 Julho 2009
a segunda mulher de Obama

It’s time for Barack Obama to let Hillary Clinton take off her burqa.
PS: Um artigo que está a dar que falar.
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Joaquim
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21:20
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central ou local?

Faz algum sentido que seja o governo, em Lisboa, a decidir a abertura de uma farmácia, por exemplo, em Bragança?
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Joaquim
em
06:09
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goleada

Com cerca de 100 votos contados, 72% dos nossos leitores, contra 28%, manifestaram-se favoráveis a uma maior descentralização.
É muito importante ter em conta esta corrente de opinião maioritária nas propostas para as próximas eleições legislativas.
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Joaquim
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05:53
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27 Julho 2009
aos liberais
SEJAM REALISTAS, EXIJAM O POSSÍVEL!
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Joaquim
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06:56
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+ livres
Como é que seremos mais livres? Com o governo em Lisboa a decidir, a régua e esquadro, a abertura e encerramento de maternidades, urgências, serviços hospitalares, parcerias PP, etc., ou Descentralizando, Autonomizando e Responsabilizando?
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Joaquim
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06:52
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26 Julho 2009
arrefecimento global

Arrefecimento dos últimos 12 meses corrige aquecimento de 100 anos.
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Joaquim
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10:31
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a ignorância do macaco

- Tou, é da agência Estrela?
- Bom dia. É da Agencia Estrela, sou a Vanessa.
- Gostava de passar uma semana em Torremolinos ou em Quarteira... tem alguns pacotes de viagens?
- Temos uma semana em Torremolinos, com pensão completa, por 350,00€ e Quarteira, também com pensão completa, por 450,00€.
- Ó D. Vanessa, como é que pode ser uma diferença tão grande?
- É que em Portugal temos de financiar o SNS, que é muito mais caro do que em Espanha...
- Ai é... desculpe a ignorância do macaco.
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Joaquim
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09:50
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ideias para a saúde
Este ano, deixei aqui um conjunto de propostas para a saúde em Portugal. A principal é retomar a visão fundadora do SNS: um serviço público destinado a proteger e defender a saúde dos portugueses.
Na minha opinião, o SNS de saúde deve ser inteiramente gratuito, no acesso, para todos. Financiado através do OE e descentralizado, de modo a que as populações possam gerir os recursos que lhes são alocados, segundo um método de capitação.
Se adoptarmos estas ideias podemos definir a percentagem do OE que podemos dedicar à saúde e garantir que esse montante não é ultrapassado. Eu proponho que seja 8,4% do PIB.
Alguns comentaristas, aqui do PC, têm questionado esta fasquia de 8,4%. Ora esta cifra corresponde às despesas com a saúde em Espanha e, simbolicamente, é um valor que devemos estabelecer como objectivo. Podemos argumentar o que quisermos, mas a verdade é que temos de ser competitivos com os nossos concorrentes e parceiros comerciais. Quem não aceitar este princípio que espere pelas consequências...
Os cortes que têm de ter lugar na próxima legislatura vão ser penosos para as populações. Eu proponho que, na saúde, se deixe os locais decidirem. Descentralizem, Autonomizem e Responsabilizem.
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Joaquim
em
09:29
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Iniquidade
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Ricardo Arroja
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04:21
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25 Julho 2009
o quê?

Dra. Manuela Ferreira Leite, o que é que nos pode
?
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Joaquim
em
21:34
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o quê?

Sr. primeiro-ministro, o que é que nos pode
?
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Joaquim
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21:27
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cortes
O próximo governo vai ter de efectuar cortes na despesa pública. Não tenho quaisquer dúvidas sobre esta matéria. Na minha opinião, seria preferível que o próximo governo deixasse que as populações definissem os serviços de que mais precisam e os cortes que preferem suportar. Descentralizando, Autonomizando e Responsabilizando.
É o D.A.R.!
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Joaquim
em
21:24
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Vamos D.A.R.

Por muito mau que pareça o Joaquim neste ponto tem razão. Daí não tem que se extrapolar que não sendo um direito não possa ser total ou parcialmente assegurado a todos os cidadãos.
Filipe
De algum modo, esta observação vai ao encontro do que eu penso. A saúde não é um direito, mas isso não impede que, numa perspectiva utilitarista, não possamos defender um sistema de protecção na doença do género do SNS.
Obviamente, os nossos recursos são finitos e portanto temos de definir quanto é que podemos gastar na saúde e como é que vamos alocar esses recursos. Se não procedermos a esse exercício, na prática, estamos a condenar o SNS à extinção.
A minha proposta é que destinemos 8,4% do PIB à saúde (para acompanharmos a Espanha) e que esses recursos sejam descentralizados de forma a que as populações locais os possam gerir da melhor forma possível. Com autonomia, mas também com responsabilidade. Chamei D.A.R. a este projecto: Descentralizar – Autonomizar – Responsabilizar.
O D. Costa, que amavelmente tem contribuído com criticas objectivas ao D.A.R., afirma que a descentralização iria aumentar os gastos e contrapõe com o modelo de gestão da Wal-Mart.
A Wal-Mart é uma das empresas mais bem geridas do mundo! Combina de forma perfeita a descentralização com o controle central que é exercido por via da gestão da informação. É um paradigma para o D.A.R., com excelentes resultados.
O próximo governo vai ter de efectuar cortes na despesa do Estado. Vamos exigir que sejam as populações a decidir como, através do D.A.R..
Querem D.A.R.? Coloquem este botão no vosso site.
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Joaquim
em
09:03
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direito à saúde
O direito à saúde não é um direito como os outros. Mesmo os colectivistas mais ferrenhos compreendem que uma coisa são os direitos à acção e outra são os direitos económicos, como o direito à educação, à saúde ou à habitação. Os primeiros não têm qualquer custo para a sociedade e, pelo contrário, contribuem para criar riqueza para todos. Os segundos implicam o gasto de recursos económicos e uma filosofia de redistribuição de riqueza, porque mesmo quem nada produz, “alegadamente” continua a ter direito a receber de quem produz.
Na minha opinião, os direitos económicos destroem os direitos cívicos propriamente ditos porque impõem um ónus sobre a acção livre de cada cidadão. São direitos que para serem executados consignam parte da população às grilhetas da escravatura, isto é: não podem guardar para si os frutos do seu trabalho, são escravos.
Ao contrário do que diz o D. Costa, eu não considero este assunto complexo, talvez por palermice minha. Vejo uma separação total e clara entre os direitos que nos permitem viver e prosperar livremente em sociedade e os chamados direitos que para serem implementados obrigam o Estado a espoliar a propriedade privada dos cidadãos produtivos.
Os defensores dos direitos económicos, para serem filosoficamente coerentes têm de renunciar ao direito à propriedade, à liberdade e em última instância ao direito à vida. Nesta perspectiva, o Bem Comum, o colectivo, sobrepõe-se ao indivíduo, cuja vida fica à mercê de “interesses superiores”. É o que se passa na China, que se passou na URSS ou que ainda se passa em Cuba. O diabo é que o Bem Comum não fala e, na prática, o que vemos são ditadores que, em nome do Bem Comum, tiranizam os cidadãos.
Não devemos brincar com assuntos sérios. Os direitos económicos não são "direitos como os outros".
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Joaquim
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08:30
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banal?
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O sexo é uma actividade banal? Com certeza, para um tipo é tão banal como comer ou dormir, agora para uma gaja ... só é banal se for trabalho.
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Joaquim
em
07:57
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24 Julho 2009
num segundo

Meninos, eu já vos tinha dito que fossem para casa brincar com a Playstation e que deixassem o "muledo" para os tios habituados ao gado bravo. Agora têm de passar pela vergonha de ouvir uma profissional (1) queixar-se de que os jovens não a satisfazem porque não aguentam mais do que uns segundos. Juízo meninos.
(1)
PD: Un giovane sarebbe già arrivato in un secondo. Sai, cioè, sarebbe arrivato...I giovani hanno un sacco di pressioni...
SB: Però se posso permettermi (...) il guaio secondo me è di famiglia
PD: Quale?
SB: Avere l'orgasmo
PD: Sai da quanto tempo non faccio sesso da come ho fatto con te stanotte? Da molti mesi, da quando ho lasciato il mio uomo...E' normale?
SB: Mi posso permettere? Tu devi fare sesso da sola...Devi toccarti con una certa frequenza
Via L'Expresso
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Joaquim
em
18:08
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Mi posso permettere?
Mi posso permettere? Tu devi fare sesso da sola...Devi toccarti con una certa frequenza.
PS: Conselho para a Zazie, a menina dos "monólogos da vagina".
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Joaquim
em
13:23
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a saúde não é um direito
A saúde não é um direito. Mas esta afirmação é uma bomba atómica. É a afirmação que pode levar a que me insultem ou que a populaça se manifeste contra mim, com cartazes pagos pelo George Soros.
Os defensores da medicina socializada adoram gritar que a saúde é um direito. Berram, ameaçam, mas estão errados. A saúde não é um direito.
Isto é mais filosofia do que economia e eu não sou um filósofo. Contudo, não é necessário ser um grande filósofo para compreender que a saúde não é um “direito” como os outros. Os direitos sãos coisas que podemos fazer sem interferência (liberdade de expressão) ou coisas que não nos podem fazer sem a nossa autorização (entrar em nossa casa e apreender bens). Os direitos são protecções, não são prendas de bens materiais. Os bens materiais têm de ser tirados a outros ou retirados do trabalho de outros, ora acreditar que temos um direito absoluto a esses bens, quando os outros têm outro entendimento, é o mesmo que afirmar que temos o direito de os “roubar”. E o direito fundamental dos outros de não serem roubados?
A evolução constante dos cuidados de saúde fornece outro exemplo de que a saúde não é um direito. Alguém tinha direito a quimioterapia em 1600 DC? Podiam fazer as manifestações que quisessem, mas a verdade é que não existia quimio. Então, o direito à quimioterapia nasce quando um génio a inventa? Um fulano que não pagou pela investigação, que não deu qualquer contributo, donde provém o seu direito à quimioterapia? Como é que nasce um direito a coisas criadas pelos outros?
Não é possível ter direito a coisas que não existem e o simples facto de alguém as ter trazido ao mundo não afecta os nossos “direitos”. Mas estou certo que muitos discordarão.
Clifford Asness
PS: Um exemplo do que aqui disse.
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Joaquim
em
08:28
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é de morrer a rir
Já não é possível continuar a esconder que ando deliciado com a política norte-americana. Obama e a sua sinistra cara-metade Pelosi são mais esquerdalhos do que qualquer líder da UE-27, incluindo o gato-pingado Brown e o inepto Zapatero. A palhaçada em Washington é um delírio constante e, para quem acorda às cinco da manhã, uma fonte inesgotável de verdadeiras anedotas.
A luta quixotesca contra o aquecimento global, a nacionalização dos 20% da economia que representa a saúde, a micro-gestão da crise da indústria automóvel, os estímulos económicos, eu sei lá... É de morrer a rir!
Agora, a verdadeira razão do meu contentamento não tem nada a ver com o pesadelo Obama. Os americanos têm o que escolheram. A razão do meu contentamento é que, de súbito, os temas políticos europeus, como a reforma da saúde, o impostos, o papel do estado na economia, etc., tornaram-se também americanos e posso beneficiar de um mar de artigos magníficos sobre estes assuntos. Pró e contra.
A minha principal fonte é o Real Clear Politics.
Publicada por
Joaquim
em
07:36
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gastos com a saúde

Os gastos públicos crescem mais depressa do que os privados.
WSJ
Publicada por
Joaquim
em
07:07
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pharma wars
Intravitreal Avastin: The Low Cost Alternative to Lucentis?
Via American Journal of Ophtalmology
Custo de um tratamento com Lucentis: 1.300,00€; com Avastin: 20,00€.
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Joaquim
em
05:50
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Galvanizador!
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Ricardo Arroja
em
02:35
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23 Julho 2009
Dominus Iesus

Ao longo dos últimos dias o Joaquim tem vindo a desenvolver uma proposta fundamentada para a reforma do SNS, sem obter grande feedback. De tal modo que houve um momento em que pareceu desalentado por o seu esforço, e a importância que o assunto possui para todos os portugueses, ser recompensado com a habitual superficialidade e leviandade, senão clara grosseria, da maior parte dos comentário que suscitou.
Estamos de volta à incapacidade dos povos de cultura católica - excepção feita a uma pequena minoria, que inicialmente foi o clero - para debater qualquer assunto sério. Regresso a este tema, agora incidindo a minha atenção sobre o estudo das fontes necessário à discussão racional de qualquer assunto.
Ainda há poucos anos, na célebre Declaração Dominum Iesus, assinada pelo então Cardeal Joseph Ratzinger, a Igreja Católica voltou a reiterar que a sua é a única e a verdadeira interpretação do Cristianismo, isto é, dos textos sagrados da Bíblia. Comparando a doutrina da Igreja, condensada, por exemplo, no Catecismo, com a Bíblia, fica-se, por vezes, surpreendido pela enorme liberalidade de interpretação que a primeira faz da segunda. Foi, aliás, esta liberalidade que conduziu à Reforma Protestante e vinculou os protestantes ao princípio da "Sola Scriptura".
Nos países que ficaram sob a influência exclusiva da Igreja, o povo foi sempre desencorajado de ler a Bíblia. Não apenas isso. Ler a Bíblia era a primeira de todas as heresias, porque era o primeiro passo para questionar a interpretação que dela faz a autoridade que preside à única e verdadeira religião cristã - a Igreja Católica. Ler a Bíblia é ser anti-católico. Para os povos submetidos a esta cultura exclusiva, a verdade chega através das palavras de outros homens em posição de autoridade, não através do confronto activo da sua inteligência com as fontes da verdade. Para os povos de cultura católica, a verdade está naquilo que ouvem, não naquilo que lêem. Para eles, saber não tem nada que ver com estudar; tem que ver ou com inspiração divina (como aqui), ou, mais frequentemente, com espírito santo de orelha.
Por isso - e sempre salvaguardada uma pequena minoria que é excepção - o homem de tradição católica não tem uma opinião própria e independente sobre qualquer assunto, em primeiro lugar porque não estudou as fontes necessárias para chegar a ela. A opinião dele, se é que assim se pode chamar, é sempre a opinião de alguém que ele considera, certa ou erradamente, possuir autoridade, seja o amigo que é médico ou enfermeiro, o pároco da aldeia, o superior hierárquico, o chefe do partido, o ministro da saúde, o primeiro-ministro ou o Presidente da República.
Ora, o Joaquim não é nada disto. Por isso, salvo uma ou outra excepção, nem o Joaquim deveria esperar contribuições ao seu esforço nem, muito menos, que alguém lhe dê valor. A esmagadora maioria dos portugueses está, de facto, à espera que alguém decida por eles. Foram sempre outros a dizerem-lhes a verdade; eles não estão habituados a procurá-la - algo que, só por si e na sua cultura, sempre constituiu uma heresia.
Publicada por
Pedro Arroja
em
17:50
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sem ela
Contrastando com a sua ortodoxia teológica, a Igreja exibe uma plasticidade na sua adaptação ao mundo que é extraordinária, e a razão da sua longevidade. Esta característica está presente nos povos educados sob a sua influência milenar. No mundo ocidental, os emigrantes por excelência são os povos católicos (portugueses, espanhóis, italianos, latino-americanos), normalmente para os países de tradição protestante. Não existem movimentos de emigração em massa de sentido contrário. Os povos de cultura protestante não possuem semelhante capacidade de adaptação a meios que lhes são estranhos.
Em termos políticos, esta diferença implica uma consequência importante. Os povos católicos são capazes de viver sob qualquer regime político, adaptando-se a ele, e a história dos países católicos da Europa do sul e da América-Latina nos últimos séculos está aí para o demonstrar. Pelo contrário, os povos de cultura protestante parecem não saber viver sem o regime de democracia-liberal. Sempre que saem fora dele (vg., Alemanha de Hitler) destroem-se.
A tese do Fim da História afirmava a universalização do regime de democracia-liberal. A tese é falsa, e o próprio Fukuyama já a abandonou. Provavelmente, uma tese verdadeira acerca da democracia liberal é a de que os países de predominância protestante não podem viver sem ela.
Publicada por
Pedro Arroja
em
13:10
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Ai Destino, Ai Destino
Publicada por
Pedro Arroja
em
11:44
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Dying in grand style

O cemitério é uma instituição caracteristicamente distintiva das culturas católica e protestante. Colocando o ênfase sobre o Cristo morto da cruz, a cultura católica atribui aos mortos uma consideração que não tem paralelo na cultura protestante. Esta, pondo o ênfase no Cristo ressuscitado e vivo, confere comparativamente maior consideração aos vivos. Na imagem, o cemitério de La Recoleta (Buenos Aires) e o cemitério de Arlington (Washington).
Publicada por
Pedro Arroja
em
10:39
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Avastin
A utilização da Avastin (Bevacyzumab) em oftalmologia é ainda considerada experimental nos EUA, onde decorrem estudos clínicos para avaliar a sua eficácia. Em Portugal, já sabemos que a Roche tomou a precaução de notificar as instituições de saúde deste facto.
Nestes casos, é fundamental fornecer essa informação ao doentes e obter o respectivo consentimento informado.
Outro problema, também importante, é saber se o SNS deve pagar este tipo de tratamentos.
Publicada por
Joaquim
em
08:58
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descentralizar

As vantagens e as desvantagens da descentralização.
Via 12manage.
Publicada por
Joaquim
em
06:06
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favas contadas
O timing é o mais importante para conquistar os favores de uma garina, como expliquei aqui e aqui. Depois de espreitar a sua oportunidade, o macho afia as garras e prepara-se para o ataque, mas a singularidade do momento (é agora ou nunca) pode criar dificuldades que é necessário superar para evitar situações que denigram uma carreira brilhante.
Como assegurar uma performance olímpica, logo da primeira vez? Muitos companheiros têm-me colocado esta questão e solicitado o favor dos meus conhecimentos de farmacologia. A melhor resposta, contudo, não está no “doping”.
A melhor reposta, meus caros, consiste em nunca entrar em campo sem aquecimento prévio. Um jogo amigável de aquecimento, num estádio conhecido, prepara o atleta. O ponta-de-lança vai entrando no clima do jogo e quando inicia o segundo desafio, num estádio desconhecido, é como se tivesse sido chamado a executar um penalty, num prolongamento. São favas contadas.
Publicada por
Joaquim
em
06:01
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22 Julho 2009
Ordem!
Se Sócrates se oferecer para criar a Ordem dos Psicólogos (o que irá fazer...), anula completamente o programa do PSD para a saúde.
Ler Mais...
Publicada por
Joaquim
em
19:51
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Não passa o teste...
Um Serviço Nacional de Saúde que, essencialmente, tenha a garantia da qualidade, mas que seja, ao mesmo tempo, mais próximo dos cidadãos, de acesso fácil a qualquer um e com custos mais baixos ou nulos, para aqueles que não têm hipóteses de pagar um serviço indispensável à sua vida. É esta a nossa proposta.
Texto do programa do PSD, para a saúde.
Proponho o seguinte exercício: seria verosímel um programa contrário ao do PSD?
Um SNS sem qualidade, distante dos cidadãos, de acesso difícil e mais caro, para os que não podem pagar. Não! Então estamos no territórios das banalidades.
Publicada por
Joaquim
em
19:44
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déjà vu
“O que mais me preocupa é o facto do Partido Socialista ter recusado liminarmente a ideia, que eu considerava essencial, de se analisar em que situação estão as contas públicas”.
MFL
Não é necessário a líder do PSD preocupar-se com as contas públicas. Se perder as eleições é um problema para o PS, se ganhar Víctor Constâncio dá uma ajudinha a fazer as contas...
Publicada por
Joaquim
em
19:28
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